Title: Gestão da farmácia orientada para a maximização sustentada do valor
Authors: Aguiar, António Hipólito de 
Orientador: Marques, Francisco Batel
Martins, Luis Manuel
Keywords: Gestão de farmácias;Indicadores económico-financeiros de gestão;PME Excelência;Mercado Farmacêutico
Issue Date: 18-Feb-2015
Citation: AGUIAR, António Pedro de Figueiredo Hipólito - Gestão da farmácia orientada para a maximização sustentada do valor. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na Internet em:<http://hdl.handle.net/10316/25999>
Abstract: As farmácias em Portugal atravessam um período económico de particular debilidade, que tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, espelhado pelas numerosas situações de insolvência, processos especiais de revitalização (PER) de empresas, incumprimentos, com contornos litigiosos, para com fornecedores e incapacidade de resposta às solicitações da população em matéria de abastecimento regular de medicamentos e produtos sanitários, nomeadamente quando comparado com a realidade histórica até então. De facto, o momento económico e financeiro vivido é particularmente complexo, motivado pela situação de crise económica e financeira internacional e particularmente pelo memorando de entendimento com a TROIKA, no quadro do pedido de resgate de Portugal à comunidade internacional, que tornou visível a degradação das condições financeiras que o País registava antes da celebração desse contrato. No sector farmacêutico, a introdução de um significativo número de medidas de cariz político, nomeadamente a partir de 2006, criou condições para a diminuição, almejada, dos encargos estatais com o medicamento, enquanto instrumento tecnológico dos sistemas de saúde, e ao fazê-lo produziu efeitos na organização e dinâmica do próprio mercado. Este conjunto de alterações que se registaram motivaram impactos colaterais nos operadores económicos, das quais as farmácias são um exemplo pela dimensão crítica da sua estrutura e dependência do Estado para a sua operacionalidade. Neste contexto procedemos a um exercício de investigação que pretende descortinar as razões para a ocorrência das fragilidades económicas evidenciadas pelas farmácias na atualidade, através de uma metodologia que privilegiou a compreensão do impacto, quer das medidas políticas, que são revisitadas ao longo do estudo, quer das mudanças verificadas na componente gestionária das farmácias, enquanto empresas. Para alcançar esse desiderato foi realizado um trabalho de campo que pretendeu avaliar as práticas de gestão existentes numa amostra de farmácias representativas do universo Português, e a sua correlação com o desempenho económico alcançado. Procurou-se gerar um racional de análise com base numa comparação sistemática entre amostras de farmácias, entendidas como representativas do universo Português, e aquelas que possuem, previsivelmente, resultados económico-financeiros diferenciados, suportados que são na existência de uma distinção oficial como “PME Excelência”. No sentido de sustentar a vertente quantitativa do estudo foram construídos rácios de gestão, tendentes a caracterizar a evolução das farmácias num período de 6 anos, de 2006 a 2011, durante o qual se registaram alterações conjunturais no sector, com significativa expressão. A vertente qualitativa do estudo procurou, com base na auscultação de opiniões provenientes de um inquérito realizado a proprietários ou responsáveis pela gestão de uma farmácia, compreender de que forma as práticas gestionárias utilizadas se diferenciavam no caso das duas amostras consideradas. Os resultados alcançados permitem concluir do melhor desempenho geral das farmácias incluídas na amostra “PME Excelência”, o que nos conduz à constatação da existência de práticas diferenciadas de gestão que concorrem para a explicação da diferente situação económica das farmácias. Permitimo-nos pois, neste contexto, constatar da necessidade de desenvolver melhores rotinas de gestão, bem como utilizar indicadores como barómetros de leitura para uma maior assertividade na condução da atividade empresarial de uma farmácia. Denotam-se assimetrias regionais de particular relevância concretamente ao nível da relação existente entre número de habitantes, faturação realizada e resultados operacionais alcançados, o que permite reforçar a necessidade da existência de regulação efetiva quanto à distribuição geográfica das farmácias pelo território. Igualmente ao nível do modelo económico das farmácias conclui-se da relação direta entre dimensão do nível de faturação alcançado e níveis de operacionalidade e sustentabilidade. Esta constatação revela que deverão ser encontrados novas formas de remuneração dos serviços prestados por estas entidades, que não condicionem o desenvolvimento económico das farmácias com base exclusivamente no volume de negócio. Salienta-se, igualmente, a necessidade de considerar a atividade empresarial da farmácia como um negócio com contornos específicos, em que a componente de responsabilidade social atinge uma dimensão elevada e condiciona o desempenho e a avaliação da sua prestação, enquanto empresa, pelos consumidores e pelos financiadores do sistema de saúde. Retiram-se, igualmente, conclusões respeitantes aos vários fatores que a persistirem no mercado, condicionarão, de sobremaneira a manutenção de um modelo profissional de intervenção.
