Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/81842
Title: Alimentação no segundo ano de vida: hábitos, erros e o papel do Médico de Família.
Other Titles: Feeding in the second year of life: habits, mistakes and the roole of the family doctor
Authors: Lourenço, Cristiane Costa 
Orientador: Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Silva, José Manuel Monteiro Carvalho
Keywords: alimentação; obesidade infantil; idade pré-escolar; segundo ano de vida; médico de família; feeding; chilldhood obesity; preshool age; second year of life; family doctor
Issue Date: 6-Jun-2017
Serial title, monograph or event: Alimentação no segundo ano de vida: hábitos, erros e o papel do Médico de Família.
Place of publication or event: FMUC
Abstract: Introdução: A obesidade Infantil é um problema de extrema importância uma vez queconstitui um grande factor de risco para o desenvolvimento de doenças crónicas que dominamas causas de mortalidade e que têm surgido em idades cada vez mais precoces. Segundo aSociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) o segundo ano de vida é um período muito sensívele de estimulação, que acarreta influências para toda a vida adulta uma vez que o padrãoalimentar futuro é estabelecido nesta altura.Objectivos: Caracterizar os hábitos alimentares de crianças no segundo ano de vida, ainfluência da alimentação dos pais nesta e o papel do Médico de Família (MF) noaconselhamento alimentar.Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal através de umquestionário aplicado aos pais de crianças no segundo ano de vida, em Unidades de SaúdeFamiliar (USF) e Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) da Região Centro.Os dados foram analisados recorrendo ao SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences),software for windows, versão 22.0.Resultados: As crianças incluídas na amostra foram descritas, pelos pais, como estandodentro do peso normal para a idade. O tempo médio de amamentação da amostra foi de4,7±5,0 meses e apenas 29,4% das crianças continuavam a ser amamentadas. A alimentaçãocomplementar teve início, em média, aos 5,3±1,43 meses e 97,1% das crianças estavamintegradas na alimentação familiar. A frequência do consumo de fruta e vegetais foi namaioria das crianças de 2-3 porções diárias, destacando-se 13,2% sem consumo frequente. Oconsumo de frituras era nulo em 57,4% e os alimentos de alto valor energético e açucaradoapresentaram um baixo consumo. Foram encontradas correlações entre a alimentação dos paise dos filhos em diversas variáveis estudadas. Perante a recusa de um determinado alimentopelos filhos, apenas 7,4% dos pais insistia na aceitação por mais de 6 tentativas. O aconselhamento com o MF é valorizado e existiu aconselhamento em todas as atitudesquestionadas pela maioria dos pais. Foi encontrada relação entre o aconselhamento aos paisdo MF e a idade de início da AC das crianças.Discussão e Conclusão: Verificou-se atitudes fortemente relacionadas com o aumento dorisco de obesidade (curto período de aleitamento materno, início da ACprecocemente/tardiamente, baixo consumo de fruta e vegetais e incremento da oferta proteica)apesar do baixo consumo de alimentos altamente energéticos. Verificaram-se váriasassociações entre a alimentação dos pais e dos filhos e verificou-se que o MF parece terimpacto e importância para os pais. No final do segundo ano de vida parece ficar definido opadrão alimentar futuro e as crianças começam a demonstrar relutância para provar novosalimentos (neofobia), dessa forma o MF tem uma oportunidade de ouro de intervenção naalimentação infantil, assim como uma oportunidade de modelar a alimentação dos pais faceao que será mais saudável para os filhos. Estudos futuros no âmbito da alimentação eintegração familiar são necessários bem como o desenvolvimento de recomendaçõesnacionais para o aconselhamento alimentar nesta fase.
Background: Childhood obesity is an extremely important problem since it constitutes amajor risk factor for the development of chronic diseases that dominate the causes ofmortality and which have appeared at an earlier age. According to the Sociedade Portuguesade Pediatria (SPP), the second year of life is a very sensitive period of stimulation thatinfluences the adult life since the future food pattern is established at this period.Purpose: To characterize the eating habits of children in the second year of life, the influenceof parents' eating habits and the role of the family doctor in food counseling.Methods: A cross-sectional observational study was conducted through a questionnaireapplied to the parents of children in the second year of life, in Family Health Units andPersonalized Health Care Units of the Central Region. The data were analyzed using theSPSS® (Statistical Package for the Social Sciences), software for windows, version 22.0.Results: The children included in the sample were described by the parents as being withinnormal weight for age. The mean time of breastfeeding of the sample was 4,7±50 months andonly 29,4% of the children continued to be breastfed. Complementary feeding began onaverage at 5,3±1,43 months and 97.1% of the children were integrated into the family diet.The frequency of fruit and vegetable consumption was in the majority of the children of 2-3servings daily, standing out 13,2% without daily consumption of vegetables. Theconsumption of fried foods was absent in 57,4% and foods with high dose of energy andsugars were low consumption. Correlations were found between the diet of parents and theirchildren in several variables studied. With the refusal of a given food by the children, only7.4% of the parents insisted on acceptance for more than 6 attempts. Counseling with familydoctor is valued and counseling existed in all attitudes questioned by most of the parents. Itwas found a relationship between counseling to the family doctor's parents and the age ofbeginning the complementary feeding of the children.Discussion and Conclusion: Attitudes strongly related to the increased risk of obesity (shortbreastfeeding period, beginning of complementary feeding early / late, low fruit and vegetableintake and increased protein supply) were observed despite the low consumption of highenergy foods. There were several associations between the feeding of the parents and thechildren and it was verified that the family doctor seems to have an impact and importance forthe parents. At the end of the second year of life the future food pattern seems to be set andchildren begin to reluctantly try new foods (neophobia), so the family doctor has a goldenopportunity to intervene in infant feeding, but also an opportunity to model the parents'nutrition in the face of what will be healthier for the children. Future studies in food andfamily integration are needed as well as the development of national recommendations forfood counseling at this stage.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/81842
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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