Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79360
Title: Utilização de psicoestimulantes por estudantes de medicina
Authors: Cardoso, Ana Rita Pedroso Azenha 
Orientador: Relvas, João
Gomes, Francisco Allen
Keywords: Estudantes de medicina; Estimulantes do sistema nervoso central; Simpaticomiméticos de acção central; consumo
Issue Date: 2010
Abstract: Introdução: Evidências recentes sugerem que, cada vez mais, estudantes saudáveis estão a utilizar psicoestimulantes com fins não médicos, para aumentar a concentração, períodos de vigília e performance académica. As potenciais repercussões na saúde da população e impacto socioeconómico levam questões interessantes que nos propusemos a explorar. Objectivos: Analisar as características de consumo de psicoestimulantes com vista a aumentar performance académica, nos estudantes de Medicina. Correlacionar os dados encontrados com o ano frequentado, género e sucesso académico. Metodologia: Os dados foram recolhidos através de um inquérito não identificado com 17 questões e os resultados obtidos foram tratados através do programa SPSS para Windows versão 17.0. Resultados: A maior representação foi de: solteiros; sexo feminino; distrito de Coimbra; 1º ano. 98% teve apoio dos pais no ingresso no curso, 68% não vive com os pais, e destes, 49,5% vivem em casa/apartamento próprio. A média de idades dos alunos do 1º ano é de 18,26 (σ = 1,579) e do 6º ano 23,58 (σ = 1,878) e a média das idades de ingresso dos alunos no 1º ano (17,82 anos, σ = 0,515) é mais baixa que a dos do 6º (18,06 anos, σ = 1,382). 94% expressam satisfação com o curso e 57%, avalia o seu desempenho como positivo. 29,9% admitiu algum consumo na vida, que se refere, na quase totalidade, a fármacos de venda livre. Não existem associações significativas entre o consumo e a satisfação com o curso/avaliação de desempenho, apesar de 60,9% relatarem ter tirado benefícios da utilização. 60,9% dos que relataram consumo, fizeram-no antes da entrada na universidade. 78,2% fazem-no com um carácter esporádico. A maioria (55,2%) inicia o consumo uma semana antes da prova. 4,5% sente falta do fármaco após a suspensão e 10,3% relata subsequente cansaço e incapacidade para realizar esforços. 43,7% utilizou os fármacos por prescrição médica e 35,7% por iniciativa própria. Conclusões: A amostra apresenta um perfil de ‘uso na vida’ inferior ao de outros estudos realizados neste âmbito e não houve relato de utilização de simpaticomiméticos de acção central. O consumo não melhorou o rendimento académico, mas apesar disso, uma fracção importante de estudantes recorre ao consumo sistemático, e um número elevado apresenta efeitos de privação quando os suspendem (provavelmente corresponde a uma população mais vulnerável para consumos futuros menos inocentes). O acesso por prescrição médica permite controlar os consumos, pelo que as restrições à prescrição de simpaticomiméticos de acção central são importantes
Background: Emerging evidence suggests that the nonmedical use of stimulants, to improve concentration, awareness and academic performance, by healthy students is rising. This study aims to a better understanding of the subject since it has repercussions in populations’ health and socioeconomic impact. Objectives: To examine the characteristics and prevalence of nonmedical use of stimulants among medicine students. Correlate the data found with gender, frequented year and academic success. Methods: The study used an anonymous survey, and the results were analyzed using the SPSS Windows 17.0. Results: In our sample there was a predominance of singles, females, from Coimbra, and first year students. 98% had their parents’ support when applying to the university, 68% does not live with their parent, and 72,3% of these live in their own house or apartment. The average age of first year students is 18,26 (σ = 1,579), and 23,58 (σ = 1,878) for the sixth year students. The average age of ingress in college of first year students (17,82; σ = 0,515) is lower than the sixth year students’ (18,06; σ = 1,382). 94% are satisfied with the course, and 57% consider their performance as positive. 29,9% has used some form of medication with this purpose, and almost all medication reported were multivitamins. There is no relevant statistic association between ‘use’ and satisfaction with the course/performance, however 60,9% say they benefited from using. 60,9% used prior to college, 78,2% use sporadically and most (55,2%) starts using a week before the test. 4,5% misses the medication after suspension and 10,3% report subsequent tiredness and inability to do efforts. 43,7% obtained the drug through medical prescription, and 35,7% from own initiative. Conclusion: Our sample presents a ‘prevalence in life’ lower than other studies about this subject, and there was no reported use of prescription amphetamines. The use did not improve the academic performance, but despite this, a relevant part of the sample uses these drugs systematically, and some show deprivation effects when they stop. The access through medical prescription allows to control the use, and the restrictions applied to prescription amphetamines are important.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Psiquiatria, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79360
Rights: openAccess
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