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Title: Existirá uma maior incidência de displasia de desenvolvimento da anca em crianças com pé boto idiopático?
Authors: Vale, Cláudia Patrícia Ferreira do 
Orientador: Judas, Fernando
Freitas, João
Alves, Cristina
Keywords: Criança; Pé boto; Displasia; Anca
Issue Date: 2014
Abstract: Introdução: A relação entre Pé boto idiopático e Displasia de Desenvolvimento da Anca (DDA) não está completamente estudada, existindo poucos dados relativos à sua incidência e controvérsia quanto à necessidade de rastreio imagiológico da DDA nestes doentes. Este estudo tem como objetivos determinar a incidência de DDA em crianças com pé boto idiopático, compará-la à descrita para a população em geral e determinar se estes doentes devem ser rastreados para DDA. Pacientes e Métodos: Realizou-se um estudo coorte retrospetivo, incluindo doentes com pé boto idiopático tratados no Serviço de Ortopedia Pediátrica do CHUC, EPE- HP, entre 1 de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2012. Colheram-se os dados demográficos e relativos ao pé boto e às ancas (utilizou-se a classificação de Graf para a DDA). Realizaram-se entrevistas telefónicas aos pais dos doentes, para colher dados indisponíveis nos registos clínicos. O número de nados-vivos em Coimbra foi facultado pelas Maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos. O estudo estatístico foi realizado com Microsoft Excel® e SPSS®. Este estudo foi aprovado pela Comissão Coordenadora do Conselho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Resultados: A incidência anual de pé boto idiopático em Coimbra variou entre 0,87 e 2,58:1000 nados-vivos. Foram tratados 73 doentes no HP, sendo 48 do sexo masculino e 53% com pé boto bilateral. A idade atual dos doentes é de 4,01 ± 2,01 anos. As crianças foram tratadas pelo Método de Ponseti com 5,56 ± 1,64 gessos e utilizaram as botas de Dennis- Browne durante 3,11 ± 1,48 anos. Em 17,8% dos doentes foi realizada investigação imagiológica para despistar DDA. Foi diagnosticada DDA em 3 crianças e esta foi clinicamente significativa em apenas 1 menina, que foi tratada com tala de Pavlik. Nas outras 2 crianças foram identificadas ancas imaturas, que evoluíram para a normalidade. Não se observou qualquer diagnóstico tardio de DDA. Não foi observada diferença significativa para a incidência de DDA entre sexo feminino e masculino (p=0,27). Conclusão: Os doentes com pé boto idiopático tratados no HP apresentam uma baixa incidência de DDA (4,1%), sobreponível à incidência encontrada na população em geral. Os resultados obtidos não suportam uma associação entre pé boto e DDA, sugerindo que o pé boto não constitui um fator de risco para a DDA e que o exame clínico das ancas é suficiente para o rastreio da DDA em crianças com pé boto
Introduction: The relationship between idiopathic clubfoot and Developmental Dysplasia of the Hip (DDH) its not completely studied, existing scarce data about incidence and controversy about the need for an imagiological screening of DDH in these patients. This study aims to determine the incidence of DDH in children with idiopathic clubfoot, compare it with the described for the general population and ascertain if these patients should be screened for DDH. Patients and methods: A retrospective cohort study was performed, including patients with idopathic clubfoot treated in the Pediatric Orthopaedics Division of CHUC, EPE- HP, between January 1st 2006 and December 31st 2012. Demographic data and data regarding the clubfoot and hips (Graf Classification was used for DDH) were collected. Telephone interviews were made with patient's parents in order to complete data that was unavailable in patients’ charts. The number of births was requested to Maternidade Bissaya Barreto and Maternidade Daniel de Matos. The results were analyzed using Microsoft Excel® and SPSS®. 4 This study was approved by the Coordinator Comission and the Scientific Border of the Faculty of Medicine, University of Coimbra. Results: The annual incidence of idiopathic clubfoot in Coimbra has varied between 0,87 and 2,58:1000. HP treated 73 patients, 48 males and 25 females, with 53% of children having bilateral clubfeet. Age of the patients at the time of this study was 4,01 ± 2,01 years. All children were treated by the Ponseti Method, with 5,56 ± 1,64 casts and using Dennis-Browne boots for 3,11 ± 1,48 years. From these, 17,8% had imaging investigation in order to look for DDH. However, DDH was diagnosed only in 3 patients, and this was clinically significant in only 1 child, as immature Graf 2A hips were identified in the other 2 children who ultimately evolved into normality, without the need of any treatment. Despite DDH being more frequent in females, DDH incidence was not significantly different between girls and boys (p=0,27). Conclusion: Idiopathic clubfoot patientes treated in HP, present a low incidence (4,1%) of DDH in patients with idiopathic clubfoot, matching the expectactions for the general population. The results obtained do not support an association between clubfoot and DDH, suggesting that clubfoot is not a risk factor for DDH and that the clínical hip exam is sufficient to screen DDH in children with clubfoot.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Ortopedia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/29150
Rights: openAccess
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