Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/27119
Title: De Lusitaniae urbium balneis: estudo sobre as termas e balneários das cidades da Lusitânia
Authors: Reis, Maria Pilar Miguel dos 
Orientador: Lopes, Maria da Conceição
Keywords: Termas; Balneários; Thermal baths; Bathhouses; Roman Lusitania; Cities; Aqueduct; Lusitânia romana; Aquedutos
Issue Date: 14-Oct-2015
Citation: REIS, Maria Pilar Miguel dos - De Lusitaniae urbium balneis : estudo sobre as termas e balneários das cidades da Lusitânia. Coimbra : [s.n.], 2015. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/27119
Abstract: Monumentos por excelência da cultura romana, as te rmas públicas foram, mais que um edifício, o símbolo de uma cultura. Primeiro temos uma questão construtiva: as termas foram edifícios tecnologicamente complexos, que foram evoluindo no projecto e estrutura como resultado de um saber acumulado, experimentado no terreno. As novas técni cas construtivas que desse processo resultaram deixaram os arquitectos livres para aumentar áreas cobertas, sem pilares centrais, e para procurarem fórmulas engenhosas de aquecer amplíssimos espaços. Segundo: os edifícios crescem e com eles a demanda das comunidades urbanas por estes equipamen tos, transformados em espaços essenciais no quotidiano. As classes sociais mais elevadas levara m para a esfera privada as termas e fizeram delas balneários privados, alguns dos quais foram símbolo s exteriores do fausto que se tinha, ou que se quer ia demonstrar. Terceiro: as termas transformaram-se em bens politicamente importantes, porque permitiam uma ampla gama de mecenatos públicos, sem pre bem acolhidos pelo povo. Estes edifícios, que empiricamente apenas seriam os locais dedicados à higiene pessoal, transformaram- se num dos locais de encontro e transformação colec tiva da sociedade romana. Talvez assim se compreenda a rápida apropriação deste novo edifício por parte das comunidades indígenas. Nos finais do séc. I aC, as termas eram impostas nos novos pro jectos urbanos, delineados para as novas colónias e futuros municípios. No período flaviano eram já pro jectos directamente associados aos centros monumentais, adaptados à realidade de cada provínci a. Nas cidades da Lusitânia encontramos numerosos vest ígios de termas e balneários, pois não haveria cidade que não os tivesse. Augusta Emerita , a capital da província, com os seus quase 50 exem plos, é um caso paradigmático. Em Miróbriga existem dois ed ifícios públicos que o bom estado de conservação permitiu revisitar detalhadamente. Évora escondeu u mas magníficas termas públicas, mas desmontamos a história dessa parcela da cidade e re cuperamos, em parte, o edifício público. Já a antig a Olisipo foi um desafio diferente, pois tentamos col ocar o que fora visto nos dias depois do terremoto e o que é conhecido nos dias de hoje. Mas foi Conimbrig a o nosso objecto de estudo por excelência. Inspirados no estudo desta cidade, optamos por uma análise contextualizada de cada edifício lusitano. Assim, ensaiamos um estudo e análise do urbanismo d e cada uma das cidades lusitanas onde se documentaram termas e balneários. Não podíamos esquecer nesta equação a importância d a água, e assim tivemos também que entender de que forma cada um destes edifícios fazia chegar a água às suas banheiras e piscinas. Foi esta a motivação, por exemplo, para reestudar o aqueduto d e Conimbriga e a rede de abastecimento e escoamento da mesma cidade. É o percurso por essas doze cidades lusitanas, duas delas em actual território espanhol, que reunimos nesta tese. Abstract Roman culture monuments by excellence, the public b aths were rather a symbol of culture than a building. First, there is the construction issue: t hermal baths were technologically complex buildings that have evolved both in project and in structure, as a result of the acquired knowledge, that has been experienced in this field. The new construction tec hniques resulting from this process, granted the architects the freedom to enlarge the covered areas without central pillars and to search for ingeniou s ways to heat the vast spaces. Second: the buildings increased, and so did the urban communities' searc h for these types of equipment, turning them into ess ential spaces in daily life. The most privileged so cial classes built private thermal baths and bathhouses, exhibiting those as external signs of prosperity ( a prosperity that could be real or just a demonstrati on of it). Third: thermal baths became goods with a political importance, as they allowed a wide range public patronage that was always welcomed by the people. These buildings, empirically only dedicated to pers onal hygiene, became meeting places and led to the collective transformation of Roman society. This wi ll eventually allow us to understand the quick appropriation of this type of building by the local communities. In the late first century b. C., the thermal baths were mandatory in new urban projects for the new colonies and future urban centres. During the Flavian period, these projects were already associa ted with the monumental centres and adapted to the reality of each province. In the cities of Lusitania, we can find abundant tr aces of thermal baths and bathhouses, as they were present in every city. Augusta Emerita , the capital of the province, with almost 50 examp les, is a paradigmatic case. In Mirobiga, there are two publ ic buildings, which the good state of conservation, allowed a detailed revisit. Évora hided a magnifice nt thermal bath -- we have disassembled the history of that part of the town and rebuilt a section of t he public building. Olisipo was a different challen ge, as we tried to show what had been seen some days after the earthquake, and what we know nowadays. However, Conimbriga was, by excellence, our main ob ject of study. Inspired by the study of this city, we have decide for the contextualized analysis of each Lusitania building. We have carried out a study a nd an analysis of the urban planning of each one of th e cities in Lusitania where thermal baths and bathhouses were documented. In this equation, we could not forget the importanc e of water, and we had to understand how, in each building, the water was conducted to the baths and pools. This was one of the motivations for the restoration of the Conimbriga aqueduct and the wate r supply and drainage system of this city. This thesis gathers the route through these cities of Lu sitania, two of them now in Spanish territory.
Description: Tese de doutoramento em Arqueologia, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/27119
Rights: openAccess
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