Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/94847
Title: Parentalidade: estudo exploratório das variáveis relacionadas com o risco psicossocial considerando a perceção de competência parental
Other Titles: Parenthood: exploratory study of the variables that relates the psychosocial risk, considering the perception of parental competence
Authors: Nóbrega, Susana Filomena Nóbrega de
Orientador: Paixão, Rui Alexandre Paquete
Keywords: Parentalidade; Competência parental; Variáveis sociodemográficas e comportamentais/sintomáticas; Stress parental; Famílias de risco; Parenthood; Parental competence; Sociodemographic and behavioral/symptomatic variables; Parental Stresse; Risk families
Issue Date: 24-Jul-2019
Serial title, monograph or event: Parentalidade: estudo exploratório das variáveis relacionadas com o risco psicossocial considerando a perceção de competência parental
Place of publication or event: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Abstract: A presente investigação procura explorar as variáveis que podem contribuir para aprofundar o construto de risco psicossocial numa amostra de pais (mãe ou pai) com filhos em idade pré-escolar. Trata-se de um estudo exploratório com variáveis sociodemográficas (idade, sexo, estado civil, coabitação familiar, número de filhos, anos de escolaridade completa, situação laboral, rendimento líquido mensal pessoal e do agregado familiar) e comportamentais/sintomáticas (consumo de substâncias psicoativas e problemas com a justiça) para a identificação do risco psicossocial e para a verificação da influência desse risco na perceção de competência parental. O risco psicossocial é aqui entendido como uma problemática que afeta a qualidade e eficácia do desempenho das funções parentais. Além disso, este estudo pretende analisar as relações entre a perceção de competência parental, o stress parental, os estilos parentais e a psicopatologia. Participaram no estudo 71 mães e 38 pais de crianças com idades entre os 3 e os 6 anos. Foram aplicados os seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico e comportamental, Escala de Sentido de Competência Parental (PSOC), Questionário de Estilos e Dimensões Parentais – Versão Reduzida (QEDP – VR), Índice de Stress Parental – Forma Reduzida (ISP – FR) e Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI).Os resultados evidenciam valores de consistência interna bons ou mesmo muito bons para a PSOC (α = .88 a .91) e para o ISP (α = .90 a .96), entre o razoável e o muito bom para o QEDP (α = .72 a .93) e entre o inadmissível e o bom para o BSI (α = .43 a .84). As variáveis sociodemográficas evidenciam diferenças significativas na PSOC ou em alguma das suas dimensões nas variáveis sexo, escolaridade, situação laboral, estado civil, coabitação familiar e rendimento líquido mensal pessoal e do agregado familiar.Em termos correlacionais as variáveis “satisfação parental” (PSOC) e “competência parental total” (PSOC) são afetadas pela “coabitação familiar”, “número de filhos” e “situação laboral”. A “eficácia parental” (PSOC) e a “competência parental total” (PSOC) são influenciadas pelo “rendimento líquido mensal do agregado familiar”. A “idade” e os “anos de escolaridade completa” têm impacto na “eficácia parental” (PSOC). Do mesmo modo, o “rendimento líquido mensal pessoal” exerce influência sobre a “eficácia parental” (PSOC) e a “competência parental total” (PSOC). O “sexo”, o “estado civil” e os “problemas com a justiça” interferem com a “satisfação parental” (PSOC). Também, a “competência parental total” (PSOC) é afetada pelo “estado civil”. Relativamente às relações entre competência parental e stress parental, observámos que a “eficácia” (PSOC) e a “satisfação” (PSOC) parental são afetadas pela “criança difícil” (ISP – FR). Do mesmo modo, verifica-se que a “interação disfuncional mãe/pai-criança” (ISP – FR), “criança difícil” (ISP – FR) e o “stress parental total” (ISP – FR) têm impacto na “competência parental total” (PSOC). Os pais do sexo masculino demonstram que a “eficácia” (PSOC) é afetada pela “dificuldade parental” (ISP – FR), “criança difícil” (ISP – FR) e “stress parental total” (ISP – FR). No que respeita aos sintomas psicopatológicos, verifica-se que a “ansiedade fóbica” (BSI), a “ideação paranóide” (BSI) e o “psicoticismo” (BSI) afetam a “satisfação” (PSOC), em particular nas mães.Constatou-se, também, que as variáveis idade, anos de escolaridade, rendimento líquido mensal pessoal e do agregado familiar e coabitação familiar contribuíram positivamente para a predição da competência parental. Todavia, a coabitação familiar foi a variável que teve uma contribuição mais forte para a explicação da competência parental.A investigação demonstra-nos que os pais da nossa amostra, pertencentes a famílias afetadas por eventuais riscos psicossociais, apesar de estarem associados a diversas fragilidades e problemas, conseguem percecionar-se como competentes no exercício do seu papel parental. O que nos permite concluir que estes pais, de um modo geral, são resilientes e capazes de enfrentar as adversidades. Contudo, importa salientar que os resultados não se relacionam com o modo como os pais exercem a sua parentalidade, mas sim como percecionam a sua competência parental e que, portanto, existe a possibilidade de não terem uma noção clara do conceito.
