Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98350
Title: The role of cartilage in the treatment of tympanic perforations – Type I tympanoplasty
Other Titles: O papel da cartilagem no tratamento das perfurações timpânicas - Timpanoplastia tipo I
Authors: Ribeiro, Diana Patrícia Machado
Orientador: Carvalho, Ana Filipa Vaz
Miguéis, António Carlos Eva
Keywords: perfuração timpânica; otite media crónica simples; cartilagem; fáscia; timpanoplastia tipo I; tympanic membrane perforation; simple chronic otitis media; cartilage graft; fascia graft; type I tympanoplasty
Issue Date: 24-May-2021
Serial title, monograph or event: The role of cartilage in the treatment of tympanic perforations – Type I tympanoplasty
Place of publication or event: Serviço de Otorrinolaringologia, CHUC
Abstract: Introdução: A fáscia do músculo temporal é o principal enxerto usado na timpanoplastia tipo I, sendo a cartilagem reservada para casos de revisão ou em doentes cujo alto risco de falência do enxerto possa ser antecipado, nomeadamente na presença de otite média com colesteatoma ou doentes com disfunção documentada da tuba auditiva. A cartilagem é conhecida pela sua maior estabilidade e durabilidade, mas reservas em relação aos seus resultados audiométricos têm limitado o seu uso de uma forma generalizada. O presente estudo tem como principal objetivo avaliar os resultados anatómicos e funcionais de timpanoplastias tipo I primárias em que cartilagem foi utilizada e comparar esses resultados com os obtidos quando a fáscia temporal foi o enxerto escolhido. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospetivo que incluiu 23 doentes. A timpanoplastia com recurso a fáscia temporal foi realizada em 10 doentes (grupo 1) enquanto a timpanoplastia utilizando cartilagem conchal/tragal foi realizada em 13 doentes (grupo 2). As timpanoplastias foram efetuadas utilizando a abordagem póstero-superior ou a via transcanal. Foram avaliadas variáveis como a idade, o sexo, o local da perfuração, o tipo de enxerto usado, os resultados audiométricos pré e pós-operatórios, as complicações e o seguimento. Os principais resultados foram os resultados audiológicos pós-operatórios e a presença de uma membrana timpânica íntegra. Resultados: O LTM pré-operatório da VA foi de 30,75 ± 11,77 dBs (grupo 1) e de 34,71 ± 13,03 dBs (grupo 2). O GAP aéreo-ósseo pré-operatório foi de 17,5 ± 9,26 dBs (grupo 1) e de 17,69 ± 8,9 dBs (grupo 2). O LTM pós-operatório da VA foi de 25 ± 11,46 e de 25,96 ± 11,79 no grupo que utilizou a fáscia e no da cartilagem, respetivamente. O GAP aéreo-ósseo pós-operatório foi de 10,63 ± 8,67 no grupo 1 e de 11,15 ± 9,27 no grupo 2. Posteriormente à cirurgia, a melhoria de GAP aéreo-ósseo foi de 6,88 ± 5,78 dBs e 6,54 ± 7,59 dBs no grupo 1 e 2, respetivamente. Observou-se uma taxa de persistência da perfuração ligeiramente inferior no grupo 2 (30,77%; n=4) quando comparado com o grupo 1 (33,33%, n=3). A maior taxa de persistência de perfuração ocorreu nos casos de perfuração subtotal (n= 4). Discussão/Conclusão: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em relação à taxa de persistência de perfuração ou aos resultados audiológicos, o que está em concordância com outros resultados na literatura. Comparativamente à fáscia do músculo temporal, a cartilagem é igualmente adequada para o encerramento da perfuração da membrana timpânica e por isso pode ser usada nas timpanoplastias tipo I sem reservas em relação a piores resultados audiométricos.
Introduction: Temporal fascia is the most common used graft for primary type I tympanoplasty, with cartilage being reserved for revision cases or in patients whom higher risk of graft failure is anticipated such as otitis media with cholesteatoma or known auditive tube dysfunction. Cartilage is known by its higher stability and durability, but reservations about hearing outcomes have limited its widespread use. The present study aims to evaluate the anatomical and functional results of tympanoplasty, in which cartilage was used in primary tympanoplasty and compare them with the results obtained with temporal fascia graft. Methods: This was a cohort retrospective study that included 23 patients. Temporal fascia tympanoplasty was undertaken in 10 patients (group 1), whereas conchal/tragal cartilage tympanoplasty was performed in 13 patients (group 2). Both microscopic posterosuperior and transcanal approach were employed. Age, gender, perforation localization, type of graft used, pre/post operatory audiometric results, complications, and follow-up were evaluated. The main outcomes were the audiometric post-operative result and the presence of an intact tympanic membrane. Results: Pre-operative AC PTA was 30,75 ± 11,77 dBs (group 1) and 34,71 ± 13,03 dBs (group 2). Pre-operative AB-GAP was 17,5 ± 9,26 dBs (group 1) and 17,69 ± 8,9 dBs (group 2). The post-operative AC PTA was 25 ± 11,46 dBs and 25,96 ± 11,79 dBs for fascia and cartilage group, respectively. Post-operative AB-GAP was 10,63 ± 8,67 dBs for group 1 and 11,15 ± 9,27 dBs for group 2. An AB-GAP gain after surgery of 6,88 ± 5,78 dBs and 6,54 ± 7,59 dBs was observed for fascia and cartilage group, respectively. Perforation persistence rate was slightly lower in group 2 (30,77%; n=4) vs group 1 (33,33%, n=3). Higher perforation persistence rates were observed in subtotal perforations (n= 4). Discussion/Conclusion: No statistically significant differences were found in perforation persistence rate or audiological outcomes between groups, which is supported by similar results in literature. Cartilage is as suitable as temporal fascia regarding closure of tympanic perforations and therefore can be used in primary type I tympanoplasty without reservations concerning poorer audiological outcomes.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98350
Rights: openAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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