Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/102383
Title: Fungal keratitis: an overview of 15 years of clinical and laboratory aspects
Other Titles: Queratites fúngicas: 15 anos de aspectos clínicos e laboratoriais
Authors: Conde, Patrícia Vaz
Orientador: Costa, Ana Esmeralda Oliveira Guedes
Quadrado, Maria João Capelo
Keywords: Queratite fúngica; Fatores de risco; Tratamento médico; Resultados visuais; Fungal keratitis; Risk factors; Medical treatment; Visual outcomes
Issue Date: 31-Mar-2022
Serial title, monograph or event: Fungal keratitis: an overview of 15 years of clinical and laboratory aspects
Place of publication or event: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Abstract: Objetivo: Avaliar o perfil microbiológico, fatores de risco, características epidemiológicas e a melhor abordagem terapêutica nos doentes com queratite fúngica diagnosticados no CHUC. O melhor conhecimento das características destes doentes, avaliando a sua predisposição para o tipo de infeção fúngica, vai permitir minimizar o tempo entre o início do quadro clínico e a instituição da terapêutica especifica, melhorando assim o prognóstico do doente. Métodos: Análise retrospetiva dos registos clínicos dos doentes com diagnóstico de queratite fúngica no CHUC entre 2005-2020. Foram avaliados: dados demográficos, sintomatologia, sinais clínicos, fatores de risco, acuidade visual (AV), gestão terapêutica e resultados funcionais. Comparamos o contexto epidemiológico, características clínicas, fatores de risco, tratamento e resultado anatómico final entre fungos filamentosos (grupo 1) e leveduras (grupo 2).Resultados: Num total de 49 pacientes (idade média 59,24 ± 17,8) com queratite fúngica, 33 tinham fungo filamentoso (grupo 1) e 16 fungos leveduriformes (grupo 2). Os doentes com diagnóstico de fungo do tipo filamentoso manifestaram mais frequentemente abcesso corneano quando comparados com os fungos do tipo levedura (75,8% vs 43,8%; p=0,027). Além disso, os doentes com queratite por fungo filamentoso apresentavam uma AV inicial significativamente maior (média 1,53 ± 1,03 logMAR vs 2,16 ± 0,60 logMAR, p=0,042) e os doentes com fungos de tipo levedura tinham uma melhoria mais significativa da AV após tratamento (grupo 1: -0,32 ± 0,73 logMAR versus grupo 2: -1,33 ± 1,32 logMAR, p=0,007). Em relação aos fatores de risco, o grupo dos fungos filamentosos mostrou-se mais propenso a apresentar lesão traumática (33,3% vs. 0,00%; p=0,022) e os fungos leveduriformes apresentam prevalência mais elevada em pacientes com história de cirurgia ocular prévia (62,5% vs 30,3%; p=0,032). Não foram encontradas correlações entre o tipo de fungo e o uso de lentes de contato, doença da superfície ocular e queratite prévia. O início da terapêutica antifúngica até 72 horas após o aparecimento do quadro clínico foi preditivo de um maior aumento da AV (p=0,048).Conclusão: No nosso centro os fungos filamentosos são os mais prevalentes, com um rácio de 2:1. Identificámos o traumatismo ocular como fator de risco para infeção por fungo filamentoso e a história de cirurgia ocular prévia associada à infeção por leveduras. Nenhum outro fator de risco em análise demonstrou correlação com a infeção fúngica, nomeadamente o uso de lentes de contacto. O nosso estudo demonstrou, de forma clara, que a precocidade na instituição de terapêutica dirigida é fundamental para um melhor prognóstico.
Purpose: Evaluate the microbiological profile, risk factors, epidemiological characteristics, and the therapeutic approach in patients with fungal keratitis diagnosed at Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). We believe that by understanding the characteristics of these patients, assessing their predisposition to a specific fungus and, consequently, to a specific therapy, we will be able to minimize the time from the onset of the clinical picture to the institution of adequate treatment, improving the patient's prognosis.Methods: We identified all cases of fungal keratitis from the microbiologic records between 2005 and 2020 at CHUC. Demographic data, manifested symptoms, clinical signs, risk factors, visual acuity (VA), therapeutic management and functional outcomes were noted. We compared epidemiological context, clinical characteristics, risk factors, treatment and outcomes between filamentous (group 1) and yeast (group 2) fungi.Results: In a total of 49 eyes of 49 patients (mean age 59.24 ± 17.8) with fungal keratitis, 33 had a filamentous fungus (group 1) and 16 had a yeast fungus (group 2). At presentation, patients diagnosed with filamentous-type fungi more often present with corneal abscess comparing to yeast-like fungi (75.8% vs. 43.8%; p=0.027). Furthermore, eyes with filamentous fungi had significantly better initial VA (mean 1.53 ± 1.03 logMAR versus 2.16 ± 0.60 logMAR, p=0.042) and patients with yeast fungi had a greater improvement in VA (group 1: -0.32 ± 0.73 logMAR versus group 2: -1.33 ± 1.32 logMAR, p=0.007). Regarding risk factors, the group of filamentous fungi were more prone to present with a traumatic injury (33.3% vs. 0.00%; p=0.022) and yeast fungi had a statistically significant higher prevalence in patients with a history of previous ocular surgery (62.5% vs 30.3%; p=0.032). No correlations were found between the type of fungi and contact lens use, ocular surface disease and previous keratitis. Initiation of antifungal therapy within 72 hours of onset was predictive of a greater VA improvement (p=0.048). Conclusion: In our department, filamentous fungi are the most prevalent agents causing fungal keratitis, by a ratio of 2:1. We identified traumatic ocular injury as a risk factor for filamentous keratitis and previous ocular surgery associated with infection with yeast agents. No other risk factors exhibited correlation with fungal infection, namely contact lens wear. Our study clearly demonstrated that early initiation of antifungal therapy is critical for better prognosis.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/102383
Rights: openAccess
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