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Title: A sombra como matéria: projeção e projeto
Authors: Rucq, Marcela Inés 
Orientador: Craveiro, Maria de Lurdes
Issue Date: 2-Feb-2014
Citation: RUCQ, Marcela Inés - A sombra como matéria : projeção e projeto. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/31630
Abstract: O reconhecimento do mundo dos objetos depende da experiência prévia do observador, dos estímulos recebidos pela estrutura orgânica e do processamento dessa informação dentro de uma determinada construção cultural (percepção subjetiva). No universo do quotidiano, o fenómeno das sombras proporciona ferramentas, mais ou menos eficientes, para que o cérebro identifique o espaço e a posição relativa dos objetos aí dispostos. Este processo ocorre como resultado do reconhecimento como função representativa vinculada à memória e, da mesma forma, da rememoração como função simbólica na apreensão do visível. Como o fenómeno da sombra se constrói como um “grande imitador” das formas, responde às necessidades perceptivas do cérebro humano, oferecendo-lhe um modelo da imagem do mundo em que pode confiar. No entanto, a percepção das sombras exige uma atenção explícita, tanto mais que apenas chamam a atenção quando violam alguma norma ou princípio do nosso universo perceptivo do quotidiano. Pela nossa incapacidade de as controlar, transformam-se em veículos eficientes de todo o tipo de imagens psicológicas. É, assim, o terreno de atuação de artistas plásticos, fotógrafos e cineastas, e onde se constrói o observador profissional que presta uma atenção constante e seletiva ao fenómeno, controlando-o e fazendo dele um recurso eficiente. A partir do momento em que seja colocado à disposição do universo de espectadores, estes podem então decidir se o resultado lhes agrada sem refletir acerca do seu cumprimento ou não com as leis da Física ou se se ajusta às normas da representação geométrica. Esta dissertação aborda duas questões fundamentais. Por um lado, a evolução do pensamento acerca da sombra e a sua utilização como recurso expressivo e narrativo em diferentes disciplinas artísticas, de acordo com o sentido epistemológico dos vários momentos históricos e, por outro, a viabilidade do seu tratamento como material, especialmente no campo do desenho arquitectónico. É nesta disciplina que, de facto, se opera a revisão do seu potencial como matéria projetável, para além da sua indiscutível capacidade gráfica, capaz de gerar verdadeira trama atmosférica, com objetos em sombra permanente, integrando vazios ativos, ou de converter-se em chave e estímulo compositivo, ancorandose, em suma, nas modalidades de utilização que outras disciplinas já tinham demonstrado como possíveis.
Recognizing the world of objects depends on the previous experience of every subject watcher which happens due to the, so called, « self organic equipment » and how this information is processed in the field of the cultutal construction this subject watcher belongs to. In our daily universe the existence of shadows -or the shadows phenomenon- brings us a certain kind of tools with which our minds can identify space and the relative position of the objects which inhabit it. Recognition is a representative function related to memory and remembering –or recalling- is a symbolic function which makes the visible aprehension possible. Due to the fact that shadows emerge as a main or even principal shapes replicant tool, they also fulfill the perception needs of our brains offering a reliable pattern of the world image. Despite the fact that they offer this reliable model they require our attention to be focused speciffically on them when talking about perception. It´s possible to say the same in other words : we pay attention to shadows when the rules of our perception are broken. Being so and due to the fact that they are not capable to be controlled, they have become the most efficient vehicle for psychological image. As it´s necessary a careful, constant and selective attention to control them it´s the field of plastic arts, film directors (cinema), and photographers the world which have emerged the professional subject watcher of shadows. It´s in a later stage or last step when this phenomenon is displayed and exposed to public obsevation. It´s then when –beyond physical laws or geometrical representationwe decide if we like or not the aesthetic resulting image. This work is about two main aspects. On the one hand we focus on the evolution of shadows thinking and the use of them as an expressive and narrative source by the different plastic arts according to their specific historical episteme. On the other hand we are about to ponder the possibility of treating shadows as a projectable material specially concernig to the field of architectural design. This specific concerning is due to shadows undoubtedly power –as projectable matterof generating atmosphera, objects under permanent shadows, active emptiness and their capacity to become key factor and compositive stimulus beyond their undeniable graphic capability as have already been proved possible by the extense range of disciplines working with them.
El reconocimiento del mundo de los objetos depende de la experiencia previa de cada observador, a través del estímulo recibido por su “equipo orgánico” y del procesamiento de esa información dentro de una determinada construcción cultural (percepción subjetiva). En nuestro universo cotidiano, el fenómeno de las sombras nos proporciona herramientas, más o menos eficientes, para que el cerebro identifique el espacio y la posición relativa de los objetos dispuestos en él. Esto ocurre como resultado del reconocimiento como función representativa vinculada a la memoria y de la rememoración como función simbólica, de aprehensión de lo visible. Como la sombra se erige en un “gran imitador” de formas, puede responder a las necesidades perceptivas del cerebro humano ofreciendo un modelo de imagen del mundo en el que confiar. Sin embargo, la percepción de las sombras nos exige una atención explícita, ya que, sólo llaman nuestra atención cuando violan alguna norma o principio de nuestro universo perceptivo cotidiano. Se han trasformado en eficientes vehículos de todo tipo de imágenes psicológicas por nuestra incapacidad de controlarlas. Es por lo tanto el mundo de artistas plásticos, fotógrafos y cineastas, el que se erige en observador profesional ya que debe prestar una atención constante y selectiva del fenómeno, para poder controlarlo y hacer un uso eficiente del recurso. Luego, será el momento de ponerlo a nuestra disposición, para que en el rol de espectadores, decidamos si el resultado nos agrada sin reflexionar sobre si cumple o no con las leyes de la física o si se ajusta a las normas de la representación geométrica. Este trabajo aborda dos cuestiones principales. Por un lado, la evolución del pensamiento acerca de la sombra y su uso como recurso expresivo y narrativo en diferentes disciplinas artísticas acorde a sus epistemes históricos y por otro, la viabilidad de su tratamiento como material, especialmente en el campo del diseño arquitectónico, disciplina donde revisa su potencial como materia proyectable, más allá de su indiscutible capacidad gráfica, capaz de generar verdaderas tramas atmosféricas, objetos en sombra permanente, vacíos activos y de convertirse en clave y estímulo compositivo, basándose en las modalidades de uso que las otras disciplinas ya demostraron como posibles.
Description: Tese de doutoramento em Letras, na área de História, na especialidade de História da Arte, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/31630
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:FLUC Secção de História - Teses de Doutoramento

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