Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82410
Title: Barreiras à Adesão ao Rastreio da Retinopatia Diabética nos Cuidados Primários de Saúde
Other Titles: Barriers to Compliance to Diabetic Retinopathy Screening in Primary Health Care
Authors: Domingues, Joana Cristina 
Orientador: Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Keywords: Retinopatia diabética; Rastreio; Adesão; Cuidados de saúde primários; Diabetic retinopathy; Screening; Compliance; Primary health care
Issue Date: 15-Jun-2018
Serial title, monograph or event: Barreiras à Adesão ao Rastreio da Retinopatia Diabética nos Cuidados Primários de Saúde
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A Retinopatia Diabética (RD) é a complicação microvascular mais comum da diabetes e, embora passível de ser rastreada eficazmente a nível dos cuidados de saúde primários, a taxa de adesão ao rastreio é baixa. Há inúmeros fatores descritos que poderão influenciar a adesão, tendo este estudo os objetivos de perceber quais as principais barreiras e os fatores relacionados com a adesão ao rastreio da RD em Portugal na perspetiva da pessoa com diabetes.Métodos: Estudo observacional transversal e multicêntrico. Amostra de conveniência, estratificada por idade e sexo, composta por pessoas com Diabetes mellitus tipo 2 (DMT2) seguidas em 3 Unidades de Saúde Familiar (USF) de 3 Administrações Regionais de Saúde (ARS) diferentes, que responderam a um questionário constituído por avaliação sociodemográfica, perguntas diretas de avaliação de conhecimentos (sobre as complicações da diabetes, RD e programa de rastreio) e aferição da realização anterior do rastreio, escala validada adaptada de crenças de saúde sobre a RD, escala validada multidimensional de locus de controlo da saúde e uma questão aberta para apurar outras barreiras não indagadas. Foi feita análise estatística descritiva da amostra e inferencial para relacionar as barreiras, a adesão ao rastreio e as restantes variáveis em estudo.Resultados: Amostra de 95 pessoas constituída por 69,5% de indivíduos que já realizaram o rastreio, sendo que 65,3% o fizeram há menos de 2 anos. A adesão ao rastreio associou-se significativamente a menor perceção de barreiras ao rastreio (p=0,002), a maior número de anos desde o diagnóstico da diabetes (p<0,001), ao conhecimento da existência do rastreio (p<0,001), de como e porque é feito (p<0,001) e a já ter sido recomendada a sua realização (p<0,001). Seis barreiras apresentaram relação significativa com a adesão ao rastreio, havendo influência do rendimento mensal (p=0,043) e do distrito de residência (p<0,001) na seleção das mesmas. Discussão e conclusão: As barreiras à adesão ao rastreio apuradas como significativas foram barreiras psicológicas (desconforto ao pensar na RD), receios (medo do rastreio e dor que este possa causar), barreiras de acessibilidade (custos e dificuldades no acesso ao local de realização do rastreio) e variações de crenças regionais. A menor perceção das barreiras, ter mais anos de diagnóstico de diabetes e ter um maior conhecimento sobre o rastreio são fatores associados à adesão. Concluímos que este tema deve ser aprofundado em amostras maiores. Fatores modificáveis, como a informação transmitida ao doente e a variabilidade regional, poderão ser alvo de intervenção.
Introduction: Diabetic Retinopathy (DR) is the commonest microvascular complication of diabetes, and although it can be effectively screened at a primary health care level, the adherence rates are extremely low. There are numerous factors described on the literature that can influence adherence to this screening, and the aim of this study is to assess the major barriers and factors related to adherence to the DR screening among the Portuguese population. Methods: Cross-sectional observational study. Sample of people with type 2 diabetes, recruited on three different family health care units, stratified according age and sex. Data collected through a survey that included a sociodemographic evaluation and ascertained whether the screening was ever performed and if it was done so in the past 2 years. It also included an evaluation of knowledge on diabetes complications, DR and the screening program, an health beliefs model scale about DR, a multidimensional health locus of control scale and an open answer question to assess other barriers not included on the survey. Descriptive statistical analysis of the sample and inferential analysis were made to correlate adherence to screening with barriers and other variables.Results: Among 95 patients, 69.5% had already been screened, and 65.3% did so in the past 2 years. The study showed a statistically significant correlation between adherence to screening and a lower “perceived barriers” (p=0.002), higher number of years since diagnosis of diabetes (p<0.001), knowledge of screening (p <0.001), how and why it is done (p <0.001) and if has already been recommended (p <0.001). Six different barriers were correlated with adherence to screening, with a significant influence of the monthly income (p = 0.043) and the district of residence (p <0.001) on those barriers.Discussion and conclusion: Significant barriers to adherence to DR screening assessed were psychological barriers (discomfort when thinking about DR), fears (fear of the screening and pain that it might cause), accessibility barriers (costs and difficulties in accessing screening locations) and variations in regional beliefs. Lower “perceived barriers”, higher number of years since the diagnosis of diabetes and greater knowledge about the screening are predicting factors of adherence. We conclude that this subject should be better studied in larger samples. Modifiable factors, such as information transmitted to the patient and regional variability, should be addressed.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82410
Rights: embargoedAccess
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