Title: O efeito da temperatura e humidade relativa nas variáveis fisiológicas do ciclista
Authors: Afonso, José Miguel Santos 
Orientador: Santos, Amândio Manuel Cupido dos
Keywords: Ciclismo;Fisiologia;Variáveis fisiológicas
Issue Date: 2017
Abstract: O ciclismo tem vindo a sofrer uma internacionalização, levando a que os ciclistas, numa questão de dias, passem de um clima mediterrâneo para um clima tropical, sendo este o exemplo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, onde ciclistas que tinham acabado o Tour de France estariam a competir no Rio de Janeiro após 14 dias. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi a comparação entre variáveis fisiológicas relacionadas com a performance no ciclismo, como o ritmo cardíaco, lactato, ventilação, consumo de oxigénio, eficiência de pedalada, variabilidade da frequência cardíaca, pressão arterial, massa corporal, massa gorda e limiar anaeróbio, verificando se existem diferenças entre um ambiente laboratorial standard (21ºC e 60% humidade relativa) e um ambiente laboratorial que simule a temperatura e humidade previstas para os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 (34ºC e 55% humidade relativa). Neste estudo participaram 16 atletas masculinos das categorias de XCM e estrada com idades compreendidas entre os 18 e os 43 anos. Foi efetuado um teste de consumo máximo de oxigénio e limiar anaeróbio de lactato, a 21ºC e 60% humidade relativa. Os dois seguintes testes consistiam nos ciclistas pedalarem a uma intensidade correspondente a 2 mmol/L, calculado no teste de VO2máx e limiar anaeróbio de lactato, em condições de 21ºC e 60% de humidade relativa e 34ºC com 55% de humidade relativa. O teste terminaria quando o atleta não reunisse condições para continuar. Dos 16 ciclistas analisados, 16 terminaram o teste a uma temperatura de 21ºC e 60% de humidade relativa, já no teste à temperatura de 34ºC e 55% de humidade relativa, apenas 10 atletas terminaram sendo que 6 dos mesmos não reuniram condições que lhes permitisse acabar o teste, 1 atleta terminou o teste no patamar de 30 minutos e os restantes 5 terminaram no patamar de 45 minutos. Foram analisadas as variáveis ritmo cardíaco, lactato, ventilação, consumo de oxigénio, eficiência de esforço, variabilidade da frequência cardíaca, pressão arterial, massa corporal, massa gorda e limiar anaeróbio nos dois testes. Conclusões: Existem diferenças significativas (p≤0.05) entre o teste de 21ºC e 60% de humidade relativa e o de 34ºC e 55% de humidade relativa no ritmo cardíaco (sendo os valores de 154,50±11,42 bpm e 175,89 ± 9,40 respetivamente), na variabilidade da frequência cardíaca demonstrando uma maior ativação do sistema nervoso simpático e parassimpático após o teste de 34ºC e 55% de humidade relativa, na ventilação (diferença de 19 l/min ano último patamar entre os dois testes), no consumo de oxigénio (com diferença de ±5 ml.kg-1.min-1), na eficiência de esforço (despendendo mais energia a 34ºC e 55% de humidade relativa) e na pressão arterial (com 47,5% dos atletas a atingirem 300 mmHg de pressão arterial sistólica). Dadas estas diferenças, podemos observar que as alterações do ponto de vista fisiológico são de grande importância, fazendo com que as avaliações dos atletas nas condições adversas seriam prudentes, aumentando assim a performance dos mesmos. The internationalization of cycling is leading cyclists, in a matter of days, to move from a Mediterranean climate to a tropical climate. This is the example of the Olympic Games in Rio de Janeiro in 2016, where cyclists who had finished the Tour de France would be competing in Rio de Janeiro after 14 days. Therefore, the objective of the present study was to compare physiological variables related to cycling performance, such as heart rate, lactate, ventilation, VO2, efford efficiency, heart rate variability, blood pressure, body mass, fat mass and anaerobic threshold, checking for differences between a standard laboratory environment (21ºC and 60% relative humidity) and a laboratory environment simulating the temperature and humidity predicted for the Tokyo 2020 Olympic Games (34ºC and 55% relative humidity). In this study participated 16 male athletes from the XCM and road categories aged from18 to 43. Was performed, a VO2máx and anaerobic lactate threshold test at 21ºC and 60% relative humidity. The two following tests consisted in cycling at an intensity corresponding to 2mmol/L, calculated in the VO2máx and anaerobic lactate threshold, under conditions of 21ºC and 60% relative humidity and 34ºC with 55% relative humidity. The tests would end when the athlete was unable to continue. Of the 16 cyclists in the test, the 16 finished the test at a temperature of 21ºC and 60% relative humidity, 6 of them did not finish meeting the conditions that would allow them to finish the test, with 1 athlete finished the test at the 30-minute level and the remaining 5 finished at the 45-minute level. The variables heart rate, lactate, ventilation, VO2r, effort efficiency, heart rate variability, blood pressure, body mass, body fat mass and anaerobic threshold were analyzed in both tests. Conclusions: There were significant differences (p ≤0.05) between the test of 21ºC and 60% relative humidity and that of 34ºC and 55% relative humidity in the heart rhythm (154,50 ± 11,42 bpm at 21ºC and 60% relative humidity and 175,89 ± 9.40 at 34ºC and 55% relative humidity) in the Heart Rate Variability demonstrating a greater activation of the sympathetic and parasympathetic nervous system after the test of 34ºC and 55% relative humidity, in ventilation (difference of 19 L/ min last level between the two tests) , oxygen consumption (with a difference of ± 5 ml.kg-1.min-1), exercise efficiency (expending more energy at 34ºC and 55% RH) and blood pressure (with 47.5% of athletes reaching 300 mmHg of arterial blood pressure). Given these differences, we can observe that the changes from the physiological point of view are of great importance, making the evaluations of the athletes in the adverse conditions cautious, increasing their performance.
Description: Dissertação de mestrado em Biocinética, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47501
Rights: openAccess
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