Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/24236
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dc.contributor.advisorProvidência, Paulo-
dc.contributor.authorPereira, Pedro Miguel-
dc.date.accessioned2013-09-27T09:15:34Z-
dc.date.available2013-09-27T09:15:34Z-
dc.date.issued2013-06-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/24236-
dc.descriptionDissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura, apresentada ao Departamento de Arquitectura da F. C. T. da Univ. de Coimbra.por
dc.description.abstractA partir do Choupal, até à foz na Figueira, a imagem do Baixo Mondego caracteriza-se, desde há muito, pela imensidão dos seus campos agrícolas, marca da acção humana ao longo dos séculos. Como objectivo primordial pretende-se sintetizar e traduzir a identidade deste território. Torna-se pertinente a valorização de um vale riquíssimo quer pela sua variedade de fauna e flora, quer pela fertilidade dos seus campos. Um excelente exemplo de vida animal e variedade de coberto vegetal é o Choupal, situado na margem direita do rio, logo depois da ponte do Açude. Ainda de âmbito ambiental são de salientar os Pauis do baixo Mondego que se estendem pelos braços dos afluentes do Rio Mondego nesta última secção. No último trecho deste vale o Mondego abre-se num amplo estuário com 10 quilómetros de comprimento. Neste encontro com o Atlântico, desenvolveu-se fortemente o cultura do Sal. Indissociáveis da história da formação deste Território são as obras do Homem sobre o Rio. Importante torna-se portanto, perceber como o Homem lidou com o Rio e o transformou. A violência das cheias e a sua elevada frequência, transformaram uma vasta bacia aluvial com 150 Km2 de área numa espécie de delta inferior em assoreamento contínuo e rápido que só foi travado com as Barragens construídas no Médio Mondego. O campo sempre forneceu a maior parte dos produtos agrícolas comercializáveis como o arroz, milho e hortícolas, enquanto o monte, protegido da zona de cheia assegurava as necessidades básicas em matéria de subsistência – lenha, batata, vinho, fruta e azeite. Neste contexto é proposto a revalorização e a revitalização da paisagem ribeirinha do Mondego, através da potenciação do corredor verde sustentado no desenho de uma ciclovia que permitirá a interpretação e o entendimento de um vasto território, como também uma nova perspectiva de ordenamento do território, num quadro de sustentabilidade ambiental, social e económica, despertando assim o interesse de investidores, turistas e a auto-estima das populações. Posto isto, demonstra-se essencial projectar roteiros como expressão física de ideias culturais e ambientais, através de um desenho específico que visa a Saúde e Bemestar dos utilizadores. O objectivo principal passa por interpretar toda uma vasta região e implementar equipamentos que façam a ponte entre o passado e o presente e que construam uma paisagem cultural, aquela que assinala as marcas da acção humana. A realização de um mapa permite a síntese descritiva e interpretativa de um território. Foram definidas zonas de tratamento específico onde, em maior detalhe, se organiza o relativo aos usos de circulação, à instalação/recuperação de edificações - como o Moinho das 12 Pedras, as Termas da Amieira e o Celeiro da Quinta do Paço- destinadas a acolher o visitante e a remetê-lo para a interpretação deste território. Estas zonas de tratamento específico são resultado das obras do homem combinadas com a natureza, que registam uma paisagem cultural1. Apesar de o 15 Baixo Mondego ter um carácter natural, a paisagem foi desenhada e criada inteiramente/intencionalmente pelo homem, ou seja, abrange a diversidade de manifestações resultantes da interacção entre o Homem e o ambiente natural2. Para atingir este objectivo, primeiramente foi necessário a leitura e análise de trabalhos como “O esforço do homem na bacia do mondego” e “Projecto Territorial do Parque Patrimonial do Mondego –revisitações da paisagem cultural ribeirinha”, assim como de outros trabalhos ou artigos redigidos em publicações como: Locus, Sociedade e Território, Cadernos de Geografia, JA Jornal de Arquitectos, e outras publicações que se demonstraram significativas. Os casos de estudo escolhidos – Parque Nacional da Peneda-Geres, Vale do Ocreza e Parque Agrícola do Baixo Llobregat - justificam-se pela diversidade de entendimento e interpretação do território fruto de diferentes metodologias adoptadas em cada caso. Ambos os casos representam a imagem de uma colectividade que construiu um património natural e cultural, reflexo da paisagem em que estão inseridos. Um pelo valor ambiental e paisagístico intimamente