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Title: Re-Mapping the Carter Doctrine: Geographic Mental Maps and Foreign Policy Change
Authors: Vinha, Luis da
Orientador: Pureza, José
Keywords: Carter Doctrine
Communicative interaction
Continuous change
Emergent change
Foreign policy change
Geographic mental maps
Planned change
Punctuated equilibrium
Issue Date: 3-Jul-2014
Citation: VINHA, Luís Miguel da - Re-mapping the carter doctrine : geographic mental maps and foreign policy change. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/25381
Abstract: The US has always had an interest and been involved in the Middle East. However, it was the Carter Administration that ultimately gave the Middle East its pivotal role in US foreign policy. It was the Carter Doctrine, enunciated in 1980 which effectively coupled the security of the Persian Gulf region with American global security. The assertion of the Carter Doctrine has traditionally been viewed as a watershed transformation of the Carter Administration’s foreign policy. It allegedly signalled the end of détente and turn towards a more assertive military posture towards the Soviets and a more decisive US commitment to Middle Eastern security. It overturned many of the Administration’s prior foreign policy initiatives, such as nuclear non-proliferation, demilitarisation of strategic regions, curtailment of conventional arms transfers to Third World countries, and the promotion of human rights. In their place emerged a policy which emphasised a massive military build-up, increased military supply to Third World nations, and increased US global military presence. In particular, the Carter Doctrine represented a momentous shift in US geopolitical and geostrategic considerations by transforming the Middle East into a new critical defence zone. The Carter Doctrine has received widespread scholarly attention over the last three decades. Nevertheless, research has focused almost exclusively on explaining why the Carter Administration radically altered its foreign policy, particularly regarding the Middle East. Numerous accounts have emphasised the systemic and domestic forces underlying such change. Most conventional accounts tend to point out a series of crises arising midway throughout the Carter Presidency as responsible for the change in foreign policy. While there are many different theses regarding why the Carter Administration’s foreign policy changed, few endeavours have been made to explain how it changed. In fact, most accounts of the emergence of the Carter Doctrine do not provide a precise theoretical framework for understanding its origins and development. Accordingly, the current study argues in favour of three broad and provocative propositions. The first proposition claims that, while not explicitly acknowledging it as such, the majority of the accounts explaining the change in the Carter Administration’s foreign policy and the development of the Carter Doctrine use theoretical assumptions intrinsic to punctuated equilibrium and planned change models. The second proposition argues that the development of the Carter Administration’s Middle East policy and the emergence of the Carter Doctrine is best understood using an emergent change approach which highlights the continuous and cumulative policy adaptations and adjustments that decision-makers enacted to try to deal with their perceived international environment since the beginning of the Carter Presidency. Therefore, the change in the Administration’s foreign policy resulted from the incessant dynamics involved in foreign policy decision-making. It was the product of intentionally planned endeavours, as well as of the unexpected opportunities and consequences ensuing from the continued interactions between decision-makers. Finally, it asserts that considering the well defined spatial nature of the Carter Doctrine, geographic mental maps provide the most appropriate conceptual framework for identifying and assessing the emergent dynamics of the Carter Administration’s foreign policy decision-making process. In light of this, it is posited that the Carter Doctrine resulted from the continuous reconstruction of the Carter Administration’s geographic mental maps. As international and domestic events compelled decision-makers to evaluate the political environment, the Administration’s problem representation of the Middle East was in constant flux. Accordingly, while the Middle East was initially viewed optimistically as a place of cooperation and reconciliation, the continuously changing nature of the Administration’s mental maps ultimately mapped a region fraught with danger and conflict.
Os EUA sempre estiveram envolvidos no Médio Oriente, contudo foi a Administração Carter que atribuiu um papel crucial ao Médio Oriente na política externa Americana. A Doutrina Carter, anunciada em 1980, efetivamente agregou a segurança do Golfo Pérsico à segurança dos EUA. A afirmação da respetiva Doutrina tem tradicionalmente sido encarada como uma transformação histórica da política externa da Administração Carter. Alegadamente marcou o fim do desanuviamento e um compromisso Americano definitivo com a segurança do Médio Oriente. Alterou muitas das iniciativas iniciais da Administração tal como a não-proliferação nuclear, a desmilitarização de regiões estratégicas, a redução da transferência de armas convencionais para o Terceiro Mundo e a promoção dos direitos humanos. No seu lugar a Administração Carter instituiu uma política que favorecia o rearmamento massivo, o acréscimo de apoio militar ao Terceiro Mundo e o aumento da presença global das forças armadas Americanas. Acima de tudo, a Doutrina Carter representou uma alteração monumental das considerações geopolíticas e geoestratégicas dos EUA ao transformar a região do Medio Oriente numa nova zona de defesa crítica. A Doutrina Carter tem sido alvo de um amplo debate académico ao longo das últimas décadas. Todavia, os estudos têm-se centrado essencialmente em explicar porque é que a Administração Carter alterou radicalmente a sua política externa, particularmente em relação ao Médio Oriente. Vários estudos realçaram os fatores sistémicos e domésticos catalisando a mudança. A maioria das explicações tradicionais aponta um conjunto de crises que surgiram a meio da presidência como sendo responsáveis pela mudança. Embora haja muitas versões que explicam o porquê da mudança na política externa da Administração Carter, poucos esforços têm sido dedicados a explicar como é que a política se alterou. De facto, a maior parte dos estudos sobre o surgimento da Doutrina Carter não oferece um enquadramento teórico adequado para compreender o seu começo e desenvolvimento. Por conseguinte, o presente estudo apresenta três proposições amplas e provocadoras. A primeira afirma que, embora nem sempre explicitamente assumido, a maioria das explicações da transformação da política externa da Administração Carter e do surgimento da Doutrina Carter utilizam pressupostos teóricos inerentes aos modelos de equilíbrio pontuado e mudança planeada. A segunda preposição argumenta que o desenvolvimento da política para o Médio Oriente durante a Administração Carter e o desenvolvimento da Doutrina Carter deve ser compreendido através de uma abordagem de mudança emergente na qual se foca nas adaptações e nos ajustamentos políticos contínuos que os decisores políticos promoveram para tentar lidar com a sua perceção do ambiente internacional desde o início da presidência Carter. Desta forma, a transformação da política externa da Administração Carter resultou da dinâmica constante inerente ao processo de decisão política. Resultou tanto de iniciativas planeadas, bem como das oportunidades inesperadas e consequências resultantes das interações contínuas entre os decisores políticos. Finalmente, o estudo argumenta que devido à natureza nitidamente espacial da Doutrina Carter, os mapas mentais geográficos fornecem o enquadramento conceptual mais apropriado para identificar e aferir as dinâmicas emergentes no processo de decisão de política externa na Administração Carter. Neste sentido, alega-se que a Doutrina Carter foi o resultado de reconstruções contínuas dos mapas mentais geográficos da Administração Carter. Conforme os eventos internacionais e domésticos obrigavam os decisores a avaliar o ambiente político, a definição da situação no Médio Oriente percecionada pela Administração estava em constante transformação. Desta forma, embora o Médio Oriente fosse inicialmente encarado com otimismo e como sendo um lugar de cooperação e reconciliação, a natureza dinâmica dos mapas mentais da Administração acabou por revelar uma região repleta de riscos e conflitos.
Description: Tese de doutoramento em Relações Internacionais, Política Internacional e Resolução de Conflitos, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/25381
Appears in Collections:FEUC- Teses de Doutoramento

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