Title: Análise multidimensional de jovens atletas de futsal feminino : acompanhamento de uma época desportiva de uma equipa júnior
Authors: Sousa, João Sérgio Valério Paixão Teixeira de 
Issue Date: 2010
Citation: SOUSA, João Sérgio Valério Paixão Teixeira de - Análise multidimensional de jovens atletas de futsal feminino : acompanhamento de uma época desportiva de uma equipa júnior [em linha]. Coimbra : [s.n], 2010. [Consult. Dia Mês Ano]. Dissertação de mestrado. Disponível na WWW:<http://hdl.handle.net/10316/14214>
Abstract: Com este trabalho pretendeu-se analisar todos os dados antropométricos, capacidades funcionais, treino e jogo, para posterior análise e tratamento dos dados, a fim de podermos ter em nossa posse todos os elementos necessários para o conhecimento profundo do nosso núcleo de treino. Também se analisou o núcleo de treino nos seus aspectos psicológicos e pedagógicos, assim como o papel que o treinador desempenhou. A amostra é constituída por 12 atletas pertencentes a uma equipa de juniores de Futsal Feminino que participam no campeonato distrital. Para a recolha de todos os dados necessários para a realização do trabalho solicitou-se a colaboração das jogadoras durante as sessões de treino, tendo estas que realizar exercícios com componente física, medições antropométricas e preenchimento de questionários ou fichas individuais. Esta recolha realizou-se durante toda a época 2008/2009. Em forma de conclusões e no que diz respeito às capacidades funcionais verificamos que as atletas têm melhores resultados (em média) nos testes de velocidade e valores mais baixos nos testes de força e resistência aeróbia. No capítulo da antropometria verificamos que em relação à percentagem da estatura matura predita, 8 atletas se encontram na casa dos 90% e as restantes na casa dos 80%. Utilizamos o método de Khamis & Roche (1994) para a determinação da estatura matura sem recurso à idade óssea. Este estudo indica-nos que a atleta que neste momento tem a estatura mais baixa irá ter um crescimento muito significativo. Em relação à determinação do maturity offset, verificamos que em média a idade do pico de velocidade de crescimento é de 12,7 anos, sendo que o valor mínimo é de 11,9 anos e o valor máximo de 13,4 anos. Existem somente duas atletas que ainda não passaram pelo pico de velocidade de crescimento. Através do Perfil de Estados de Humor (POMS) verificamos que a escala com valores mais elevados é a do “Vigor” (positiva). Entre as escalas negativas a que tem valores mais altos é a da “Fadiga”, seguida da “Tensão” e a que tem valores mais baixos é a escala da “Irritação”. Foram analisados e registados três microciclos ao longo da época desportiva em três períodos diferentes: preparatório, competitivo e transitório. Podemos observar a percepção das atletas relativamente à intensidade da unidade de treino através da escala CR10 Borg, tendo também em consideração a duração do treino. Podemos verificar que consoante o volume de treino e o período da época, as X atletas vão tendo uma percepção diferente. Observamos também o volume das tarefas por zona de intensidade nas duas unidades de treino de cada microciclo. De uma forma geral, verificamos que as zonas de intensidade mais baixas (1 e 2) são as que têm mais volume durante as unidades de treino, sendo portanto mais bem suportadas por parte das atletas. As zonas de nível de intensidade mais elevado têm menos volume, correspondendo a exercícios de treino de resistência aláctica, necessitando também de mais tempo de recuperação. Durante a época desportiva ocorreram seis episódios de lesão, sendo que apenas uma jogadora teve a mesma lesão com a mesma localização. Essa atleta ocupa a posição de guarda-redes e lesionou-se no pulso, vindo novamente a ressentir-se da lesão dois meses depois. A atleta que esteve mais tempo afastada (cerca de 3 semanas) lesionou-se na zona lombar, que fez com que não participasse em alguns treinos e jogos. No estudo da vertente psicológica utilizou-se os factores ansiedade total, ansiedade somática, ansiedade cognitiva e as variáveis anos de experiência e idade dos atletas, e estabeleceu-se comparações entre elas. Concluiu-se que não existem diferenças estatisticamente significativas entre a maioria dos factores e das variáveis estudadas, embora em relação ao factor “ansiedade cognitiva” e à variável “idade dos atletas” exista uma associação moderada (r=-0,570) e significativa (p<=0,05). Através da análise ao comportamento do treinador verificamos que como principais aspectos positivos podemos considerar a forte presença do mesmo, revelando-se sempre muito interveniente através das muitas e constantes comunicações com os seus jogadores, onde o incentivo ao esforço e à superação foram predominantes. Podemos verificar que os meses onde se realizaram mais minutos de treino foram Outubro e Março e onde se registou mais minutos de competição foi no mês de Janeiro. Verificamos também que o mês de Março foi aquele que em média cada jogadora teve mais minutos de exposição.
Description: Dissertação de mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jovens (Ciências do Desporto), apresentada à Fac. de Ciências do Desporto e Educação Física da Univ. de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/14214
Rights: openAccess
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