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Title: Prova de esforço cardiopulmonar em doentes com terapêutica de ressincronização cardíaca: que parâmetros ergométricos valorizar?
Authors: Duarte, Tiago Miguel Isidoro 
Orientador: Gonçalves, Lino Manuel
Baptista, Rui Miguel Terenas Lança
Keywords: Terapia de ressincronização cardíaca; insuficiência cardíaca; prova de esforço cardiopulmonar; definição de responder; mortalidade; pico de VO2; VE/VCO2
Issue Date: 2015
Abstract: Introdução: Apesar da maioria dos doentes apresentar sucesso terapêutico à terapia de ressincronização cardíaca (TRC), 30 a 35% não respondem ao pacing. Não é consensual qual será o melhor critério para avaliar a resposta à TRC. A prova de esforço cardiopulmonar (PECP) permite uma apreciação objetiva da capacidade funcional e da resposta ventilatória, cardíaca e metabólica ao esforço. Objetivos: Descrever e caracterizar variáveis ergométricas obtidas na PECP numa população de doentes portadores de TRC, avaliar a associação entre essas variáveis após a implantação da TRC e as várias definições de resposta dos doentes à TRC e analisar a relação entre a resposta à TRC com a mortalidade e a realização de transplante cardíaco. Métodos: Setenta e nove doentes portadores de TRC submetidos a PECP após a implantação do dispositivo. Uma diminuição ≥1 classe funcional NYHA definiu os responders clínicos; um aumento ≥ 25% na FEVE definiu os responders ecocardiográficos. Foram avaliados parâmetros demográficos, electrocardiográficos, ecocardiográficos, clínicos pré e pós-TRC e ergométricos pós-TRC. Foi realizado um estudo estatístico para analisar a associação entre as variáveis pré e pós-TRC, estudando as suas diferenças de acordo com a resposta à terapia em estudo, bem como a sua capacidade como preditores de resposta à TRC. Resultados: Houve 65,6% de responders clínicos e 40,5% de responders ecocardiográficos. Observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre responders e não responders clínicos na tolerância ao exercício (pico de VO2 de 17,9 ± 5,1 mL.kg-1.min-1 versus 14,8 ± 5,0 mL.kg-1.min-1 (p=0,022); declive de VE/VCO2 de 23,7 ± 15,5 versus 36,1 ± 17,1 (p=0,009); pulso de O2 de 12,0 ± 3,3 versus 10,0 ± 3,3 (p=0,025)); observaram-se diferenças relevantes na taxa de mortalidade durante o seguimento entre os dois subgrupos (4,8% versus 18,2%, p=0,080). Verificou-se que a VE/VCO2 prediz melhor a resposta à TRC, independentemente dos critérios adotados na definição de resposta (0,754 (p=0,007) e 0,790 (p=0,001)). O pulso de O2 e o pico de VO2 apresentam áreas sobre as curvas ROC inferiores (0,726 e 0,740 versus 0,708 e 0,693, respetivamente). O VO2 basal apresentou-se como o melhor preditor de mortalidade (0,784 (p=0,025)). O pico de VO2 apresentou-se como o melhor preditor para transplante cardíaco (0,688 (p=0,030)). Conclusões: O pico de VO2 e o índice de eficiência respiratória VE/VCO2 estão intimamente associados à resposta clínica e ecocardiográfica à TRC, com valores mais favoráveis nos doentes com resposta à TRC.
Background: Although most of the patients treated with cardiac resynchronization therapy (CRT) respond to the therapy, 30 to 35% do not experience clinical improvement. The best criteria to evaluate response remain controversial. The cardiopulmonary exercise testing (CPX) allows an objective analysis of the functional, ventilator, cardiac and metabolic response during effort. Objectives: Analyze and characterize ergometric variables obtained during CPX in a population of patients with CRT, evaluate the association of those variables after CRT implantation with the definition of response and analyze the association between the response to CRT with mortality and heart transplant. Methods: Seventy nine patients with CRT who underwent CPX were studied. An improvement of ≥1 NYHA class defined clinical responders; a ≥25% improvement in left ventricular ejection fraction (LVEF) identified echocardiographic responders. We evaluated demographic, electrocardiographic, echocardiographic and clinical parameters before and after CTR implantation, as well as ergometric parameters after TRC implantation. It was made a statistical study to analyze the association between variables before and after TRC, studying their differences according to the response definitions and their ability to predict response to CRT. Results: There were 65,6% clinical responders and 40,5% echocardiographic responders. The differences observed in exercise tolerance between clinical responders and non responders were statistically significant (peak VO2 of 17,9 ± 5,1 mL.kg-1.min-1 versus 14,8 ± 5,0 mL.kg-1.min-1 (p=0,022); VE/VCO2 slope of 23,7 ± 15,5 versus 36,1 ± 17,1 (p=0,009); O2 pulse of 12,0 ± 3,3 versus 10,0 ± 3,3 (p=0,025)); there were observed important differences in mortality between both subgroups. (4,8% versus 18,2%, p=0,080). VE/VCO2 slope was the best to predict response to CRT, independently of the definition of response used (0,754 (p=0,007) e 0,790 (p=0,001)). O2 pulse and peak VO2 presented inferiors areas under the ROC curves (0,726 e 0,740 versus 0,708 e 0,693, respectively). Base VO2 was the best mortality predictor (0,784 (p=0,025)). Peak VO2 was the best predictor for the evaluation of patient’s need of heart transplant. (0,688 (p=0,030)). Conclusion: Peak VO2 and VE/VCO2 slope are inwardly associated with clinical and ecocardiographic response to CRT, with more favorable values on responders to CRT.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Cardiologia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/30688
Rights: openAccess
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UC - Dissertações de Mestrado

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