Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/90646
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dc.contributor.advisorRodrigues, Vítor-
dc.contributor.advisorRossa, Walter-
dc.contributor.authorLopes, Nuno Miguel de Pinho-
dc.date.accessioned2020-08-27T10:22:55Z-
dc.date.available2020-08-27T10:22:55Z-
dc.date.issued2017-11-22-
dc.date.submitted2017-05-16-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/90646-
dc.descriptionTese de doutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa, ramo de Arquitetura e Urbanismo, apresentada ao Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbrapt
dc.description.abstractPerante a falta de um polo administrativo com um hinterland significativo para além da área da fortaleza e depois de identificada a importância estratégica deste território, os Portugueses conquistaram Goa em 1510 e reforçaram essa posição nas décadas seguintes, iniciando uma mudança do paradigma imperial: de uma lógica de hegemonia marítima, a estratégias de ocupação territorial. Zona de terras produtivas e o maior mercado de cavalos persas e árabes na Índia Ocidental, Goa possui ainda uma posição estratégica de primeira importância, aparentemente bem defensável pelas suas características geográficas. A partir de 1530 consolida-se o Estado da Índia, com a elevação de Goa a capital, desenvolvendo-se aí um complexo sistema defensivo que dependia não só das suas estruturas fortificadas, mas também do seu poderio naval, do seu armamento e do seu sistema de comunicações, alargando-se muito para além do território inicial. Esta ocupação territorial, em crescimento gradual — primeiro com as Velhas Conquistas, mais tarde com as Novas Conquistas —, correspondia a uma posição de uma rede maior, instalada no Índico, fazendo dos Portugueses a grande potência desta zona durante o primeiro século de ocupação. A presente investigação procura examinar as realidades históricas locais ao longo dos tempos, fundamentais para o reconhecimento das dinâmicas do território atual e contribuindo para a discussão sobre estes patrimónios: território, comunicações, construções militares e na interseção com a arquitetura e o urbanismo. Para além da análise da produção historiográfica — cujos trabalhos foram conduzidos de forma sincrónica e diacrónica — o principal investimento reside na compreensão entre a organização político-militar do território goês e o que resta dos elementos que compunham o sistema defensivo aqui instalado entre 1510 (conquista de Goa pelos Portugueses) e 1660 (década da emergência do poder político-militar marata liderado por Shivaji Maharaj e do reacendimento da guerra luso-holandesa, encerrando um ciclo de importantes perdas no Oriente), hoje um conjunto de bens com valor patrimonial, sobre o qual importará refletir. Para tal, usando o desenho como principal ferramenta de investigação, procedeu-se a um conjunto de levantamentos gráficos, relacionando-os com as bases teóricas disponíveis e articulando-os com a cartografia identificada e analisada, correspondendo a uma base de trabalho que permitiu demonstrar como o desenho e a geografia ligados às novas tecnologias se poderão tornar relevantes no melhor (re)conhecimento das realidades coloniais deste território, usados para reinterpretar os seus processos evolutivos (podendo-se mesmo atingir uma base comparativa com outros territórios e núcleos urbanos, particularmente no espaço do Índico) — desde a chegada dos Portugueses a Goa à realidade atual — encontrando respostas para as principais transformações ocorridas. São disso exemplo: a forma como os Portugueses foram avançando no território; a evolução tecnológica da artilharia e a resposta produzida pela arquitetura militar; as diversas contrariedades encontradas ao longo desta ocupação (nomeadamente as más decisões relativas à implantação da capital, ou as ameaças terrestres, indianas, às quais de somaram as navais, europeias, entre outras); ou, finalmente, a influência e significado deste património na composição do território contemporâneo. Dominado o objeto de estudo e tratando-se de uma investigação contemporânea que integra um doutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa, afigurou-se crucial uma reflexão acerca do sistema defensivo como património: o que foi, o que é, o que poderá ser. No fundo, é proposta a leitura deste objeto como infraestrutura do território, resultando num elemento básico da identidade goesa. Como tal, o seu (re)conhecimento, preservação, e clarificação — a sua legibilidade, portanto — é determinante para a identificação da especificidade de Goa no contexto da Índia e da Ásia do sul.pt
