Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/100332
Title: Promoting positive mental health in the postpartum period: Randomized controlled trial of a web-based CBT intervention for low-risk postpartum women
Authors: Monteiro, Fabiana Garcia
Orientador: Fonseca, Ana
Canavarro, Maria Cristina Cruz Sousa Portocarrero
Pereira, Marco Daniel de Almeida
Keywords: positive mental health; postpartum period; web-based intervention; randomized controlled trial; be a mom; cost-effectiveness; cognitive behavioral therapy; psychological processes; self-compassion; bifactor model
Issue Date: 19-May-2022
Project: SFRH/BD/115585/2016 
Place of publication or event: Coimbra, Portugal
Abstract: Background Mental illness during the postpartum period has been associated with several long-term negative consequences for the mother’s health and the child’s development and has also been linked to a significant economic burden on society. Psychological interventions could play a central role in reducing the human and economic costs associated with mental illness in this period. However, research suggests that focusing solely on treatment and prevention of mental illness may not be enough. A strategy that goes beyond targeting at-risk groups for prevention and treatment could lead to significant mental health benefits in population terms. Research findings suggest that while treatment and prevention have a crucial role to play in the short term, the way to reduce the prevalence of mental disorders in the long term is to intervene seeking to elevate positive mental health levels at the general population level. During the postpartum period, women face several practical and attitudinal barriers that keep them from seeking traditional face-to-face professional help. e-Mental health tools for mental health promotion can be particularly helpful, given their accessibility and flexibility. These interventions can serve as helpful mental health promotion tools that can be delivered to a broad population. In this context, Be a Mom was developed to be a web-based intervention based in cognitive behavioral therapy principles, aiming to promote maternal mental health among postpartum women. The general aims of our study were: 1) to understand the relevance of measuring and addressing positive mental health in the postpartum period; and 2) to test the overall efficacy, acceptability, feasibility and cost-effectiveness of Be a Mom among postpartum women presenting low risk for postpartum depression. Methods This research project comprised two phases. Phase I consisted of a cross-sectional study which focused on: 1) the psychometric studies of the Mental Health Continuum-Short Form [MHC-SF]; and, 2) the examination of the factors (sociodemographic, health‐related, infant‐related, and psychological factors) associated with flourishing and postpartum depressive symptoms among postpartum women. Phase II consisted of a randomized controlled trial evaluating the efficacy of Be a Mom vs. a waiting-list control group among postpartum women presenting low risk for PPD. A total of 367 participants were randomly assigned to the Be a Mom group (n = 191) or to the waiting-list control group (n = 176) and completed baseline (T1), postintervention (T2), four and 12 months after postintervention assessments (T3 and T4, respectively). Participants completed self-report questionnaires assessing individual outcomes (e.g., positive mental health, depressive symptoms), maternal outcomes (e.g., maternal self-efficacy), relationship outcomes (e.g., relationship satisfaction), psychological processes (e.g., self-compassion, emotion regulation), QALYs and data related to healthcare and productivity costs. Results In phase I, results showed that the MHC-SF is a valid measure for use in the postpartum context. Confirmatory factor analysis showed that the bifactor model yielded a significantly better fit to the data than the original correlated three-factor model. The results also suggested a strong general factor of positive mental health and did not support the use of the subscale scores. Additionally, our results showed that the factors that contribute to flourishing in the postpartum period differed from those associated with not presenting depressive symptoms. In particular, younger infant age, higher levels of maternal confidence, and resilience increased the likelihood of flourishing. In turn, higher income, fewer problems with an infant's sleep, perceiving an infant's temperament as easy, and higher psychological flexibility increased the likelihood of not having depressive symptoms. Appraising the support received by others as good and having higher self-compassion increased the likelihood of both outcomes. In phase II, our findings showed that, compared to the control group, the intervention group reported significant increases in positive mental health and self-compassion between T1 and T2. Group effects were found for depressive and anxiety symptoms and emotion regulation. Additionally, we found that increases in self-compassion from T1 to T2 significantly contributed to the improvement in positive mental health. Moreover, results indicated that Be a Mom is a cost-effective intervention. At a €0 willingness to pay threshold, there is a 96% probability that the intervention is cost-effective when compared with the control group. Different sensitivity analysis generally supported the acceptable likelihood of the intervention being more cost-effective than the control group. Conclusions The findings of this research project highlight the need of a paradigm shift in current perinatal clinical and research contexts, from a sole focus on mental illness to a more comprehensive approach that includes the assessment and promotion of positive mental health. It also emphasizes the potential of web-based interventions in delivering (cost-)effective mental health interventions. A pathway which uses eHealth interventions aimed at promoting positive mental health among low-risk postpartum women seems to play a significant role in managing the current high burden of postpartum mental illness.
