Title: Contact-induced restructuring of Portuguese morphosyntax in interior Angola : evidence from Dundo (Lunda Norte)
Authors: Inverno, Liliana Cristina Coragem 
Orientador: Holm, John A.
Keywords: Língua portuguesa -- morfosintaxe -- Angola;Língua portuguesa -- Angola;Dialecto -- Angola;Sociolinguística -- Angola
Issue Date: 2009
Citation: INVERNO, Liliana Cristina Coragem - Contact-induced restructuring of Portuguese morphosyntax in interior Angola: evidence from Dundo (Lunda Norte). Coimbra : [s.n.], 2009
Abstract: A vernacular variety of Portuguese with a structure clearly distinct from that of European Portuguese has developed in Angola. This study examines the linguistic structure of the Angolan Vernacular Portuguese (AVP) that developed in Dundo in the northeastern province of Lunda Norte by systematically comparing the structure of its noun phrase and verb phrase to that of European Portuguese and the Bantu languages with which it has been in contact. Interpreting the precise nature of this contact from the time the Portuguese arrived in what is now Angola in 1482 with the perspective of recent developments in contact linguistics has made it clear that the mixed language variety that emerged was neither a pidgin nor a creole but rather a partially restructured variety of Portuguese that developed out of a continuum of learners’ interlanguages that eventually acquired norms and began to reapproach European Portuguese through secondary leveling. AVP was first described in print by Schuchardt (1888), but its use was long confined to certain social groups such as Afro-Europeans in coastal cities and later slavers in certain parts of the interior. It was not until the early 20th century when Portugal’s attempt to make Angola the kind of colony of settlement that Brazil had been increased the number of European native speakers of Portuguese to the extent that a substantial portion of Angola’s Bantu speakers needed AVP to get along. In the civil war following independence in 1975 the displacement of refugees increased the use of AVP among monolingual speakers. It was not until the second half of the 20th century that the political, economic and social conditions in Angola were met to trigger a shift from the local Bantu language, Cokwe, to an emerging Dundo Vernacular Portuguese (DVP). The features that distinguish DVP from other varieties of AVP (and their frequency) cast important light on the actual mechanisms of language shift and their sociolinguistic correlates.
Desenvolveu-se em Angola uma variedade vernacular do português com uma estrutura claramente distinta do português europeu. Este estudo analisa a estrutura linguística do português vernáculo de Angola (PVA) que se desenvolveu no Dundo, na província nordestina da Lunda Norte, através da comparação sistemática da estrutura do seu sintagma nominal e verbal com a do português europeu e as línguas banto com quais este esteve em contacto. A interpretação da natureza exacta deste contacto desde a chegada dos portugueses a Luanda em 1482 a partir da perspectiva de desenvolvimentos recentes no âmbito da Línguística de Contacto torna claro que a variedade mista que se emergiu não era nem um pidgin nem um crioulo, mas antes uma variedade parcialmente reestruturada do português que se desenvolveu a partir do continuum de interlínguas e eventualmente adquiriu normas e começou a reaproximar-se do português europeu através de nivelamento secundário (secondary leveling). O PVA foi pela primeira vez descrito numa publicação de Schuchardt (1888), mas o seu uso esteve durante muito tempo confinado a certos grupos sociais, nomeadamente aos afro-europeus nas cidades costeiras e, posteriormente, aos traficantes de escravos em algumas partes do interior. Foi apenas no século XX, quando Portugal procurou fazer de Angola o tipo de colónia de povoamento que o Brasil fora, que o número de falantes nativos de português aumentou em proporções significativas para obrigar os falantes das línguas banto a necessitar do PVA para a sua sobrevivência. Durante a guerra civil que se seguiu à independência, em 1975, a deslocação de refugiados e a adopção do português como língua oficial aumentaram a utilização do PVA, difundindo a indigenização do mesmo entre falantes banto monolingues. Seria apenas na segunda metade do século XX que se reuniriam as condições políticas, económicas e sociais necessárias para despoletar uma mudança da língua local, o cokwe, para o emergente português vernáculo do Dundo (PVD). As características que distinguem o PVD de outras variedades do PVA (bem como a sua frequência) lançam luz sobre os reais mecanismos de mudança de língua e respectivas correlações sociolinguísticas.
Description: Tese de doutoramento em Letras, área de Línguas e Literaturas Modernas (Linguística Portuguesa), apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/15465
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUC Secção de Português - Teses de Doutoramento

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