Title: Disparidades Regionais: Tipologias Espaciais na Europa do Sul
Authors: Lopes, Ana 
Castro, Emanuel de 
Gama, Rui 
Vieira, António 
Issue Date: 2004
Publisher: Associação Portuguesa de Geógrafos
Citation: CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA, 5, Guimarães, 2004 – Portugal: Territórios e Protagonistas. Guimarães : APG, 2004
Abstract: O progressivo aprofundamento da integração europeia tem privilegiado fundamentalmente as dimensões económica e política. Contudo, a construção de um espaço comunitário sucessivamente alargado a novos Estados-membros tem permitido destacar disparidades regionais, que tendo vindo a agravar-se, devem levar a actuações que conduzam a uma maior coesão económica e social. Dentro de um espaço com características muito heterogéneas existem territórios que, por motivos históricos, políticos, sociais e económicos apresentam processos de desenvolvimento semelhantes, sendo as realidades actuais muito díspares, resultado da aplicação de políticas internas diferenciadas. Através da observação e do estudo de diversos relatórios de desenvolvimento da União Europeia e de alguns indicadores económicos, verifica-se que os países da Europa do Sul apresentam evoluções e características semelhantes, embora com diacronismos diferentes. A teoria neoclássica que tem servido de modelo a alguns estudos da União Europeia assenta, essencialmente, em indicadores económicos directamente vocacionados para a medição do crescimento económico. Porém, tais estudos deverão ser sempre complementados com outro tipo de indicadores das mais variadas ordens, nomeadamente demográficos e sociais. Só desta forma poderemos obter uma visão ajustada da realidade. Um estudo de disparidades regionais, como pretende ser o presente, não poderá ser apenas uma explicação meramente quantitativa e descritiva dos fenómenos, deverá estabelecer padrões de comparação espacial entre os territórios em análise. O instrumento metodológico utilizado foi, atendendo a este contexto, a análise multivariada de forma a permitir agrupar um conjunto de variáveis correlacionadas entre si e, desta forma, estruturar um quadro interpretativo da realidade, resultante da agregação das variáveis iniciais. Assim, através de um conjunto de variáveis (factores) podemos aferir o grau de desenvolvimento de cada região (NUT II) da área em análise e conhecer os indicadores que são responsáveis pela situação apresentada, quer em termos positivos, quer negativos. Este será, então, o ponto de partida para uma análise classificatória, onde os indivíduos, entendidos como unidades territoriais, ficarão agrupados em classes, de acordo com as suas semelhanças, observáveis através do anterior estudo das variáveis. Estas classes devem ser coerentes entre si e distinguir-se o mais possível umas das outras. Após esta análise, é também nosso propósito verificar se as disparidades têm ou não relevância no contexto português, utilizando um conjunto de variáveis para o nível espacial NUT III para a Região Centro
URI: http://hdl.handle.net/10316/13348
Rights: openAccess
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