Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79409
Title: Tratamento médico da hipertensão intracraniana
Authors: Matos, Daniela Pereira de 
Orientador: Barbosa, Marcos
Keywords: Hipertensão intracraniana; Terapêutica
Issue Date: Mar-2013
Abstract: O tratamento médico da hipertensão intracraniana tem evoluído de uma forma discreta ao longo do tempo, o que levanta várias questões como: Porque é que não existem novos tratamentos? Porque é que existe tanta incerteza acerca dos tratamentos existentes? Numa tentativa de melhor perceber esta problemática e tentar encontrar resposta a estas questões, o objetivo deste trabalho foi o de rever de uma forma sumária a fisiopatologia, causas de hipertensão intracraniana, clínica e tipos de monitorização para um melhor entendimento das atuais opções de tratamento médico. Materiais e Métodos: Para a revisão da literatura efetuada neste trabalho pesquisaram-se artigos científicos, na base de dados PubMed, relacionados com o tratamento médico da hipertensão intracraniana. Os critérios de pesquisa e de inclusão de estudos incluíram preferencialmente os artigos de revisão publicados nos últimos 5 anos, com exceção de alguns artigos mais antigos de forma a permitir uma melhor compreensão do tema. Selecionaram-se preferencialmente os artigos que, sendo mais recentes e que melhor se adequavam ao objetivo deste trabalho, apresentavam maior número de citações, tendo também em conta o fator de impacto da revista em que foram publicados. Foi também consultado um livro da especialidade de neurocirurgia sobre o tema. Resultados: Selecionou-se um total de 26 artigos para a revisão efetuada, a maioria dos quais são estudos retrospetivos, 4 meta-análises e 1 estudo prospetivo. Conclusões: Com este trabalho concluiu-se que, apesar de alguma controvérsia, a monitorização da PIC é um importante auxílio no tratamento da HIC, principalmente se efetuada por métodos invasivos como os dispositivos intraventriculares, que permitem uma avaliação mais exata do valor da PIC. A neuroimagiologia permite avaliar as lesões com indicação cirúrgica. Na ausência de evidência de indicação para cirurgia recorre-se ao tratamento médico. Existem várias medidas a ser consideradas na abordagem ao doente com HIC como a elevação da cabeceira, sedação e analgesia, prevenção da febre e convulsões, que, se devidamente controladas, podem influenciar de uma forma positiva a evolução do quadro clínico. Atualmente, apesar da preferência histórica de longa data de iniciar o tratamento médico farmacológico com manitol, existe uma tendência crescente que primazia a terapêutica com soluções salinas hipertónicas. A informação disponível na literatura ainda é limitada mas sabe-se que estas soluções apresentam menos efeitos secundários, igual ou superior eficácia na redução da pressão intracraniana e um melhor prognóstico neurológico a curto-prazo. Nos casos de patologia refratária, indica-se o recurso a coma barbitúrico ou hipotermia numa tentativa de controlar a PIC.
Background: The medical management of Intracranial Hypertension has evolved very little since its first discovery, which makes us wonder why there isn’t other available treatment options and why so much doubts about the actual known treatment remain. Making an attempt to better understand the available medical management options and to try to answer the questions above, it was made a review about the state of art relating to physiology, pathophysiology, causes, clinical course and monitoring of PIC. Materials and Methods: A PubMed search was performed to locate the papers pertaining to medical management of HIC. The search was narrowed to locate preferably only those reviews articles published in the last 5 years, with some exceptions of older articles to allow a better understanding of the subject-matter. The number of citations of the articles and the impact factor of the journal were also considered. It was also consulted a neurosurgery’s book on the object. Results: A total of 26 articles were selected for review, mostly retrospective studies, 4 meta-analysis and 1 prospective studies. Conclusions: It was concluded that, despite some controversy, ICP monitoring is an important aid in ICH’s treatment, especially if performed by invasive methods such as intraventricular devices, which allow a more accurate assessment of ICP. Neuroimaging helps to determine which cases are indicated for surgery. In the absence of evidence indicating surgery it is indicated medical treatment. There are several measures that must be considered in the approach to the patient with ICH as elevating the head, sedation and analgesia, prevention of fever and convulsions, which, if properly controlled, can influence the clinical course in a positive fashion. Nowadays, besides the long time preference for using manitol on the medical management of raised intracranial pressure, the data presented suggests a new tendency to use saline hypertonic solutions not only because of their equal or superior effectiveness with fewer adverse effects but also because of their related better short-term neurological outcome. The available data comparing manitol and saline hypertonic solutions is still limited and more studies are needed to a better understanding of the implications of the growing use of saline hypertonic solutions. In refractory cases it is indicated the use of barbiturates and hypothermia.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Neurocirurgia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79409
Rights: openAccess
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