This research seeks to explore the variables that might contribute to a deepening of the definition of psychosocial risk in a sample of parents (mother or father) of a pre-school age. It’s an exploratory study with several variables, both sociodemographic (age, gender, marital status, family cohabitation, number of children, years of schooling, employment situation, individual and household monthly net income) and behavioral/symptomatic (substance abuse and legal/criminal problems), for the identification of psychosocial risk, and to verify its influence in the perception of parental competence. A psychosocial risk is understood here as a problem that affects the overall effectiveness and quality of parental functions. Furthermore, this research aims to analyze the correlation between the perception of parental competence, parental stress, parenting styles, and psychopathology. This study was conducted on 71 mothers and 38 fathers with children between the ages of 3 and 6. The following instruments were used: Sociodemographic and Psychological/Behavioral Questionnaire, Parenting Sense of Competence Scale (PSOC), Parenting Styles and Dimensions Questionnaire – Short Form (QEDP – SF), Parenting Stress Index – Short Form (ISP – FR) and a Psychopathological Symptom Inventory (BSI).The results show evidence of good, or even very good, internal consistency levels for the PSOC (α = .88 a .91) and the ISP (α = .90 a .96). The alpha coefficients of Cronbach in the QEDP ranged from reasonable to very good (α = .72 a .93), and for the BSI they ranged from inadmissible to good (α = .43 a .84). The sociodemographic variables show some significant differences in the PSOC or in some of its dimensions, namely gender, schooling, employment, marital status, family cohabitation and both the individual and total average monthly income.Regarding the correlation statistics, it was verified that “parental satisfaction” (PSOC) and “total parental competence” (PSOC) were affected by “family cohabitation”, “number of children” and “employment situation”. The “parental effectiveness” (PSOC) and “total parental competence” (PSOC) were influenced by the “household monthly”. The “age” and “years of schooling” had an impact on “parental effectiveness” (PSOC). Similarly, the “individual” had an influence over the “parental effectiveness” (PSOC) and the “total parental competence” (PSOC). The “gender”, “marital status” and the “legal problems” interfered with the “parental satisfaction” (PSOC). And the “total parental competence” (PSOC) was affected by the “marital status”. Concerning the correlation between parental competence and parental stress, it was observed that both parental “effectiveness” (PSOC) and “satisfaction” (PSOC) were affected by the “difficult child” (ISP – FR) variable. It was also determined that the “dysfunctional parent-child interaction” (ISP – FR), “difficult child” (ISP – FR) and “total parental stress” (ISP – FR) had an impact on the “total parental competence” (PSOC). Male parents show evidence that the “efficiency” (PSOC) is affected by “parental difficulty” (ISP -FR), “difficult child” (ISP – FR) and “total parental stress” (ISP – FR).Regarding the psychopathological symptoms, it is shown that “phobic anxiety” (BSI), “paranoid ideation” (BSI) and “psychoticism” (BSI) affected the “satisfaction” (PSOC), particularly in female parents.It was also found that the age, years of schooling, individual and household monthly net income, and family cohabitation variables had a positive contribution to the prediction of parental competence. However, the family cohabitation was found to be the variable with the best contribution to an explanation of parental competence.The investigation shows the parents in our sample, members of families affected by psychosocial risks, though being associated to various frailties and issues, may perceive themselves as being competent in their parenting role. This leads us to ascertain that these parents are, overall, resilient and capable of facing adversities. However, it is of note that these results do not correlate with their parenting, but instead how they perceive their parental competence and, therefore, there is a possibility they may not have a clear understanding of this concept.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10316/94847
Rights: openAccess
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