Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82434
Title: Prevalência e tratamento da dor em doentes idosos com défice cognitivo.
Other Titles: Pain prevalence and treatment in elderly patients with cognitive deficit.
Authors: Pina, Paulo Sérgio dos Reis Saraiva 
Orientador: Verissimo, Manuel Teixeira Marques
Keywords: Avaliação da dor; Tratamento da dor; Idosos; Geriatria; Síndrome da fragilidade; Pain assessment; Pain management; Elderly people; Geriatrics; Frail syndrome
Issue Date: 20-Feb-2018
Serial title, monograph or event: Prevalência e tratamento da dor em doentes idosos com défice cognitivo.
Place of publication or event: Unidade de Psico-Geriatria, Casa de Saúde da Idanha, Sintra
Abstract: INTRODUÇÃO Os doentes idosos com demência (DID) apresentam dificuldades em comunicar a sua dor, o que pode originar um subdiagnóstico clínico da síndrome dolorosa e o subtratamento da dor. O estudo DI-DEM (Dor em Idosos com Demência) teve como objectivos: i) descrever a prevalência de dor nos DID admitidos numa Unidade de Psico-Geriatra (UPG); ii) determinar os preditores quer da dor, quer do seu subtratamento. MÉTODOS DID, com >65 anos, foram incluídos neste estudo transversal, no momento da admissão de uma UPG. Foram colhidos dados demográficos, tipo de demência e analgésicos prescritos antes do internamento. Foram usadas, sempre que existentes, as versões portuguesas das escalas: Pain Assessment in Advanced Dementia (PAIN-AD), Clinical Dementia Rating (CDR), Cumulative Illness Rating Scale Geriatric (CIRS-G), Barthel Index (IB), Zarit Burden Interview (ZBI), Braden Scale e a Downton Scale. Para a adequação do tratamento da dor foi usado um índice de gestão da dor (IGD). RESULTADOS Um total de 125 DID foi incluído: 64% mulheres; idade-média=78.27+8.0; com síndrome demencial (54.4%) e doença de Alzheimer (24.8%); 64.8% com gravidade moderada a severa (CDR). O grau de dependência era moderado a total (64.80%); o risco de úlceras era ligeiro a moderado (65.6%) e o de quedas era grave a muito grave (74.4%). Havia sobrecarga do cuidador (74.40%). A dor existia em 52.8% dos DID, sendo moderada a grave em 36.8%. Apenas 1.6% tinha prescrito opioides. O subtratamento existia em 36.8% dos DID. Na regressão linear múltipla, os preditores de dor (PAIN-AD) foram: ausência de analgesia (β=0.891, p<0.001); IB (β=-0.104, p=0.032) e ZBI (β=0.096, p=0.049). Na regressão logística multivariada, os preditores de subtratamento da dor (IGD) foram: género feminino (OR=3.78, p=0.008); quaisquer problemas no tracto gastro-intestinal superior (OR=2.87, p=0.04) e no rim (OR=1.18, p=0.014); problemas moderados a muito graves nos músculos, esqueleto e tegumentos (OR=4.29, p=0.002); existência de sobrecarga do cuidador (OR=3.02, p=0.048). CONCLUSÃO No DI-DEM, apesar da dor ter uma prevalência de quase 53%, mais de 3 em cada 10 DID está submedicado com analgésicos. É necessário um maior conhecimento sobre a avaliação da dor nesta população vulnerável, de modo a tornar o tratamento da dor mais adequado; por conseguinte, combatendo o sofrimento evitável dos DID.
BACKGROUND Elderly patients with dementia (EPD) have a reduced capacity to report pain, which results in the under-diagnosis and under-treatment of pain. The study PE-DEM (Pain in Elderly with Dementia) aimed to describe the prevalence of pain in EPD, admitted to a Psycho-Geriatrics Unit (PGU), and to determine the predictors both of pain and of its undertreatment. METHODS EPD, aged >65 years, were included in this cross-sectional study. Demographic data, dementia type, analgesic drugs (prescribed before the admission) were recorded. The instruments/tools used were: the Pain Assessment in Advanced Dementia (PAIN-AD), the Clinical Dementia Rating (CDR), the Cumulative Illness Rating Scale Geriatric (CIRS-G), the Barthel Index (BI), the Zarit Burden Interview (ZBI), the Braden Scale and the Downton Scale. The Pain Management Index (PMI) was used to analyze the adequacy of pain treatment. RESULTS 125 EPD were included: 64% women; mean-age 78.27+8.0 years; 54.4% had dementia syndromes and 24.8% Alzheimer's disease; 64.8% had moderate to severe dementia (CDR). Dependency was moderate to total (64.80%); the pressure ulcer risk was mild to moderate (65.6%) and the fall risk was serious/very serious (74.4%); caregiver overload existed in 74.40%.Pain was present in 52.8% of EPD, and was moderate to severe in 36.8%. Only 1.6% had opioids prescribed. Undertreatment existed in 36.8% of EPD. In the multiple linear regression, pain (PAIN-AD) predictors were: absence of analgesia (β=0.891, p<0.001); IB (β=-0104, p=0.032) and ZBI (β=0.096, p=0.049). In the multivariate logistic regression, undertreatment of pain (PMI) predictors were: female sex (OR=3.78, p=0.008); any problems affecting the upper gastrointestinal tract (OR=2.87, p=0.04) and kidney (OR=1.18, p=0.014); moderate to very serious problems affecting the musculoskeletal system and tegument (OR=4.29, p=0.002); existence of caregiver overload (OR=3.02, p=0.048). CONCLUSION In this study, despite the pain prevalence of almost 53%, more than 3 out of 10 EPD are undertreated with analgesics drugs. There is a need of improvement in the knowledge on pain assessment in this vulnerable population, in order to prescribe the most appropriate pain treatment; by doing so we will be fighting against the avoidable suffering of these EPD.
Description: Dissertação de Mestrado em Geriatria apresentada à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82434
Rights: closedAccess
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