Title: Vida, Exceção e Poder: Do Poder Soberano sobre a Vida ao Biopoder
Authors: Silva, Paula Alexandra Cardoso e 
Keywords: Poder soberano;Biopoder e Biopolítica
Issue Date: 7-Jul-2013
Citation: SILVA, Paula Alexandra Cardoso e - Vida, exceção e poder: do poder soberano sobre a vida ao biopoder. Coimbra : [s.n.], 2013. Dissertação de mestrado. Disponível na WWW, em: http://hdl.handle.net/10316/23610
Abstract: Esta dissertação começa com uma reflexão sobre a vida tal como se situa no pensamento político e ético de Aristóteles, distinguindo o “bios”, a vida qualificada e politizada, como o objeto do poder, e diferenciando-a nessa medida da “zoê”, da simples vida natural, confinada à mera manutenção e reprodução. Na segunda parte, no âmbito do pensamento político moderno, a filosofia de Hobbes mostra-nos como da soberania desponta a biopolítica, uma vez que o fundamento do poder soberano é o intenso desejo pela vida e seu engrandecimento; uma vida que surge ameaçada pela “guerra de todos contra todos” e que acaba subjugada ao poder de “dar a morte”. Na terceira e última parte, analisamos a especificidade de um novo poder disciplinar, invisível e panótico, tal como considerado por Foucault, e consideramos o surgimento da biopolítica como um poder sobre as massas. Mostramos como esta transição para a biopolítica torna a vida uma “vida nua” ou “sagrada” (sacer), como diz Giorgio Agamben, tornando normal o estado de exceção da vida exposta ao puro poder. Mostramos também como este desenvolvimento radica, como diz Esposito, no carácter imunitário da comunidade moderna.
The following dissertation starts with a reflection on life as it appears in the political and ethical thought of Aristotle, distinguishing “bios”, i.e. qualified and politicized life, as the object of power and considering its difference vis-à-vis the “zoe”, simple natural life reduced to its preservation and reproduction. In the second part, concerned with modern political thought, Hobbes’ philosophy shows how biopolitics rises from sovereignty, insofar as the basis of sovereign power is the intense desire for life, a life that is in danger through a “war of all against all” and that ends subordinated to a power that “gives death”. In the third and last part, we focus in the specificity of a new disciplinary, invisible and panoptic power, as characterized by Foucault, and we consider the raise of biopolitics as a power over the masses. We show how this transition toward biopolitics makes life “bare” or “sacred life” (sacer), as Giorgio Agamben argues, rendering normal the state of exception of life before pure power. We also show how this development is based, as Roberto Esposito argues, in the immunitary character of modern community.
Description: Tese de mestrado em Filosofia Política, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/23610
Rights: embargoedAccess
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