Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98452
Title: Glomerulonefrite associada a ANCA - papel do Rituximab
Other Titles: ANCA associated glomerulonephritis – role of Rituximab
Authors: Andrade, Andreia Cristina Cruz
Orientador: Ferreira, Emanuel Filipe Eufrásio
Alves, Rui Manuel Baptista
Keywords: Anticorpos Anticitoplasma de Neutrófilos; Vasculite Associada a ANCA; Glomerulonefrite; Rituximab; Ciclofosfamida; Antibodies, Antineutrophil Cytoplasmic; ANCA-Associated Vasculitis; Glomerulonephritis; Rituximab; Cyclophosphamide
Issue Date: 26-May-2021
Serial title, monograph or event: Glomerulonefrite associada a ANCA - papel do Rituximab
Place of publication or event: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Abstract: Introdução: Apesar da eficácia global da terapêutica existente para as vasculites associadas a anticorpos anticitoplasma de neutrófilos (ANCA), tem havido uma procura constante no sentido de reduzir o risco dos seus efeitos secundários. O rituximab tem demonstrado eficácia semelhante ou superior à ciclofosfamida, sem aumento do número total de efeitos adversos. Com este estudo pretende-se comparar o tratamento com rituximab e ciclofosfamida nos doentes com glomerulonefrite associada a ANCA. Métodos: Realizámos um estudo observacional retrospetivo que incluiu 27 doentes com glomerulonefrite associada a ANCA que receberam tratamento com rituximab ou ciclofosfamida no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra entre 2013 e 2020. O objetivo principal foi comparar a evolução da função renal e necessidade de terapêutica substitutiva da função renal. Avaliámos também a eficácia de indução de remissão e incidência de recidiva e de complicações associadas ao tratamento. Resultados: A função renal à entrada era semelhante nos dois grupos. Verificou-se menor probabilidade de necessidade de terapêutica substitutiva da função renal (TSFR) no grupo rituximab (p=0,039). Nos doentes sem necessidade de TSFR observou-se um aumento da taxa de filtração glomerular semelhante aos 6, 12 e 24 meses (14; 24 e 15 ml/min/1.73m2 no grupo rituximab e 11; 16 e 17 ml/min/1.73m2 no grupo controlo). Não houve diferença significativa na indução de remissão completa (92% no grupo rituximab vs. 100% no grupo controlo; p=0,481) nem na incidência de recidiva: até aos 6 meses ocorreu 1 recidiva no grupo rituximab e após os 6 meses ocorreu 1 recidiva no grupo rituximab e 5 no grupo controlo. A prevalência de eventos adversos aos 6 meses foi de 62% no grupo rituximab e 36% no grupo controlo (p=0,180), e aumentou para 73% no grupo rituximab e 67% no grupo controlo aos 24 meses. Conclusão: Ambas as terapêuticas estiveram associadas a bons resultados em termos de função renal com melhoria da taxa de filtração glomerular, mas com destaque para a menor probabilidade de necessidade de terapêutica substitutiva da função renal a longo prazo no grupo sob rituximab. Não houve diferença na indução de remissão e incidência de recidiva e de eventos adversos.
Introduction: Despite the overall effectiveness of the existing therapy for anti-neutrophil cytoplasmic antibody-associated vasculitis, there has been a constant demand to reduce the risk of its side effects. Rituximab has been shown to have a similar or even better efficiency when compared to cyclophosphamide without increasing the number of adverse events. This study aims to compare the treatment with rituximab and cyclophosphamide in patients with ANCA-associated glomerulonephritis. Methods: We performed a retrospective, observational cohort study involving 27 patients with ANCA-associated glomerulonephritis that received treatment with rituximab or cyclophosphamide in Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra between 2013 and 2020. The primary endpoint was comparing the renal function evolution and the need for renal replacement therapy. We also analysed the efficiency to induce remission, relapse incidence, and prevalence of treatment complications. Results: Renal function at the entry was similar in both groups. We observed a lower probability of the need for renal replacement therapy (RRT) in the rituximab group (p=0,039). For patients without the requirement of RRT, we noticed a similar increase of glomerular filtration rate at 6, 12 and 24 months (14; 24 and 15 ml/min/1.73m2 for the rituximab group and 11; 16 and 17 ml/min/1.73m2 for the control groups). There was no significant difference in the induction of complete remission (92% for the rituximab group vs. 100% for the control group; p=0,481) neither in the incidence of relapses: until 6 months occur 1 relapse in the rituximab group and after 6 months occur 1 relapse in the rituximab group and 5 in the control group. The prevalence of adverse events at six months was 62% in the rituximab group and 36% in the control group (p=0,180) and increases to 73% in the rituximab group and 67% in the control group at 24 months. Conclusion: Both treatments presented good results regarding kidney function with improved of glomerular filtration rate, however, rituximab showed to have a lower probability of requiring long-term renal replacement therapy. There were no differences in remission induction, relapse incidence and prevalence of adverse events.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98452
Rights: embargoedAccess
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