Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98547
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dc.contributor.advisorPaiva, Bárbara Cecília Bessa dos Santos Oliveiros-
dc.contributor.advisorSantiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares-
dc.contributor.authorDuarte, Inês Fernandes-
dc.date.accessioned2022-02-03T23:06:18Z-
dc.date.available2022-02-03T23:06:18Z-
dc.date.issued2021-03-29-
dc.date.submitted2022-02-03-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/98547-
dc.descriptionTrabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina-
dc.description.abstractIntrodução: Com a crescente incidência de diagnósticos de hipertensão arterial (HTA) surge a necessidade cada vez mais urgente de estabelecer estratégias terapêuticas sólidas e eficazes. O tratamento da HTA com bom controlo tensional tem a capacidade de reduzir as consequências em saúde de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros. Percebendo-se a relevância de instaurar um esquema de terapêutica farmacológica com evidência robusta de eficácia, definiram-se classes de anti-hipertensores bem estabelecidas e validadas atualmente para a terapêutica de primeira linha da HTA. Estes fármacos são prescritos com muita frequência na prática clínica, sobretudo nos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Sendo que é nos CSP que se situa o núcleo de prescrição de anti-hipertensores, este trabalho teve como objetivos fundamentais caracterizar a população a quem são prescritos estes fármacos e perceber os padrões e variações de prescrição entre 2017 e 2019 neste ambiente.Métodos: Estudo de coorte retrospetiva entre 2017 e 2019 das pessoas inscritas nos CSP da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro com o diagnóstico de hipertensão arterial em 2017 e seguidos até 2019. Foram recolhidas e estudadas várias informações como região de residência, a idade, o sexo, a classe socioeconómica e as classes farmacológicas de anti-hipertensores prescritos a cada utente, nos anos de 2017 e 2019. Foram colhidas as informações constantes dos registos eletrónicos em Programa de Hipertensão Arterial de SClínico na zona de registo que o programa efetua automaticamente quando há prescrição de medicamento anti-hipertensor. Os dados foram organizados em função dos objetivos e analisados recorrendo ao cálculo de dinâmicas de crescimento entre os dois anos de estudo.Resultados: Num universo de 320534 utentes hipertensos verificou-se que os idosos, o sexo masculino e os indivíduos pertencentes a classes socioeconómicas menos favorecidas foram aqueles com maior número de prescrições de fármacos anti-hipertensores. Em 70,14% das pessoas a quem foi prescrito diurético em 2017 manteve-se a prescrição em 2019. Para os BCC esta proporção foi de 80,16%. Para 88,67% manteve-se a prescrição de BB no último ano estudado. 76,56% das pessoas que faziam IECA em 2017, mantiveram essa prescrição em 2019. No outro grupo de modificadores do SRAA, os ARA II, esta percentagem foi de 72,92%. Entre 2017 e 2019 observou-se uma redução global na prescrição isolada de cada classe, independentemente da região, sexo, idade ou classe socioeconómica. Os diuréticos foram a classe farmacológica a registar uma maior redução, a saber 29,33%. Os ARA II registaram uma dinâmica de crescimento negativa de 26,59% entre os dois anos de estudo. Houve menos 23,01% com prescrição de IECA em 2019. Por outro lado, entre os dois anos de estudo, houve uma tendência crescente para o aumento do número de fármacos prescritos a cada utente. 51,93% de todos os indivíduos estudados tinham maior número de fármacos prescritos em 2019. Apenas 0,95% da população reduziu no número de prescrições quando comparadas com o ano de 2017.Discussão: As linhas de orientação saídas entre 2017 e 2019 quanto à terapêutica da HTA, advogando a terapêutica cada vez mais agressiva inicial e com a utilização de associações fixas de medicação anti-hipertensora podem ter influenciado a prescrição verificada, bem como a perspetiva médica de tratar com associações pessoas controladas com os seus componentes isolados e mesmo o repensar da prescrição para menos quantidade de unidades físicas de toma diárias, em função dos outputs do programa informático de registo de dados. O programa pode não estar a registar corretamente os medicamentos, não conseguindo a perceção de que numa associação fixa existem vários componentes ao passar a ser um nome contendo a sigla mais “+”, situação em que fica difícil saber qual a classificação farmacoterapêutica a catalogar para o prescrito. Foi no sexo feminino, nos idosos e nas classes socioeconómicas mais baixas que houve maior redução de prescrição monocomponente, o que pode indicar que foi nestes grupos que o potencial de utilização de associações fixas foi maior. Considerando a possibilidade de aumento da prescrição de associações fixas constituídas por fármacos anti-hipertensores, é legítimo prever que tal se possa refletir num aumento da adesão terapêutica. Para confirmar essa hipótese será interessante perceber se existe relação entre o uso de associações e o aumento da adesão terapêutica.Conclusão: Após a análise de todos os resultados, parece ser necessário perceber se o programa informático de terapêutica da Hipertensão Arterial está a ser capaz de discriminar a terapêutica realizada em cada pessoa, nomeadamente sabendo-se qual ou quais as classes farmacoterapêuticas em uso e se tal é realizado em formas isoladas ou em associação fixa, assim se adaptando à cada vez mais frequente terapêutica anti-hipertensora.por