Pharmacies in Portugal are currently in a feeble economic position that has worsened in the last few years. This is clear by the numerous cases of insolvency, special processes of revitalization (PER) of companies, non-compliance that leads to litigation processes with suppliers, and the inability to meet the demands of the population in terms of the regular supply of medicines and health products, namely when compared with the historical reality until then. The economic and financial situation is indeed complex. This was generated by the international economic and financial crisis and by the memorandum of understanding with the TROIKA, under the rescue program of the international community for Portugal. This revealed the degradation of the financial conditions of the country that existed before the contract. In the pharmaceutical sector, the political measures introduced, namely from 2006, led to cost reduction, longed for in terms of state costs with medicines, as a technological instrument of health systems. This had an effect on the organization and dynamics of the market. These changes had a collateral impact on economic operators, which pharmacies are an example due to the critical dimension of their structure and dependence on the state for their operability. This led us to a research that aims to unravel the reasons for the occurrence of the economic weaknesses that pharmacies have today. We applied a methodology that focused on understanding the impact of both policies and measures, referred to throughout the study, and the management of pharmacies, as companies. A fieldwork assessed the existing management practices in a group of pharmacies that represent the universe of Portuguese pharmacies, and the correlation with the economic performance achieved. This generated a rational analysis of the management performance of the pharmacies, based on a systematic comparison between those that represented the universe of Portuguese pharmacies, and those that predictably have, differentiated financial results, officially defined as "SME Excellence". Companies with this distinction have a set of management indicators, classified by authorities as technically robust. This is why the quantitative field of the study used these as a way of characterizing the differences between SME Excellence management of pharmacies companies, and others. Management ratios were set to characterize the evolution of pharmacies in 6 years, from 2006 to 2011. During this period there were cyclical changes in the sector, with a significant impact. The qualitative field was based on opinions from a survey of owners or managers of a pharmacy, to understand how the managing practices differed in the case of the two samples. The results obtained illustrate the best overall performance of "SME Excellence" pharmacies, which leads to the finding of differentiated management practices that explain the different economic situations of pharmacies. An indication of the need for the development of barometer reading indicators, for a greater assertiveness of management, is concluded. The study identified relevant regional disparities, specifically in terms of the ratio between the number of inhabitants, billing and operational achievements. This reinforces the need for the existence of effective regulation in terms of the geographical distribution of pharmacies throughout the territory. According to the economic model of pharmacies, there was a direct relationship between the turnover and the levels of operability and sustainability. This revealed the need to find new ways to pay for services provided by these entities, not affecting the economic development of pharmacies, exclusively based on turnover. We also highlight the need to consider the pharmacy economic operation, as a business with specific needs, where the social responsibility component is high. This determines performance and the assessment of this performance, as a traditional business, by consumers and the funders of the health system. It was also concluded that if various factors persist in the market, these will jeopardize the maintenance of a professional intervention model.
Description: Tese de doutoramento em Farmácia (Pré-Bolonha), na especialidade de Sociofarmácia, apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/25999
Rights: embargoedAccess
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