Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/27684
Title: O papel moderador da inteligência emocional na relação entre regulação emocional e bem-estar: um estudo com trabalhadores portugueses
Authors: Mendes, Ana Rita Cunha 
Orientador: Carvalho, Carla Maria Santos de
Keywords: Regulação emocional; Bem-estar; Inteligência emocional
Issue Date: 29-Sep-2014
Serial title, monograph or event: O papel moderador da inteligência emocional na relação entre regulação emocional e bem-estar: um estudo com trabalhadores portugueses
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: As emoções são consideradas um aspecto fundamental do comportamento humano, uma vez que influenciam o modo como actuamos e interagimos em diversas situações, incluindo no trabalho. Por este motivo, é relevante estudar de que forma os indivíduos gerem e regulam as suas emoções em contexto laboral, analisando e compreendendo os efeitos dessa gestão no seu comportamento e no dos outros com os quais interagem. A área de estudo que se refere aos processos pelos quais as pessoas influenciam as suas emoções denomina-se de regulação emocional.1 Com esta investigação pretendeu-se averiguar o impacto de diferentes estratégias de regulação emocional no bem-estar dos trabalhadores, analisando também o papel moderador da inteligência emocional nessa mesma relação. De modo a cumprir este objectivo, foram utilizadas as escalas Emotion Regulation Profile-Revised de Nelis, Quoidbach, Hansenne, e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press) – que avalia a regulação emocional; Medida de Inteligência emocional de Siqueira, Barbosa, e Alves (1999) – que avalia a inteligência emocional; e a Escala de Bem-Estar Subjectivo de Albuquerque e Tróccoli (2004), que mede o bem-estar. Estes instrumentos foram traduzidos e adaptados para a cultura portuguesa, tendo sido aplicados em formato de questionário online, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses.2 Tal como previsto, os resultados encontrados sugerem que as estratégias de down-regulation de emoções negativas e up-regulation de emoções positivas estão associadas a maiores níveis de bem-estar e que as competências de inteligência emocional estão também associadas a maiores níveis de bem-estar. Os resultados também evidenciam que quanto menores forem os níveis de motivação (competência de inteligência emocional) maior é o impacto que a não utilização de estratégias adaptativas de up-regulation terá no incremento da componente do bem-estar afecto negativo. Perante o estudo desenvolvido, reforça-se a visão de que as emoções têm um papel preponderante nas organizações, quer ao nível do comportamento dos que nelas trabalham, quer ao nível do seu bem-estar, sendo sugeridas intervenções organizacionais que optimizem as competências dos trabalhadores ao nível da avaliação, interpretação, regulação e gestão das suas emoções em diferentes situações requeridas pelo seu trabalho, por forma a potenciar os resultados desejados.
Emotions are a fundamental aspect of human behavior, since they influence how we act and interact in various situations, including at work. For this reason, it is relevant to study how individuals manage and set their emotions especially at work, by analyzing and understanding the effects of that management on their behavior and on the others with whom they interact. The field of study that refers to the processes by which people influence their emotions is called emotional regulation. With this research we sought to investigate the impact of different strategies of emotional regulation on the well-being of workers, also analyzing the moderating role of emotional intelligence within that relationship. In order to meet this goal, the following scales were used: Emotion Regulation Profile -Revised developed by Nelis, Quoidbach, Hansenne, and Mikolajczak (2011), adapted into a reduced version by Gondim et al. (in press) - that evaluates the emotional regulation; Measurement of Emotional Intelligence developed by Siqueira, Barbosa, and Alves (1999) - which assesses emotional intelligence; and the Subjective Well-Being Scale of Albuquerque and Tróccoli (2004), which measures well-being. These instruments were translated and adapted to the Portuguese culture, having been applied by online questionnaire, to a sample of 310 Portuguese workers.3 As expected, the results suggest that the strategies of down-regulation of negative emotions and up-regulation of positive emotions are associated with higher levels of well-being, and the competencies of emotional intelligence are related as well with higher levels of well-being. The results also show that the smaller the levels of motivation (emotional intelligence competence) higher will be the impact that the use of adaptive strategies of up-regulation will have on increasing the well-being component negative affect. This study reinforces the view that emotions have an important role in organizations, both in the behavior of those who work in them, both in terms of their well-being. Therefore, this study also suggests organizational interventions that optimize employees' skills in the evaluation, interpretation, regulation and management of their emotions in different situations required by their work so as to maximize the desired results.
Description: Dissertação de mestrado em Psicologia das Organizações e do Trabalho apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/27684
Rights: openAccess
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