Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82535
Title: Conhecimentos Sobre Saúde Mental: Validação da Versão Portuguesa da MAKS
Other Titles: Mental Health Knowledge: Validation of the Portuguese Version of MAKS
Authors: Camarneiro, Ana Catarina Vicente
Orientador: Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Madeira, Nuno Gonçalo Gomes Fernandes
Keywords: MAKS; Doença Mental; Literacia; Estigma; MAKS; Mental Illness; Literacy; Stigma
Issue Date: 17-May-2018
Serial title, monograph or event: Conhecimentos Sobre Saúde Mental: Validação da Versão Portuguesa da MAKS
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: Em 2010, investigadores do King’s College London desenvolveram e validaram um instrumento psicométrico que avalia o conhecimento em saúde mental - Mental Illness Knowledge Schedule (MAKS). O objetivo do presente estudo é obter e validar a versão portuguesa da MAKS e perceber a relação entre conhecimento em saúde mental e barreiras no acesso aos cuidados de saúde mental.Métodos: A MAKS passou por um processo de tradução-retrotradução, seguido pela distribuição da primeira versão da escala a um grupo teste com patologia psiquiátrica diagnosticada, permitindo finalizar a tradução, que foi aprovada pelos autores da escala. O questionário foi aplicado a 162 doentes com patologia mental. Por fim, foi realizada a análise descritiva, foi avaliada a consistência interna através do coeficiente  de Cronbach e a MAKS e a BACE foram correlacionadas através da correlação de Spearman. Também foram relacionadas várias características da amostra com a MAKS, através do Teste U de Mann-Whitney e pelo Teste de Kruskal-Wallis.Resultados: A MAKS apresentou uma média 45,88 ± 5,17 pontos. Obtivemos um  de Cronbach de 0,285. A MAKS Total e a Parte I relacionam-se com a BACE (Barriers to Access to Care Evaluation) Não Estigma (p=0,047 e p=0,049, respetivamente) e Não Estigma Instrumental (p=0,008 e p=0,045, respetivamente). As perguntas 2, 3 e 4 relacionam-se com a totalidade da BACE (p=0,009, p=0,041 e p=0,025, respetivamente) e com a BACE Estigma (p=0,018, p=0,038 e p=0,016).Discussão: A MAKS apresentou reduzida consistência interna, o que já era expectável, uma vez que não pretende funcionar como uma escala unidimensional, mas como um instrumento de avaliação de diversas áreas do conhecimento. Foram estabelecidas diversas correlações entre a MAKS e a BACE. As pontuações na MAKS mostraram ser influenciadas por fatores como escolaridade, local de acompanhamento do doente e diagnóstico psiquiátrico, mas não pelo sexo. Conclusão: A MAKS avalia o conhecimento em áreas específicas associadas à doença mental e ao estigma, permitindo-nos perceber quais as principais lacunas de conhecimento da população. Esperamos que este estudo seja uma das bases para a investigação e literacia das várias dimensões do estigma associado à saúde mental e que as conclusões obtidas contribuam para melhor educação e sensibilização para a doença mental em Portugal.
Introduction: In 2010, King's College London researchers developed and validated a psychometric instrument that assesses mental health knowledge - Mental Illness Knowledge Schedule (MAKS). The aim of the present study is to obtain and validate the Portuguese version of MAKS and to understand the relationship between knowledge in mental health and barriers to access mental health care.Methods: MAKS went through a process of translation-back-translation, followed by the distribution of the first version of the scale to a test group with diagnosed psychiatric pathology, allowing the translation to be finalized, which was approved by the authors of the scale. The questionnaire was applied to 162 patients with mental pathology. Finally, the descriptive analysis was performed, the internal consistency was evaluated through Cronbach’s alpha coefficient and MAKS and BACE were correlated through the Spearman correlation. Several characteristics of the sample were also related with MAKS through the Mann-Whitney U Test and the Kruskal-Wallis Test.Results: MAKS presented an average of 45.88 ± 5.17 points. We obtained a 0,285 Cronbach’s alpha. MAKS Total and Part I were related to BACE No Stigma (p=0.047 and p=0.049, respectively) and No Instrumental Stigma (p=0.008 and p=0.045, respectively). Questions 2, 3 and 4 were related to the total BACE (p=0.009, p=0.041 and p=0.025, respectively) and to BACE Stigma (p=0.018, p=0.038 and p=0.016).Discussion: MAKS presented reduced internal consistency, which was already expected, since it is not intended to function as a one-dimensional scale, but as an instrument for evaluating several areas of knowledge. Some correlations were established between MAKS and BACE. MAKS scores were shown to be influenced by factors such as schooling, patient follow-up and psychiatric diagnosis, but not by sex.Conclusion: MAKS evaluates knowledge in specific areas associated with mental illness and stigma, allowing us to understand the main knowledge gaps in the population. We hope that this study will be one of the bases for the investigation and literacy of the various dimensions of stigma associated with mental health and that the conclusions obtained contribute to better education and awareness of mental illness in Portugal.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82535
Rights: openAccess
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