Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/96120
Title: Espinha Bífida E Variabilidade do Sacro em Antropologia Forense: Análise de uma Amostra da "Colecção de Esqueletos Identificados Do Século XXI" da Universidade de Coimbra
Other Titles: Spina Bifida and Variability of the Sacrum in Forensic Anthropology: Analysis of a Sample from the "Colecção de Esqueletos Identificados do Século XXI" from the University of Coimbra
Authors: Manso, Maria Torres
Orientador: Matos, Vítor Miguel Jacinto
Keywords: Sacro; Espinha bífida; Arco neural fendido; Sacralização/ lombarização; Fusão sacrococcígea; Sacrum; Spina bifida; Neural arch cleft; Sacralisation/ lumbarization; Sacrococcygeal fusion
Issue Date: 9-Sep-2021
Serial title, monograph or event: Espinha Bífida E Variabilidade do Sacro em Antropologia Forense: Análise de uma Amostra da "Colecção de Esqueletos Identificados Do Século XXI" da Universidade de Coimbra
Place of publication or event: Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra
Abstract: Na espécie humana o sacro sofre grande variabilidade anatómica, de modo a promover equilíbrio e estabilidade no corpo de cada indivíduo. A presente investigação foca-se nos aspetos mais variáveis do sacro, como a crista sagrada e o hiato sagrado, assim como diferentes fenómenos da variabilidade do número de vértebras na região lombar e sagrada, nomeadamente a lombarização e a sacralização, tanto da quinta vértebra lombar como de vértebras coccígeas. Simultaneamente constata-se uma grande divergência na literatura antropológica relativamente ao modo como as deficiências do tubo neural e a espinha bífida são abordados. Diferenças na nomenclatura utilizada, sistemas de classificação e métodos de análise levam a resultados díspares e incomparáveis, como é ilustrado pela variação elevada na prevalência de espinha bífida oculta, obtida em diferentes estudos populacionais (entre 1,2% e 50%). Este trabalho tem como objetivo analisar e discutir a classificação vigente desta alteração congénita e desenvolver um sistema universal, que passa pela distinção de espinha bífida como entidade patológica e o arco neural fendido como variante anatómica, com base no trabalho de Barnes (1994). Para tal, foi estudada uma amostra de 209 indivíduos (88 homens e 121 mulheres; idades à morte entre 44 e 99 anos) da Colecção de Esqueletos Identificados do século XXI da Universidade de Coimbra (CEI/XXI), com foco na observação macroscópica do sacro e restantes vértebras. Para a fusão sacrococcígea foi desenvolvido um sistema de classificação baseado no nível de completude de três parâmetros diferentes.Quatro indivíduos apresentaram abertura completa do canal sagrado (2,6% [4/156]), sendo que a morfologia das alterações ósseas em combinação com a análise do restante esqueleto, sugere a ausência de espinha bífida associada a deficiência do tubo neural, tratando-se portanto de casos de arco neural fendido (cleft neural arch). Adicionalmente, observou-se uma prevalência de 12,7% (23/181) de sacralização da 5.ª vértebra lombar (L5), 1,1% (2/178) de lombarização, e 56,8% (75/132) de sacralização da 1.ª vértebra coccígea (Cx1). Não foram observadas diferenças significativas entre sexos, nas diferentes variáveis estudadas.Coloca-se as questões fundamentais acerca da importância da variabilidade do sacro, assim como da viabilidade e aplicabilidade dos métodos de classificação desenvolvidos para a identificação da espinha bífida/ arco neural fendido e para a fusão sacrococcígea, nos contextos paleopatológico e forense. Formula-se as hipóteses de uma prevalência menor de espinha bífida oculta, a favor do arco neural fendido com maior frequência na população geral, e de o estado de completude dos fenómenos de variabilidade do número de vértebras do sacro ser um fator a considerar na identificação pessoal.
The human sacrum exhibits several forms of anatomical variation, in order to provide balance and stability to each individual. This research focuses on the elements of the sacrum that present the most variation, such as the medial sacral crest and the sacral hiatus, as well as phenomena through which the number of vertebrae in the sacrum varies, namely lumbarization and sacralization, either of the fifth lumbar vertebra (L5) or of the first coccygeal vertebra (Cx1). Simultaneously, it is acknowledged that there is a generalized lack of consensus throughout the anthropological literature regarding how neural tube defects and spina bifida are addressed. Differences in terminology, classification systems and methodologies lead to quite different and incomparable results, resulting in a wide disparity in the prevalence of spina bifida occulta in various studies (between 1,2% and 50%). This study aims to analyze and debate the standard paleopathological diagnosis of this disorder, and attempts to elaborate on an universal system, premised on the distinction between spina bifida as a pathology, and cleft neural arch as an anatomical variant, according to Barnes (1994). A sample comprised of 209 individuals (88 men and 121 women, ages at death between 44 and 99 years old) from the Colecção de Esqueletos Identificados do século XXI da Universidade de Coimbra (CEI/XXI) was macroscopically analyzed, focusing on the sacrum and remaining vertebrae. A system, based on the level of completeness of three different parameters, was established for the sacrococcygeal fusion.Four individuals presented complete open sacral canal (2,6% [4/156]). The observed morphology, combined with the analysis of the complete skeleton, indicate the possible absence of spina bifida linked to a neural tube defect, and points to a probable cleft neural arch. Furthermore, the observed prevalence of sacralization of the L5 was 12,7% (23/181), lumbarization was 1,1% (2/178) and sacralization of the Cx1 was 56,8% (75/132). Differences between sexes, across the studied variables, weren’t statistically significant.The relevance of the variability of the sacrum, as well as the viability and applicability of the developed methodologies for the identification of spina bifida/ cleft neural arch and for sacrococcygeal fusion, in paleopathological and forensic contexts, are discussed. Moreover, the possibility of a lower prevalence of spina bifida occulta, in the general population, than speculated before, along with the consideration of the level of completeness of phenomena in which the number of sacral vertebrae varies as an important factor for personal identification, are hypothesized.
Description: Dissertação de Mestrado em Antropologia Forense apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/96120
Rights: openAccess
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