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Title: Profilaxia da transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana
Authors: Rebelo, Óscar Renato Coutinho 
Orientador: Ramos, Maria Isabel Alves
Silvestre, António Abel Meliço
Keywords: Transmissão vertical de doença infecciosa; Prevenção e controlo; Terapia; HIV; Gravidez; Factores de risco
Issue Date: Mar-2010
Abstract: Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento no número relativo de mulheres infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana, comparativamente ao total de infectados do sexo masculino. Este facto tem como principal consequência o aumento do número de crianças infectadas por transmissão vertical, dado que mais de noventa por cento das crianças adquirem a infecção por esta via. A prevenção da transmissão mãe-filho representa, nos dias que correm, um dos maiores sucessos na luta contra a disseminação desta terrível epidemia. Desde 1994, altura em que foi realizado o primeiro ensaio clínico com zidovudina no âmbito da profilaxia da transmissão vertical, muitos avanços foram feitos. Actualmente, as taxas de transmissão podem ser reduzidas para valores inferiores a um ou dois por cento em muitos países. Tal é possível pela administração de terapêutica anti-retrovírica à grávida e ao recém-nascido, em associação com outras medidas preventivas, nomeadamente a cesariana electiva e a alimentação exclusiva com fórmula para lactentes. A prevenção primária da infecção em mulheres em idade reprodutiva, o diagnóstico precoce da seropositividade nas grávidas e a prevenção de gravidezes indesejadas em mulheres infectadas, assim como prestação de cuidados e seguimento adequado da mãe e do seu filho, são outros factores que contribuem para a diminuição das taxas de transmissão e mortalidade infantil, relacionadas com esta epidemia. No entanto, estas abordagens nem sempre são possíveis de incrementar nos países em vias de desenvolvimento, onde actualmente residem cerca de noventa por cento do total das crianças infectadas no Mundo. Os regimes anti-retrovíricos mais complexos e eficazes raramente se encontram disponíveis nestas regiões. Além disso, a alimentação exclusiva por fórmula não constitui uma opção viável pelos riscos acrescidos para a sobrevivência do recém-nascido, e a cesariana electiva também acarreta elevados riscos de complicações para a grávida. Regimes anti-retrovíricos mais simples, como os baseados na administração de nevirapina em duas tomas (nos períodos intraparto e pós-natal), têm permitido uma redução importante nas taxas de transmissão mãe-filho, principalmente se associados à amamentação materna exclusiva por um período de seis meses. Diversos estudos são ainda necessários e o desafio prende-se em encontrar regimes e intervenções mais viáveis e custo-efectivas nas diferentes áreas geográficas, de forma a alcançar taxas de transmissão materna que se aproximem, cada vez mais de zero, em qualquer local do Mundo.
In the last few years, the number of women newly-infected by the human immunodeficiency virus (HIV) has largely increased, in comparison with the total of newly-infected men. As a consequence, mother-to-child transmission of the virus has risen, so that more than ninety percent of pediatric HIV infections occur through vertical transmission and today, its prevention represents one of the biggest achievements in the fight against this terrible epidemic. Since 1994, when zidovudine was first used to prevent mother-to-child transmission, many other advances have followed. Today, transmission can be successfully reduced to rates below one or two percent, in many countries. Main preventive measures include the administration of antiretroviral drugs to the pregnant woman and her newborn, elective cesarean birth and exclusive formula feeding. The primary prevention of HIV infection in women of childbearing age, early HIV screening during pregnancy, prevention of unwanted pregnancies in HIV-infected women, and adequate healthcare and follow-up of mother and child, are also deemed to lower HIV-transmission and mortality rates. However, the application of these measures can be rather difficult in poorly-resourced countries, where ninety percent of the world’s HIV-infected children actually live. More complex and effective antiretroviral regimens are rarely available in these regions. In addition, exclusive formula feeding is not a feasible option since it blunts child survival, and elective cesarean section in these settings carries extra risks for the pregnant woman. Less complex antiretroviral regimens, like the two-dose nevirapine (intrapartum and postpartum) regimen, have allowed significant reduction of the rates of mother-to-child HIV-transmission, especially if associated with exclusive breastfeeding for six months. Further investigation is prompted, and the main challenge remains to find more feasible and cost-effective regimens and interventions for different scenarios, so that nearly-null vertical transmission rates can be achieved around the globe.
URI: http://hdl.handle.net/10316/31394
Rights: openAccess
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