dc.description.abstractBackground: With a global increase in the incidence of arterial hypertension diagnoses, there is an imperative need to establish a solid and effective therapy strategy. The treatment of arterial hypertension for sound control has the ability to reduce clinical outcomes like acute myocardial infarction, stroke or others. Knowing the relevance of establishing a therapeutic scheme with strong effectiveness evidence, classes of antihypertensive drugs were defined and currently validated for first-line therapy of arterial hypertension. These drugs are prescribed very often in clinical practice, especially in Primary Health Care. Since the Primary Health Care is the core of pharmacological prescription to fight against hypertension, this work aimed to characterize the population to whom these drugs are prescribed and to understand the patterns and variations of prescription between 2017 and 2019 in this environment.Methods: Retrospective cohort study between 2017 and 2019 based on the people signed in Portuguese Primary Health Care System, in the center of national territory with the ICPC2 code of Arterial Hypertension with or without complications in 2017. Age, sex, Graffar Index and pharmacological classes of antihypertensive drugs prescribed to each patient were collected and studied from computer records. Such information is available in the Hypertension Program of the “SClínico” the official e.health records program in the Portuguese National Health System. There automatically the antihypertensive class registration is made when there is such a drug prescription. Data were organized according to the objectives and treated through the use of growth dynamics between both study years.Results: In a universe of 320534 patients with arterial hypertension, elderly, males and low socioeconomic Graffar Index ones were associated with greater number of antihypertensive prescribed drugs classes. For 70.14% of individuals who were prescribed with a diuretic in 2017 such prescription was kept in 2019. For BCCs, this proportion of hypertensive patients was 80.16%. For 88.67%, the BB prescription was sustained in the last year studied and for 76.56% of those who had ACE inhibitors in 2017 there was maintenance in 2019. In the other group of RAAS modifiers (ARA II) this percentage was of 72.92%. Between 2017 and 2019, there was an overall reduction in the isolated prescription of each isolated class, regardless of region, sex, age or socioeconomic stratum. Diuretics were the pharmacological class that registered the greatest reduction, 29.33%. ARA II registered a negative growth dynamic of 26.59% between the two years of study. There was 23.01% less prescription of isolated ACEI prescription in 2019. A trend towards an increase in the number of drugs prescribed in association to each patient between 2017 and 2019 was verified, 51.93% of the population with a higher number of drugs prescribed in 2019. Only 0.95% of the population reduced the number of prescriptions in 2019 when compared to the year 2017.Discussion: European Society of Cardiology and the European Society of Hypertension published in 2018 guidelines sustaining the increasingly aggressive initial therapy and the use of fixed therapeutic associations of antihypertensive medication. They were adopted in Portugal by Portuguese medical societies and also by the Portuguese Health Directorate, an official body of the Health Ministry so becoming normative to be followed. This may have influenced the antihypertensive prescription of fixed therapeutic associations even in individuals with good blood pressure control who used the isolated components in individual tablets. The program may not be registering the drugs correctly, failing to identify that in a fixed association there are several components when it becomes a name containing the plus “+” symbol, so making it difficult to know which pharmacotherapeutic classification should be cataloged for the prescribed drugs. It is in females, the elderly and in the lower socioeconomic stratum that it a greater reduction in one-component prescription was verified. Considering the possibility of an increasing in the prescription of fixed therapeutic associations, it is legitimate to predict that this may be reflected in an increase in therapeutic compliance. To confirm this assumption, it will be interesting to see if there is any association between the use of antihypertensive drugs in fixed therapeutic associations and the increase in therapeutic compliance.Conclusion: It is important to understand if the computer program of Arterial Hypertension therapeutic is identifying correctly the antihypertensive prescribed classes and whether it is done in isolated formulations or in fixed therapeutic association, thus adapting to increasingly frequent antihypertensive therapy.eng
dc.language.isopor-
dc.rightsopenAccess-
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/-
dc.subjecthipertensão arterialpor
dc.subjectanti-hipertensorespor
dc.subjectcuidados de saúde primáriospor
dc.subjectregião centropor
dc.subjectterapêutica farmacológicapor
dc.subjectarterial hypertensioneng
dc.subjectantihypertensive drugseng
dc.subjectprimary health careeng
dc.subjectcenter regioneng
dc.subjectpharmacological therapyeng
dc.titleTerapêutica Farmacológica da Hipertensão Arterial na Região Centro de Portugal, em Cuidados Primáriospor
dc.title.alternativePharmacological therapy of hypertension in the Center of Portugal, in Primary Careeng
dc.typemasterThesis-
degois.publication.locationFaculdade de Medicina da Universidade de Coimbra-
degois.publication.titleTerapêutica Farmacológica da Hipertensão Arterial na Região Centro de Portugal, em Cuidados Primáriospor
dc.peerreviewedyes-
dc.identifier.tid202924823-
thesis.degree.disciplineMedicina-
thesis.degree.grantorUniversidade de Coimbra-
thesis.degree.level1-
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Medicina-
uc.degree.grantorUnitFaculdade de Medicina-
uc.degree.grantorID0500-
uc.contributor.authorDuarte, Inês Fernandes::0000-0003-0426-2449-
uc.degree.classification19-
uc.degree.presidentejuriSilva, Inês Rosendo Carvalho e-
uc.degree.elementojuriSantiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares-
uc.degree.elementojuriMiranda, Paula Rita Ricardo-
uc.contributor.advisorPaiva, Bárbara Cecília Bessa dos Santos Oliveiros::0000-0001-7836-8161-
uc.contributor.advisorSantiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares::0000-0002-9343-2827-
item.grantfulltextopen-
item.fulltextCom Texto completo-
item.languageiso639-1pt-
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