Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/90522
Title: Energy for Liver Regeneration: Mitochondrial Bioenergetics and the Pathogenesis of Posthepatectomy Liver Dysfunction
Other Titles: Energia para a Regeneração Hepática: Bioenergética Mitocondrial e a Patogénese da Insuficiência Hepática Pós-Hepatectomia
Authors: Alexandrino, Henrique Miguel Marques Bom Borges 
Orientador: Sousa, Francisco José Franquera Castro e
Palmeira, Carlos Manuel Marques
Keywords: Fígado; Liver; Hepatectomia; Hepatectomy; Mitocôndria; Mitochondria; Regeneração hepática; Liver regeneration; Insuficiência hepática; Liver failure; Bioenergética; Bioenergetics
Issue Date: 18-Jul-2017
Abstract: Clinical success of hepatectomy relies on the liver’s unique capacity to regenerate, a highly energy-dependent process. When this capacity is surpassed Posthepatectomy Liver Failure (PHLF) ensues, resulting in increased morbidity and mortality. Mitochondria are the powerhouses of the eukaryote cell and decision-makers of cell death. Mitochondrial metabolism supplies the energy for liver regeneration, but the clinical consequences of mitochondrial dysfunction in posthepatectomy morbidity and liver function are presently unknown. Other unresolved issues are the effects of chemotherapy-associated liver injury (CALI) on outcome, as well as the possible contribution of bioenergetic dysfunction to the pathogenesis of CALI. Finally, two-stage hepatectomies rely on an extremely rapid and significant inter-stages regenerative response, but the energetic adaptations taking place in the future liver remnant (FLR) are largely unknown. Mitochondrial oxidative phosphorylation and respiration are key events in cellular energy metabolism and can be directly measured in liver biopsies. In this Doctoral Thesis the following objectives were pursued: 1) Review the role of energy metabolism in liver regeneration; 2) Determine whether changes in mitochondrial function correlate with clinical outcome in Humans undergoing hepatectomy; 3) Assess the impact of hepatic pedicle clamping (HPC) on intraoperative mitochondrial function; 4) Evaluate the impact of chemotherapy-induced hepatotoxicity on postoperative morbidity and the putative role of mitochondrial dysfunction in its pathogenesis; 5) Investigate the bioenergetics adaptations underlying the enhanced regenerative response taking place in two-stage hepatectomies. For the first objective, a non-systematic review of relevant published material in the English language was conducted. Reference lists were cross-checked for further relevant publications. Mitochondrial oxidative phosphorylation was summarily reviewed, as well as the role of mitochondria in both apoptotic and necrotic cell death. The key role of mitochondrial metabolism in the cellular events leading to liver regeneration was confirmed. For the second and third objectives, both experimental and clinical works were performed. First, a prospective study of patients undergoing hepatectomy for diverse indications (N=30) was conducted. Liver biopsies were performed in two distinct moments, at the beginning and at the end of surgery. Mitochondria were isolated and membrane potential and respiration were measured. Mitochondrial lag phase, reflecting the time required for adenosine diphosphate phosphorylation, presented high sensitivity and specificity for prediction of PHLF; a finding previously unreported in the scientific literature. Several key markers of postoperative liver function presented significant correlations with intraoperative fluctuations in mitochondrial membrane potential and respiration. An experimental study (N=35 male Wistar rats) was also outlined to explore the effect of 70% hepatectomy with HPC on energy metabolism, liver function and injury. In both studies, clinical and experimental, HPC was associated with depressed mitochondrial function. The fourth objective was addressed with two different methods. First, a clinical and pathologic review of 140 patients undergoing hepatectomy for colorectal cancer liver metastases was performed to look into the incidence, pathological spectrum and clinical consequences of CALI. Sinusoidal obstruction syndrome (SOS) was present in 52% of patients and independently associated with overall and liver-specific morbidity. Secondly, an experimental study (N=12 male Wistar rats), attempted to replicate a previously described animal model of SOS. Hepatectomy with HPC was performed to explore the possible link of mitochondrial dysfunction in the pathogenesis of posthepatectomy liver dysfunction in CALI. Although the characteristic histologic findings of SOS were not found, chemotherapy-treated animals presented evidence of disturbed hepatocellular bioenergetics, namely longer lag phase and increased mitochondrial size. Finally, another original prospective clinical study was conducted on patients undergoing the Associating Liver Partition and Portal Vein Ligation for Staged Hepatectomy (ALPPS) procedure (N=5). In this study, mitochondrial membrane potential and respiration were measured as well as gene expression profile. An inter-stages increase in energetic capacity was demonstrated in the FLR, as well as a strong and significant correlation of energy status with inter-stages volume growth. An increased expression of several genes associated with liver regeneration (Augmenter of Liver Regeneration; Small heterodimer partner; Signal Transducer and Activator of Transcription 3), mitochondrial biogenesis (Peroxisome proliferator-activated receptor gamma coactivator 1-alpha) and energy metabolism (Cytochrome oxidase subunit I; Nicotinamide phosphoribosyltransferase) was also described. To our knowledge, this is the first ever documentation of adaptations in energy metabolism in two-stage hepatectomies in Humans. In conclusion, not only is Liver Regeneration highly dependent on energy metabolism, but also mitochondrial dysfunction was demonstrated to be involved in the pathogenesis of PHLF. The clinical relevance of mitochondrial bioenergetics in clinical liver resection deserves further exploration, with particular emphasis on the accurate perioperative staging of liver energy status as well as energy-conditioning therapies aiming at decreasing morbidity and mortality.
