Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98310
Title: Dor na colite ulcerosa: um objetivo esquecido?
Other Titles: Pain in ulcerative colitis: a forgotten outcome?
Authors: Ribeiro, Flávio António Dominguez
Orientador: Figueiredo, Pedro Manuel Narra
Keywords: Colite Ulcerativa; Dor Abdominal; Qualidade de Vida; Inquéritos e Questionários; Colitis, Ulcerative; Abdominal Pain; Quality of Life; Surveys and Questionnaires
Issue Date: 2-Jun-2021
Serial title, monograph or event: Dor na colite ulcerosa: um objetivo esquecido?
Place of publication or event: Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Abstract: Introdução: O paradigma atual do tratamento da colite ulcerosa (CU) é a modificação do seu curso natural, monitorizado através de indicadores de atividade. Clinicamente, preconiza-se a resolução da retorragia e regularização do trânsito intestinal, com vista à normalização da qualidade vida, considerada o principal patient-reported outcome (PRO). A remissão da dor abdominal, sintoma frequente na CU, não consta dos objetivos terapêuticos. Este estudo pretende avaliar a prevalência da dor abdominal na CU e a sua relação com a atividade da doença, qualidade de vida e perturbações do humor, de forma a aferir a necessidade da sua inclusão nos objetivos terapêuticos. Materiais e Métodos: Estudo prospetivo, observacional e unicêntrico, incluindo doentes com diagnóstico estabelecido de CU submetidos a colonoscopia ou tratamento em hospital de dia, entre setembro de 2020 e janeiro de 2021. Dados demográficos, clínicos e analíticos foram colhidos através de questionários referentes a escalas validadas de dor, ansiedade e depressão [Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS)], qualidade de vida [Inflammatory Bowel Disease Questionnaire (IBDQ)], fadiga [Functional Assessment of Chronic Illness Therapy Fatigue Scale (FACIT-F)] e consulta do processo clínico. Considerou-se um valor de calprotetina fecal superior a 150 µg/g para a definição de doença ativa. Uma pontuação inferior ou igual a 4 na pergunta 13 do IBDQ foi definida como elevada frequência de dor. Resultados: Foram incluídos 38 doentes, 52,6% (n=20) do género feminino, com idade mediana de 45 (39-48) anos. A maioria [57,9% (n=22)] apresentava colite extensa, 81,6% (n=31) encontravam-se sob terapêutica biológica e 73,7% (n=28) em remissão clínica. A prevalência de dor abdominal foi de 73,7% (n=28), sendo significativamente superior nos indivíduos com doença ativa (92,9% vs. 62,5%, p<0,05). A qualidade de vida, avaliada através da mediana do IBDQ, foi inferior nos doentes com elevada frequência de dor abdominal (189 vs. 149, p<0,01). A intensidade (r: -0,47; p<0,01) e a frequência (r: -0,77; p<0,01) de dor abdominal correlacionaram-se moderada e fortemente com a qualidade de vida, respetivamente. A presença e elevada frequência de dor abdominal não se associaram significativamente com a fadiga, ansiedade ou depressão, avaliadas através das respetivas escalas. Discussão e Conclusão: A dor abdominal está presente na maioria dos doentes com CU e associa-se com a atividade da doença. A dor abdominal afeta significativamente a qualidade de vida dos doentes e é independente de perturbações do humor ou fadiga. Os dados deste estudo favorecem a inclusão da dor abdominal nos PROs da CU.
Introduction: The current paradigm for the treatment of ulcerative colitis (UC) is the modification of its natural course, monitored through activity markers. Clinically, the resolution of rectal bleeding and normalization of bowel habits are the main goals to achieve, aiming the normalization of quality of life, which is considered the ultimate patient-reported outcome (PRO). Remission of abdominal pain, a frequent symptom in UC, is not included in the therapeutic targets. This study aims to assess the prevalence of abdominal pain in UC and its relationship with disease activity, quality of life, and mood disorders to determine the need for its inclusion in therapeutic targets. Materials and Methods: Prospective, observational, single-center study, including patients with an established diagnosis of UC who underwent colonoscopy or treatment in the day hospital between September 2020 and January 2021. Demographic, clinical and analytical data were collected through questionnaires consisting of validated scales for pain, anxiety and depression [Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS)], quality of life [Inflammatory Bowel Disease Questionnaire (IBDQ)], fatigue [Functional Assessment of Chronic Illness Therapy Fatigue Scale (FACIT-F)], and medical record consultation. A fecal calprotectin value greater than 150 µg/g was considered for the definition of active disease. A score of 4 or less on question 13 of the IBDQ was defined as high pain frequency. Results: A total of 38 patients were included, 52.6% (n=20) female, with a median age of 45 (39-48) years. The majority [57.9% (n=22)] had extensive colitis, 81.6% (n=31) were on biologic therapy and 73.7% (n=28) were in clinical remission. The prevalence of abdominal pain was 73.7% (n=28), being significantly higher in individuals with active disease (92.9% vs. 62.5%, p<0.05). Quality of life, assessed by the median IBDQ, was lower in patients with high abdominal pain frequency (189 vs. 149, p<0.01). The intensity (r: -0.47; p<0.01) and frequency (r: -0.77; p<0.01) of abdominal pain correlated moderately and strongly with quality of life, respectively. The presence and high frequency of abdominal pain were not significantly associated with fatigue, anxiety, or depression, as assessed by the respective scales. Discussion and Conclusion: Abdominal pain is present in most UC patients and is associated with disease activity. Abdominal pain significantly affects patients' quality of life and is independent of mood disturbances or fatigue. The data from this study favor the inclusion of abdominal pain in UC PROs.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98310
Rights: openAccess
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