ligado à Natureza como é o caso do Parque Nacional da Peneda- Geres; outro pela abordagem e pelo olhar do Arquitecto no desenho de projecto, que visa ser contemplativo e interpretativo de uma região como e o projecto de José Adrião para o Vale de Ocreza; e finalmente, numa aproximação ao tema agrícola, e com características muito comuns ao Baixo Mondego, surge o Parque Agrícola do Baixo Llobregat, em Barcelona, que permite entender as estratégias de preservação do espaço agrário e a promoção e desenvolvimento económico das explorações agrícolas. No que toca à aproximação e entendimento do desenvolvimento do Território – Baixo Mondego - foi necessária a recolha de cartografia e imagens de forma a compreender as transformações que a Região e principalmente o rio Mondego sofreram. Imperioso foi também realizar um trabalho de campo, uma série de visitas ao Baixo Mondego, desde o Choupal ao Salgado da Figueira, mas também aos pequenos núcleos habitacionais que se foram desenvolvendo em torno dos Campos Agrícolas, protegidos da linha de cheia. O intuito destas visitas foi de registar, quer pelo desenho ou fotografia, locais ou edifícios que sejam reflexo da imagem daquele território, que representem a relação entre o Homem e o Meio, como resultado/construção de um processo dinâmico que acaba por definir a paisagem do Baixo Mondego. Feito este trabalho de aproximação e identificação do Vale do Mondego tornou-se indispensável a realização de um mapa de escala territorial para iniciar o trabalho de projecto. Foi impreterível portanto, a realização de plantas através da cartografia e desenhos recolhidos que sustentassem o desenho da ciclovia, assim como das infra-estruturas necessárias ao seu desenvolvimento. Esta abordagem sobre o Baixo Mondego culmina no desenvolvimento de 3 projectos exemplificativos: a conversão das termas da Amieira num Spa/Ginásio e alojamento; a recuperação do Celeiro da Quinta do Paço, em Tentúgal, enquanto Centro de Interpretação Agrícola; e a reabilitação do Moinho das 12 Pedras, na Figueira da Foz, num Restaurante de carácter interpretativo, quer pela história do edifício, quer pelos produtos e sabores daquela Região. Como fio condutor destes projectos, desenhou-se uma ciclovia, com diversos pontos de paragem, (miradouros, parques de merendas, centros de interpretação), que conferem um carácter unitário aos programas propostos, naquilo que será a exaltação de um corredor interpretativo dos Campos de Coimbra, que engloba os pequenos núcleos populacionais através dos 4 temas que caracterizam o território do Baixo Mondego: a Água, a Agricultura, o Sal e o Ambiente. A Dissertação está divida em 3 partes. Na fase inicial da elaboração deste trabalho procurou-se definir o conceito de paisagem enquanto resultado da acção humana sobre o território. Nesse sentido uma visão geográfica e os trabalhos de Augustin Berque foram fundamentais no entendimento de um território enquanto paisagem cultural - espelho do Homem e das suas acções ao longo dos tempos.No segundo capítulo será caracterizado o Rio Mondego, fio condutor de todo o trabalho. É importante perceber o percurso ziguezagueante que faz desde a nascente à foz e reconhecer a importância que teve na História, desde o rio irreverente que permitiu a fixação das populações na cidade de Coimbra, até ao rio “pachorrento” depois das grandes obras de aproveitamento hidráulico e agrícola, como são exemplo a barragem da Aguieira e o Açude. Neste seguimento abordou-se a acção do homem sobre o rio e as suas margens, na sua fase final denominada Baixo Mondego, procurando afirmar uma identidade cultural, baseada nos costumes e história deste território. A terceira parte diz respeito exclusivamente à prática de projecto. Trata os casos de estudo, o desenho do mapa, a delineação da ciclovia ao longo do Baixo Mondego e as rotas que evocam a memória daquilo que o rio e as suas gentes já foram. Neste capítulo são apontados e sustentados nos temas da Água, Agricultura, Sal e Ambiente, os percursos de lazer e didácticos, mas também as implantações dos diferentes programas, assim como a justificação da sua escolha. Aqui são desenvolvidos todos os projectos tendo em conta estes conceitos, procurando sempre a imagem material e imaterial do Rio, o verdadeiro protagonista, o elemento de unificação identitária do Território.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectOrdenamento do território, Baixo Mondegopor
dc.titleArquitectura do territóriopor
dc.typemasterThesispor
dc.peerreviewedYespor
item.languageiso639-1pt-
item.fulltextCom Texto completo-
item.grantfulltextopen-
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