O sucesso clínico da Cirurgia Hepática de exérese depende da capacidade singular do fígado para regenerar, um processo altamente dependente de energia. Quando esta capacidade é ultrapassada, desencadeia-se a Insuficiência Hepática Pós-Hepatectomia (PHLF), com consequente morbi-mortalidade. As mitocôndrias são as responsáveis pela produção de energia nas células eucariotas e decisores-chave na morte celular. O metabolismo mitocondrial fornece energia para a regeneração hepática, mas desconhecem-se as consequências clínicas da disfunção mitocondrial sobre a morbilidade e função hepatocelular pós-hepatectomia. Outra questão que ainda carece definição é o efeito da lesão hepática associada à quimioterapia (CALI) nos resultados clínicos, bem como o possível papel do metabolismo energético na sua patogénese. Finalmente, as hepatectomias iterativas dependem de uma importante resposta regenerativa, mas as adaptações energéticas que ocorrem no fígado remanescente (FLR) são desconhecidas. A fosforilação oxidativa e a respiração mitocondriais são eventos-chave no metabolismo energético e podem ser medidas directamente em biópsias hepáticas. Nesta dissertação doutoral foram perseguidos os seguintes objectivos: 1) Revisão do papel do metabolismo energético na regeneração hepática; 2) Determinar a relação entre a função mitocondrial e os resultados clínicos após hepatectomia no Humano; 3) Avaliar o impacto da clampagem do pedículo hepático (HPC) sobre a função mitocondrial; 4) Aferir as consequências da hepatotoxicidade induzida pela quimioterapia na morbilidade pós-hepatectomia, bem como o papel da disfunção mitocondrial na sua patogénese; 5) Investigar as adaptações bioenergéticas subjacentes à marcada resposta regenerativa que ocorre nas hepatectomias iterativas. Para o primeiro objectivo foi realizada uma revisão não sistemática da literatura em língua inglesa, com pesquisa de artigos presentes nas listas de referências. A fosforilação oxidativa foi sumariamente revista, bem como o papel das mitocôndrias nos processos de apoptose e necrose. Foi assim confirmado o papel do metabolismo mitocondrial nos eventos celulares que culminam na regeneração hepática. Para responder ao segundo e terceiro objectivos foram realizados um estudo experimental e outro clínico. Em primeiro lugar, foram estudados prospectivamente doentes submetidos a hepatectomia por indicações diversas (N=30), com realização de biópsias hepáticas intra-operatórias, no início e no final da intervenção, e medição do potencial de membrana e respiração mitocondriais. A “lag phase” mitocondrial, o tempo necessário à completa fosforilação da adenosina difosfato, apresentou uma elevada sensibilidade e especificidade na previsão de PHLF, um achado nunca antes reportado. Vários marcadores de função hepatocelular pós-operatória apresentaram correlações significativas com a flutuação peri-operatória do potencial de membrana e respiração mitocondriais. Para além disso, um estudo experimental (N=35 ratos Wistar machos) foi desenhado para explorar o efeito da hepatectomia de 70% com HPC no metabolismo energético e na função e lesão hepática; em ambos os estudos foi confirmado o efeito deletério da HPC sobre a função mitocondrial. A resposta ao quarto objectivo decorreu de dois modos distintos. Em primeiro lugar, foi realizada uma revisão clínica e patológica de 140 doentes submetidos a hepatectomia por metástases de cancro colo-rectal, com o intuito de definir a incidência, espectro patológico e consequências clínicas da CALI. O síndrome de obstrução sinusoidal (SOS), presente em 52% dos doentes, associou-se de forma independente com a morbilidade global e relacionada com o fígado. Em segundo lugar, procurou-se replicar um modelo animal de SOS num estudo experimental (N=12 ratos Wistar machos). Neste, realizaram-se hepatectomias com HPC de modo a explorar uma possível conexão entre disfunção mitocondrial e disfunção hepatocelular na CALI. Embora não tenham sido obtidas as lesões histológicas típicas do SOS, os animais tratados com quimioterapia apresentaram significativa perturbação da bioenergética hepatocelular, nomeadamente “lag phase” mais prolongada e aumento do tamanho mitocondrial. Finalmente, outro estudo clínico prospectivo original foi conduzido em doentes submetidos a Associação de Laqueação Portal com Secção Parenquimatosa para Hepatectomia a dois tempos (ALPPS) (N=5); neste estudo foi realizada a avaliação da bioenergética mitocondrial e a análise da expressão génica. Verificou-se um aumento da função mitocondrial entre estadios, bem como uma correlação forte e significativa entre o status energético e o crescimento volumétrico do FLR. Foi ainda objectivado um aumento da expressão de diversos genes associados à regeneração hepática (Augmenter of Liver Regeneration; Small heterodimer partner; Signal Transducer and Activator of Transcription 3), biogénese mitocondrial (Peroxisome proliferator-activated receptor gamma coactivator 1-alpha) e metabolismo energético (Cytochrome oxidase subunit I; Nicotinamide phosphoribosyltransferase). Tanto quanto nos é dado saber, trata-se da primeira vez que, no Homem, se relatam adaptações do metabolismo energético em hepatectomias iterativas. Em conclusão, poder-se-á dizer que não só a regeneração hepática é um processo altamente dependente de energia, mas, também, que a função mitocondrial assume um papel relevante na fisiopatologia da PHLF. A possível relevância clínica da bioenergética mitocondrial na Cirurgia Hepática merece exploração mais detalhada, com particular ênfase na correcta aferição da capacidade energética peri-operatória, mas também na possibilidade de melhorar os resultados, com o uso de terapêuticas de condicionamento energético do FLR, reduzindo a morbi-mortalidade.
Description: Doctoral Thesis in Health Sciences, branch of Medicine, presented to the Faculty of Medicine of the University of Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/90522
Rights: openAccess
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