dc.description.abstractFacing the absence of an administrative centre representing a meaningful hinterland besides the fortress area, and after the recognition of the strategic importance of this territory, the Portuguese conquered Goa in 1510 and reinforced that position in the subsequent decades, thus establishing a change in the imperial paradigm: from a logic of maritime hegemony to strategies of territorial occupation. Besides being a region of productive land, boasting the largest market of Persian and Arab horses of Western India, it also held a strategic position of prime importance, apparently well-defendable, given its geographical characteristics. From 1530 on, the State of India was consolidated, with the promoted of Goa to capital, where a complex defensive system would be developed relying not only on its fortified structures, but also on its naval might, on its weaponry, and on its communications system extending far beyond the initial territory. This territorial occupation, which experienced gradual growth — firstly with the Old Conquests, then with the New Conquests — corresponded to a position within a wider network, settled by the Indian Ocean, making the Portuguese the largest power of this region during the first century of occupation. This research aims at examining the local historical realities taking place throughout times, which are vital to acknowledge the dynamics of the present territory, thus contributing for the debate on this heritage which includes territory, communications and military constructions, as well as their intersection with architecture and urbanism. Besides the analysis of the historiographic production — whose works were conducted in a synchronic and diachronic manner — the main investment resides in the understanding between the political-military organisation of the Goan territory and what is left today of the elements that composed the defensive system which was set up therein between 1510 (the time of the conquest of Goa by the Portuguese) and 1660 (the decade of the appearance of the Maratha political-military rule led by Shivaji Maharaj (1630-1680) and the reawakening of the Dutch-Portuguese war, ending a cycle of important losses in the East), a present set of assets with heritage value which is worth reflecting upon. To do so, and using drawing as the main tool of research, a number of graphic surveys was carried out and then a connection was established with the available theoretical foundations, articulating them with the identified and analysed cartography, corresponding to a work basis which allows to demonstrate how drawing and geography, connected to technologies, may become relevant towards a better (re)conaissance of the colonial realities of this territory, used to reinterpret their evolutional processes (to such an extent that it is possible to achieve a comparative base with other territories and urban cores, particularly in the Indian Ocean) — from the arrival of the Portuguese to Goa to the present reality — in an attempt to find the answers to the different transformations observed therein. Some examples thereof are: how the Portuguese gradually advanced in the territory; the technological evolution of the artillery and the response produced by the military architecture; the different setbacks encountered throughout the time of this occupation (namely the bad decisions regarding the implementation of the capital, or the Indian terrestrial threats, let alone naval, European and other threats); or even the influence and significance of this heritage in the composition of the the contemporary territory. Once the object of study has been mastered, and being at stake a contemporary research project integrating the doctorate’s degree in Heritage of Portuguese Influence, it proved essential to conduct a reflection on the defensive system as heritage: what is was, what it is and what it might be in the future. In all, we propose the reading of this object as an infrastructure of the territory, resulting in a basic element of Goan identity. As such, its (re)cognition, preservation, and clarification — its legibility, therefore — are key in the identification of the specificities of Goa in the context of India and south Asia.pt
dc.language.isoporpt
dc.rightsopenAccesspt
dc.subjectGoapt
dc.subjectinfluênciapt
dc.subjectsistema defensivopt
dc.subjectterritóriopt
dc.subjectpatrimónio(s)pt
dc.titleO Sistema Defensivo de Goa (1510-1660): Influência na composição do território contemporâneopt
dc.typedoctoralThesispt
degois.publication.locationCoimbrapt
dc.peerreviewedyes-
dc.date.embargo2017-11-22*
dc.identifier.tid101569254pt
thesis.degree.grantor00500::Universidade de Coimbrapt
thesis.degree.leveldoutor-
thesis.degree.nameDoutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa, ramo de Arquitetura e Urbanismopt
thesis.degree.grantorUnit00510::Universidade de Coimbra - Instituto de Investigação Interdisciplinarpor
uc.date.periodoembargo0por
uc.rechabilitacaoestrangeiranopt
uc.date.periodoEmbargo0pt
item.languageiso639-1pt-
item.fulltextCom Texto completo-
item.grantfulltextopen-
crisitem.advisor.deptFaculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra-
crisitem.advisor.parentdeptUniversidade de Coimbra-
crisitem.advisor.researchunitCentre for Social Studies-
crisitem.advisor.parentresearchunitUniversidade de Coimbra-
crisitem.advisor.orcid0000-0001-6792-6869-
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IIIUC - Teses de Doutoramento
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