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Title: Hipertensão arterial e envelhecimento
Authors: Silva, Inês Vaz 
Orientador: Veríssimo, Manuel Teixeira Marques
Keywords: Hipertensão; Envelhecimento; Idoso
Issue Date: Mar-2014
Abstract: Introdução: À medida que a população mundial envelhece, os problemas de saúde multiplicam-se. A hipertensão arterial é das patologias mais comuns no idoso, afetando aproximadamente mil milhões de indivíduos. Esta patologia poderia ser considerada como parte integrante das alterações relacionadas com o envelhecimento. A pressão arterial elevada é um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares e está associada ao aumento da incidência de diversas patologias. Vários agentes anti- -hipertensores provaram ser úteis no controlo da hipertensão arterial na população geriátrica, reduzindo significativamente as complicações cardiovasculares. No entanto, existe uma elevada percentagem de indivíduos hipertensos não controlados, refletindo a necessidade de abordagens mais completas e melhoraria na prestação de cuidados. É fundamental encontrar intervenções que potenciem a adesão às modificações do estilo de vida e medicação anti-hipertensiva. Objetivos: Com este trabalho pretende-se fazer uma revisão da informação atual da literatura sobre hipertensão arterial e a sua relação com o envelhecimento, abordando a epidemiologia, fisiopatologia, lesão de órgão-alvo, diagnóstico e terapêutica e as suas particularidades no doente idoso. Desenvolvimento: Para a revisão do tema “Hipertensão arterial e envelhecimento”, procedeu-se à consulta de livros na área científica de Medicina Interna e à pesquisa de artigos, através da PubMed, usando as palavras-chave: “Arterial Hypertension”, “Elderly”, “Aging”, “Pathophysiology”, “Target-Organ Damage”, “Diagnosis”, “Treatment”. Nesta revisão foi incluída a informação colhida de um total de 45 artigos, que foram selecionados de acordo com a pertinência do título, resumo, ano de publicação e idioma. Conclusão: A hipertensão arterial no idoso é um problema major. O maior impacto económico, social e na saúde relativo à hipertensão arterial deriva da sua incidência nos idosos. A elevação da pressão arterial com a idade resulta do envelhecimento do sistema cardiovascular. Em particular, o aumento da rigidez arterial é responsável pelo padrão característico de hipertensão sistólica isolada e está relacionado com o desenvolvimento de lesões noutros órgãos. O compromisso autonómico, disfunção endotelial e declínio da função renal também favorecem o desenvolvimento de hipertensão arterial. Assim, esta patologia é comum no idoso e constitui um fator de risco cardiovascular importante, estando associada ao aumento de acidentes vasculares cerebrais e enfarte do miocárdio, entre outras lesões de órgão-alvo. A medição da pressão arterial nos idosos exige cuidados reforçados e a deteção de pseudohipertensão, hipertensão mascarada e hipotensão postural. A terapêutica anti-hipertensiva nos idosos é segura, bem tolerada e eficaz. As alterações no estilo de vida devem ser sempre preconizadas e a terapêutica farmacológica deve ser considerada em todos os hipertensos independentemente da idade. A maioria dos fármacos anti-hipertensores pode ser usada como tratamento de primeira linha. Sempre que possível, deve-se iniciar o tratamento farmacológico em monoterapia. A terapêutica combinada permite um controlo mais rápido e eficaz e as combinações fixas podem contribuir para a adesão ao tratamento. Os objetivos e a decisão terapêutica devem ser adaptados a cada doente, com especial atenção às patologias concomitantes. Vários fatores podem contribuir para uma fraca adesão à terapêutica. A abordagem desta patologia deve focar-se numa intervenção precoce de forma a prevenir o envelhecimento vascular e lesão arterial irreversível.
Introduction: As the world population ages, health issues multiply. Hypertension is one of the most common health problems in the older adults and affects approximately one billion individuals worldwide. This condition could be considered as part of the changes associated with aging. High blood pressure is a modifiable risk factor for cardiovascular disease and is associated with increased incidence of multiple complications. Several antihypertensive agents have proved to be useful in the control of hypertension in the elderly population, leading to a significant reduction of cardiovascular events. However, there is a high percentage of hypertensive patients with uncontrolled blood pressure levels, reflecting the need for more agressive approaches as well as improvements in the care delivery system. It is essential to develope interventions that increase adherence to lifestyle modification and antihypertensive medication. Objectives: With this article I intend to do a review of the data scattered in the literature on hypertension and aging, addressing the epidemiology, pathophysiology, target-organ damage, diagnosis and therapy and its particular features in the elderly. Development: To carry out this article, I consulted Internal Medicine books and researched articles in PubMed, using the terms: "Arterial Hypertension", "Elderly", "Aging", "Pathophysiology", "Target Organ Damage”, "Diagnosis” and "Treatment”. This review includes information collected from 45 articles, which were selected according to the relevance of the title, abstract and year of publication. Conclusion: Hypertension in the elderly is a major health problem. The largest economic, social and health impact of hypertension relies on its incidence in the elderly. The increase of blood pressure with age is a consequence of the cardiovascular system aging. Arterial stiffness is responsible for the common pattern of isolated systolic hypertension and is associated with the development of lesions in other organs. The autonomic impairment, endothelial dysfunction and renal function decline also favor the development of hypertension. Thus, this condition is common in the elderly and is an important cardiovascular risk factor, and it is associated with the increase in stroke and myocardial infarction rate, among other target organ damages. The measurement of blood pressure in older people requires extra care and attention to detect pseudohypertension, masked hypertension and postural hypotension. The antihypertensive therapy in the elderly is safe, well tolerated, and effective. Lifestyle modifications should always be recommended and drug therapy should be considered in all patients with hypertension regardless of age. Most antihypertensive drugs can be used as first-line treatment. Whenever possible, drug therapy should be iniciated as monotherapy. Combination therapy allows a more rapid and effective control of blood pressure and fixed combinations may improve treatment adherence. The goals and therapeutic decisions should be tailored to each patient, with special attention to concomitant health issues. Several factors may contribute to poor adherence to the therapy. The approach of hypertension should focus on an early intervention to prevent vascular aging and irreversible arterial injury.
URI: http://hdl.handle.net/10316/31964
Rights: openAccess
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