Introdução A perturbação mental durante o período pós-parto tem sido associada a diversas consequências negativas a longo prazo para a saúde da mãe e para o desenvolvimento da criança, assim como a um encargo económico significativo para a sociedade. As intervenções psicológicas podem desempenhar um papel central na redução dos custos humanos e económicos associados à doença mental neste período. No entanto, a investigação sugere que o foco exclusivo no tratamento e prevenção de doença mental poderá não ser suficiente. Uma estratégia que vá para além de visar grupos de risco para prevenção e tratamento de doença poderá levar a benefícios significativos para a saúde mental em termos populacionais. Os resultados da investigação sugerem que embora o tratamento e a prevenção tenham um papel crucial a desempenhar a curto prazo, a forma de reduzir a prevalência de perturbações mentais a longo prazo é intervir procurando elevar os níveis de saúde mental positiva ao nível da população em geral. Durante o período pós-parto, as mulheres enfrentam várias barreiras práticas e atitudinais que as impedem de procurar ajuda profissional presencial. Ferramentas de e-mental health para a promoção da saúde mental podem ser particularmente úteis, dada a sua acessibilidade e flexibilidade. Estas intervenções podem servir como ferramentas úteis de promoção da saúde mental positiva que podem ser disponibilizadas a uma vasta população. Neste contexto, o Be a Mom foi desenvolvido para ser uma intervenção online baseada na terapia cognitiva comportamental, com o objetivo de promover a saúde mental materna em mulheres no pós-parto. Os objetivos gerais do nosso estudo foram: 1) compreender a relevância de medir e abordar a saúde mental positiva nas mulheres no período pós-parto; e 2) testar a eficácia global, aceitabilidade, viabilidade e custo-eficácia do Be a Mom entre mulheres no pós-parto que apresentam baixo risco para depressão pós-parto. Metodologia Este projeto de investigação compreendeu duas fases. A Fase I consistiu num estudo transversal que se centrou em: 1) conduzir o estudo psicométrico do Mental Health Continuum-Short Form; e, 2) examinar os fatores (sociodemográficos, relacionados com a saúde, infantis e psicológicos) associados com sintomas depressivos e com níveis elevados de saúde mental positiva em mulheres no pós-parto. A Fase II consistiu num randomized controlled trial que procurou avaliar a eficácia de Be a Mom vs. um grupo de controlo entre mulheres de baixo risco no período pós-parto. Um total de 367 participantes foi distribuído aleatoriamente pelo grupo de intervenção (n = 191) ou pelo grupo de controlo (n = 176). Ambos os grupos preencheram um protocolo de avaliação num momento de pré-intervenção (T1), pós-intervenção (T2), quatro e 12 meses após pós-intervenção (T3 e T4, respetivamente). As participantes preencheram questionários de autorresposta avaliando resultados individuais (por ex., saúde mental positiva, sintomas depressivos), maternos (por ex., autoeficácia materna), relacionais (por ex., satisfação relacional), processos psicológicos (por ex., autocompaixão, regulação emocional), QALYs e dados relacionados com custos de cuidados de saúde e de produtividade. Resultados Na fase I, os resultados demonstraram que o MHC-SF é uma medida válida para utilização no contexto do pós-parto. A Análise Fatorial Confirmatória mostrou que o modelo bifator demonstrou um ajustamento aos dados significativamente melhor do que o modelo original de três fatores. Os resultados também sugeriram um forte fator geral de saúde mental positiva e não apoiaram a utilização das pontuações das subescalas. Além disso, os nossos resultados mostraram que os fatores que contribuem para o flourishing no período pós-parto eram diferentes dos associados a não apresentar sintomas depressivos. Em particular, a menor idade do bebé, níveis mais elevados de confiança materna, e a resiliência aumentaram a probabilidade de apresentar flourishing. Por sua vez, rendimentos mais elevados, menos problemas com o sono da criança, a perceção do temperamento da criança como fácil, e uma maior flexibilidade psicológica aumentaram a probabilidade de não apresentar sintomas depressivos. Avaliar o apoio recebido pelos outros como bom e ter maior autocompaixão aumentou a probabilidade de ambos os resultados. Na fase II, os nossos resultados demonstraram que, em comparação com o grupo de controlo, o grupo de intervenção relatou aumentos significativos na saúde mental positiva e na autocompaixão entre T1 e T2. Foram encontrados efeitos de grupo para sintomas depressivos e de ansiedade e regulação emocional. Além disso, descobriu-se que os aumentos na autocompaixão entre T1 e T2 contribuíram significativamente para a melhoria da saúde mental positiva. Adicionalmente, os resultados indicaram que o Be a Mom é uma intervenção custo-eficaz. A um limiar de 0 euros, existe uma probabilidade de 96% de que a intervenção seja custo-eficaz quando comparada com o grupo de controlo. Diferentes análises de sensibilidade apoiaram a probabilidade aceitável de a intervenção ser mais custo-eficaz do que o grupo de controlo. Conclusões Os resultados deste projeto de investigação sublinham a necessidade de uma mudança de paradigma nos atuais contextos clínicos e de investigação perinatal, de um único enfoque na doença mental para uma abordagem mais abrangente que inclua a avaliação e promoção da saúde mental positiva. Os resultados enfatizam também o potencial das intervenções baseadas na Internet em disponibilizar intervenções (custo)eficazes para a saúde mental. Uma opção de cuidados de saúde mental que utiliza intervenções eHealth destinadas a promover a saúde mental positiva entre mulheres de baixo-risco no pós-parto parece desempenhar um papel significativo na gestão das consequências da doença mental no pós-parto.
Description: Tese de Doutoramento em Psicologia, especialidade Psicologia da Saúde, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/100332
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:FPCEUC - Teses de Doutoramento
UC - Teses de Doutoramento

Files in This Item:
File Description SizeFormat Login
Thesis_Final_FM.pdf3.23 MBAdobe PDFEmbargo Access    Request a copy
Show full item record

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons