Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89821
Title: Physical activity and physical exercise in perinatal depression prevention: a Systematic review and Meta-analysis
Other Titles: ATIVIDADE FÍSICA E EXERCÍCIO FÍSICO NA PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO PERINATAL: REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
Authors: Pacheco, Ana Beatriz Fonseca Modesto Alves
Orientador: Caramelo, Francisco José Santiago Fernandes Amado
Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Keywords: DEPRESSÃO PERINATAL; DEPRESSÃO ANTENATAL; DEPRESSÃO PÓS-PARTO; PREVENÇÃ0; ATIVIDADE FÍSICA, EXERCÍCIO FÍSICO; PERINATAL DEPRESSION; ANTENATAL DEPRESSION; POSTPARTUM DEPRESSION; PREVENTION; PHYSICAL ACTIVITY, PHYSICAL EXERCISE
Issue Date: 6-Jun-2019
Serial title, monograph or event: Physical activity and physical exercise in perinatal depression prevention: a Systematic review and Meta-analysis
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A depressão perinatal, conceito que inclui a depressão antenatal e a depressão pós-parto, é preocupante a necessidade de a prevenir é consensual. As orientações por parte do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) para mulheres grávidas e no pós-parto são de pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de moderada intensidade, distribuídos pela semana e medicamente ajustados, mas o impacto total destas estratégias é ainda desconhecido. Objetivo: Perceber os efeitos do exercício físico e da atividade física na prevenção da depressão perinatal em mulheres grávidas e no pós-parto. Métodos: Revisão sistemática de estudos observacionais e de intervenção, e meta-análise. Participantes: mulheres não deprimidas grávidas ou até doze meses após o parto. Intervenções/ exposição: prática de exercício físico ou de atividade física. Meidas de resultado: diagnóstico de depressão/risco de depressão ou medição de sintomas depressivos.Resultados: Identificamos onze estudos qualificados para inclusão: três estudos controlados randomizados (RCT) e oito coortes prospetivos. A revisão sistemática apresentou alguma evidência de redução de risco de depressão perinatal com a prática de exercício físico moderado em ambiente aquático e exercício regular durante a gestação. A meta análise não mostrou evidência de impacto do exercício na depressão perinatal: antes e depois (IC 95% [-0.30, 0.66]), com grande heterogeneidade [Q test (p<0.01) e I2 (93.4%)]; grupo controlo (IC 95% [0.04; 0.42]) e grupo de intervenção (diferença de média não estatisticamente relevante); heterogeneidade [grupo controlo: baixa (p=0.61; I2=0.0%); grupo de intervenção: alta (p<0.01; I2=85.3%)].Em relação à atividade física a revisão, a revisão sistemática revelou alguma evidência na prevenção da depressão perinatal e a meta-análise mostrou não haver impacto da atividade física na depressão perinatal. (IC95% [0.33; 1.41]); e grande heterogeneidade (p=0.02; I2=73.3%). Dois RCT tinham risco de viés pouco claro e um tinha alto risco de viés devido a inadequada ocultação. A evidência de qualidade para os outros estudos, obtida através da escala de Newcastle-Ottawa para estudos não randomizados foi classificada de bom a pobre. Conclusão: De acordo com a evidência atual, sintetizada nesta revisão no há forte evidência de que o exercício ou a atividade física previnam a depressão perinatal. Alguns estudos reportaram níveis mais baixos de depressão perinatal associados a maiores níveis de prática de exercício. Em relação à atividade física, alguns estudos mostraram níveis mais baixos de depressão perinatal associados a atividade física. Mais estudos são necessários para evidenciar estes achados: mais RCT, com maiores populações, incluindo mulheres cuja gravidez não seja só de um feto, mulheres com sobrepeso ou obesas, mulheres com possível risco social (ex: que não se consigam comunicar no idioma do país onde vivam), adaptando o estudo à cultura da população. Os estudos devem englobar o período pré-concecional, bem como ter mais pontos de medição de resultados, tanto para a depressão perinatal como para o exercício/ atividade física durante a gravidez e no período pós-parto. Quanto à medição dos resultados do exercício físico e atividade física, medidas mais objetivas são necessárias, tais como o uso de pedómetros ou monitores. Sobre a medição dos resultados de depressão, apesar de poder ser dispendioso o recurso a clínicos para a medição, seria a melhor maneira de medir os sintomas depressivos perinatais e fazer diagnósticos definitivos de depressão perinatal, para objetivar o decréscimo efetivo da incidência da doença. Os clínicos deveriam recomendar a prática de exercício a mulheres na preconceção, a mulheres grávias e no pós-parto, como uma forma de melhorar a condição de saúde global, mas tal recomendação ainda se priva de evidência de qualidade no que concerne à depressão perinatal. .
practice and physical activity on perinatal depres-sion prevention in pregnant and postpartum women.Methods: Systematic review of observational and intervention studies and meta-analysis. Par-ticipants: non-depressed women either pregnant or up to twelve months postpartum. Interven-tions/ exposures: exercise practice or physical activity. Outcome measures: depression diag-nosis/risk or measurement of depressive symptoms.Results: We identified eleven eligible studies for inclusion: three randomized controlled trials (RCT) and eight prospective cohorts. The systematic review presented some evidence of mod-erate physical exercise in aquatic environment and regular exercise practice during gestation to produce a reduced risk of perinatal depression. The meta-analysis showed no evidence of the impact of exercise in perinatal depression: before and after intervention (CI95% [-0.30, 0.66]), with large heterogeneity [Q-test (p<0.01) and I2 (93.4%)]; control group (CI95% [0.04; 0.42]) and intervention group (mean difference not statistically different); heterogeneity [control group: low (p=0.61; I2=0.0%); intervention group: high (p<0.01; I2=85.3%)]. About physical ac-tivity, the systematic review revealed some evidence for prevention of perinatal depression and the meta-analysis showed nonexistence of impact of physical activity in perinatal depres-sion (CI95% [0.33; 1.41]); and large heterogeneity (p=0.02; I2=73.3%). Two RCT studies had unclear risk of bias and one a high risk of bias due to inadequate blinding. The quality of evi-dence for the other studies, using Newcastle-Ottawa nonrandomized scale was classified from good to poor.Conclusion: According to current evidence synthesized in this review, there is no strong evi-dence of exercise or physical activity in the prevention of perinatal depression. Some studies reported lower perinatal depressive symptoms associated with higher exercise practice behav-ior. As for physical activity, some studies report lower perinatal depressive symptoms associ-ated with physical activity. More studies are needed to evidence these findings: more RCTs, with larger samples, including non-singleton pregnant women, overweight and obese women, women in possible social risk (e.g. women that do not speak or understand the official language of the country they reside), adapting the study to the population’s culture. Studies should englobe pre-conception, as well as more assessment times, both for perinatal depression symptoms and exercise/physical activity during pregnancy and in the postpartum period. As for the assessment exercise and physical activity outcomes, more objective measures are needed, such as by using pedometers or monitors. About depression outcome assessment, although it might be expensive to do by clinicians, it would be the best way to measure perinatal depressive symptoms and make perinatal depression definitive diagnosis, in order to accu-rately assess effective disease incidence’s decrease. Clinicians should recommend exercise practice to pre-pregnant women, pregnant women and postpartum women, as a way of im-proving health condition in general, but this recommendation still lacks quality evidence con-cerning perinatal depression prevention. .
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89821
Rights: embargoedAccess
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