Título: Variação de Parâmetros Hormonais e Imunitários Salivares em Jovens Futebolistas ao Longo de uma Temporada Desportiva
Autor: Lopes, Renata Fiedler 
Palavras-chave: Treino desportivo;Imunologia;Immunity;Salivary IgA;URS;Stress;Young soccer players
Data: 8-Jun-2015
Citação: LOPES, Renata Fiedler - Variação de parâmetros hormonais e imunitários salivares em jovens futebolistas ao longo de uma temporada desportiva. Coimbra : [s.n.], 2015. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/27033
Resumo: Os atletas são submetidos a um grande número de agentes estressores que podem influenciar sua atuação esportiva. Alterações fisiológicas, imunológicas e psicológicas podem ocorrer em meio aos treinos e competições constantes ao longo de uma temporada. Considerando o crescente aumento na participação de jovens no esporte de rendimento, o objetivo do presente estudo foi analisar a relação entre o estresse (psicológico e fisiológico), a imunidade e o índice de afecções respiratórias de atletas de futebol de campo entre 14 e 19 anos, nas situações de treino e competição. Dividiu-se essa tese em três estudos, para delimitar os efeitos agudos e crônicos do futebol nas respostas imunitárias, hormonais e psicológicas. Como instrumentos foram utilizados: questionário de Estresse e Recuperação (RESTQ-52 Sport), o recordatório de sintomas de afecções do trato respiratório superior (WURSS-21), recordatório de carga de treinos, análises bioquímicas do cortisol, testosterona, Imunoglobulina A (IgA) e alfa amilase salivares. Foi utilizada uma estatística não paramétrica, e adotado um nível de significância de p<0,05. No estudo 1, foi analisada a variação dos parâmetro psicométricos, hormonais e imunitários ao longo de uma temporada; os resultados demonstraram que: (a) as alterações do sistema imune e do sistema hormonal dos atletas parecem estar mais associadas ao acúmulo de treinos e competições do que com o nível de estresse e recuperação, já que não foram detectadas diferenças no comportamento psicológico reportado pelos atletas ao longo da temporada, (b) percebeu-se uma relação inversa entre a taxa de secreção e concentração de IgA e e a ocorrência de afecções do trato respiratório superior (ATRS), (c) a temporada de treinos e competições parece ter provocado momentos de baixa imunidade nos jovens jogadores independentemente da estação climática do ano. No estudo 2, foi monitorizado um microciclo regular de treino; os resultados apontaram para:(a) a sincronicidade entre o valor do esforço percepcionado pelos atletas ao treino e o objetivo proposto pelo treinador para cada sessão de treino, (b) houve uma manutenção dos níveis de estresse e recuperação ao longo do microciclo avaliado, (c) há alterações hormonais e imunitárias agudas no pós treino, mas essas alterações são transitórias, e não persistem após 24 horas, (d) a concentração total de IgA, a taxa de secreção de Iga e o cortisol mantiveram-se estáveis ao longo do microciclo, (d) a testosterona salivar tende a diminuir ao final da semana de treino, (e) percebeu-se uma relação inversa entre a taxa de secreção de IgA e as ATRS. No estudo 3, onde foram avaliados as respostas agudas à competição oficial com diferenciadas dificuldades (jogos dentro e fora de casa, e contra adversários mais ou menos difíceis), destacam-se os seguintes resultados: (a) o estresse está presente em todos os jogadores, mas o jogo proporciona nos jogadores titulares um aumento da magnitude desse estresse em relação aos jogadores reservas, (b) a associação do estresse psicológico ao estresse físico destaca-se somente nos jogadores que participaram efetivamente da competição, (c) a sIgA total e srIgA não se alteraram com os jogos, mostrando que o sistema imunitário nos jovens atletas já mostra-se adaptado ao processo competitivo. Conclui-se que a monitorização dos treinos e competições em jovens atletas ao longo de uma temporada faz-se necessário para auxiliar na prevenção da fadiga precoce, da queda do sistema imune, da prevenção para a ocorrência de episódios de ATRS associados a insuficiente recuperação dos estados de estresse.
Athletes are submitted to stressor agents that influence their athletic performance. Physiological, immunological and psychological changes can happen during season, result of severe regular training and competitions. Considering the increase of young athletes in top high level sports, the purpose of this study was to analyze the relations between stress (psychological and physiological), immunity and upper respiratory symptoms in young soccer players (14 – 19 years old). The thesis was divided in 3 different studies to delimitate acute and chronicle effects of soccer context in response to immune, hormonal and psychological alterations. The instruments used were: The Recovery-Stress Questionnaire (RESTQ- Sport 52), the Wisconsin Upper Respiratory Symptoms Survey (WURSS-21), training load registration, biochemical analyzes of salivary cortisol, testosterone, alpha amylase and immunoglobulin A. For data analyzes we used non-parametric statistics with significant level under 0.05. Study 1: It was observed the variation of psychometric, hormonal and immunological parameters during a soccer season of 8 or 9 months; the main results were: (a) immune and hormonal alterations seems to be associated with training load and competition accumulation during the season, not associated with psychological stress and recovery level (Restq-Sport 52), (b) there´s an inverse relation with IgA secretion rate, salivary IgA concentration and upper respiratory symptoms (URS), (c) the extended soccer season influenced the young soccer players to decrease their immune systems, not related to the weather season. Study 2: It was analyzed one regular training micro cycle (one week), the results indicated that (a) there´s a synchronicity between subjective effort perception of the training and the objective proposed for each training session by the coach, (b) there´s a maintenance of stress and recovery levels during the evaluated micro cycle, (c) there are acute immune and hormonal changes in post training, but these alterations were transitory and did not persist after resting for 24 hours, (d) salivary IgA concentration, salivary IgA secretion rate and cortisol did not change, and stayed stable during the week, (e) it seems that exists an inverse relation between IgA secretion rate and URS. Study 3: It was evaluated the acute responses of official soccer games with diverse difficulties (home game x away game and extreme rival or moderate rival), and the main results were: (a) stress were present in all soccer players, but the soccer game increase the magnitude of stress in starting players than reserve players, (b) psychological and physical stress stands out only in main players, (c) Salivary IgA concentration and secretion rate did not change after games, these result highlights that immune systems of young players are already adapted to competitive process. Finally, it concludes that monitoring soccer trainings and competitions in young soccer players during a season make necessary to help preventing early fatigue, in the process of recovery after stress states and to minimize the decreases in immune system associated with the tendency to URS episodes.
Descrição: Tese de doutoramento em Ciências do Desporto, no ramo de Treino Desportivo, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/27033
Direitos: embargoedAccess
Aparece nas colecções:FCDEF - Teses de Doutoramento

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