Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/29726
Title: Compreender a carreira na economia social : o caso das Instituições Particulares de Solidariedade Social
Authors: Gomes, Albertina da Conceição Marçal 
Orientador: Oliveira, Teresa Carla Trigo
Keywords: Carreira tradicional; Carreira proteana e sem fronteiras,; Economia social; Bem-estar psicológico.
Issue Date: 29-Sep-2015
Publisher: FEUC
Citation: Gomes, Albertina da Conceição Marçal - Compreender a carreira na economia social : o caso das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Coimbra, 2015
Abstract: Atualmente falar-se em carreira profissional é quase “tabu”, atendendo às alterações profundas que o mundo do trabalho tem sofrido nos últimos anos. A instabilidade está presente nos mercados, nas empresas e governos, e na vida das pessoas: já não existem “empregos para a vida”, onde o indivíduo faz o seu percurso profissional, se dedica inteiramente à sua organização, e recebe em troca estabilidade, ordenado compatível com a função, uma carreira profissional estável e formal, a culminar com uma reforma adequada. A globalização, a crise financeira mundial, a evolução tecnológica e das comunicações, atingiram continentes, países, empresas grandes, médias e pequenas, e todos os cidadãos em geral, provocando modificações de base nas organizações, no seu capital social (pessoas), e forçosamente na relação organização - colaborador. Hoje, regras bem definidas e exigentes selecionam os recursos humanos nas organizações, perante uma vasta oferta de pessoas e competências: aos felizes contemplados, vai ser exigido o seu máximo de horas de trabalho e dedicação, privando-os muitas vezes de vida própria, desde logo para garantir o seu lugar, porque rapidamente é substituído por outro que apresente melhores resultados. O indivíduo é por isso obrigado a tomar conta de si e da sua carreira profissional, e procurar o seu caminho no meio de um ambiente incerto e ambíguo. A carreira formal encontra-se ameaçada, tanto para os que usufruíram dela e têm fracas possibilidades de ver a situação reposta, como para os que perderam ou mudaram de emprego, mas sobretudo para os jovens que estão a entrar pela primeira vez no mercado de trabalho. O homem busca incessantemente a “felicidade”, que inclui o seu bem-estar, e estamos a falar do seu bem-estar psicológico. Este bem-estar atinge-se com a presença simultânea de duas abordagens distintas: a hedónica que significa a experiência, refletida em sentimentos positivos, e a eudemónica que é o propósito da experiência. As organizações estudadas, têm fins não lucrativos, e o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e justiça entre os indivíduos. Os objetivos destas instituições são dar apoio a crianças e jovens, à família, proteção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou decapacidade para o trabalho; promoção e proteção da saúde, nomeadamente através da prestação de cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação; educação e formação profissional dos cidadãos; resolução dos problemas habitacionais das populações, outras sem fins lucrativos, compatíveis ou conexas com as descritas anteriormente. Estas organizações estão incluídas no terceiro setor. Não têm como objetivo comercializar produtos ou apenas prestar serviço, mas sim criar condições para que a pessoa com necessidades educativas especiais, possa atingir a sua plenitude como ser humano e social, potenciando a sua individualidade e participação efetiva na sociedade. São organizações privadas mas que se propõem a um fim publico, dependentes dos subsídios do Estado, das quotizações dos sócios e dos beneméritos; daí limitadas em termos físicos e financeiros. O objetivo deste estudo é procurar compreender o que leva estes profissionais a estas instituições. O que os mantém, encanta, motiva e faz escolher ou ser escolhido para ali trabalhar durante 20/30 anos, apesar de todos os condicionalismos já referidos. Foram realizados 157 inquéritos por questionário, e 40 entrevistas semiestruturadas com gravação áudio a 40 entrevistados, individualmente, em quatro unidades, das três Instituições que aceitaram colaborar no estudo. Observou-se que os colaboradores apresentam níveis de envolvimento e compromisso elevados com a organização e com os clientes, mas os níveis de satisfação são apenas moderadamente positivos. São apaixonados pelos seus utentes, pelo trabalho que desenvolvem com eles, pela organização que lhes permite realizar o seu sonho, e os sonhos de tantos que não sabem que sonham, nem o sabem exprimir. É possível que o facto de não terem uma carreira formal na organização, possa ser uma das explicações para os resultados obtidos. Quisemos perceber até que ponto, mesmo em instituições em que o trabalho tem uma dimensão e significado social, as pessoas estão disponíveis para se conformar com o que as organizações lhes oferecem. Alguns acabam por construir e conduzir as suas carreiras de forma informal dentro da organização, com forte ênfase em carreiras autogerida e/ou assentes nos seus valores (carreira proteana); um traço comum desses colaboradores é o facto de possuírem o perfil de identidade para trabalhar nestas organizações.
Description: Dissertação de mestrado em Gestão, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, sob a orientação de Teresa Carla Trigo Oliveira.
URI: http://hdl.handle.net/10316/29726
Rights: openAccess
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