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dc.contributor.advisorBandeirinha, José António-
dc.contributor.authorFernandes, Soraia-
dc.date.accessioned2013-09-24T09:35:42Z-
dc.date.available2013-09-24T09:35:42Z-
dc.date.issued2013-06-
dc.identifier.citationFernandes, Soraia Alexandre - O espaço entre em Maputo : escola comunitária Polana Caniço B. Coimbra, 2013por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/24071-
dc.descriptionDissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura, apresentada ao Departamento de Arquitectura da F. C. T. da Univ. de Coimbra.por
dc.description.abstractMuito para além de representar ideias, havia, em mim, curiosidade em compreender como se transportariam os desenhos, fruto dos nossos projetos, para o espaço real, em conhecer como seria o processo de materialização, em perceber a complexidade da profissão do arquiteto num contexto de contrastes, de recursos escassos e orçamentos limitados, em saber o que seria fazer arquitetura com e para as pessoas do lugar em questão, num exercício “quase que nos limites das possibilidades da arquitectura; ali onde as condições de vida não estivessem certamente formatadas pelo conforto europeu e onde a vigência social fosse aguda e obrigasse a um enorme e voluntário esforço de outra intervenção.”1 É importante “abandonar as questões do século XIX, centradas em volumes e linhas e abordar as problemáticas do século XXI, que respeitam às relações com a natureza, às novas formas inéditas e às emoções. Quero entender qual é, verdadeiramente, a natureza do espaço contemporâneo, como se relaciona com o que produz e como o espaço físico pode produzir conteúdos emocionais.”2 Ainda que consciente da falta de conhecimento e de experiência no terreno, procurei trabalhar num bairro suburbano de uma cidade dual onde fossem notórias as disparidades entre aquilo a que normalmente chamam de cidade e periferia. Indaguei, através dasnovas tecnologias, por entre as cidades do mundo, buscando uma que me parecesse poder responder aos meus requisitos. Aos contrastes acentuados, somei ter o português como língua oficial. Com especial interesse em África, tinha então Bissau, São Tomé, Luanda e Maputo e, sem conseguir explicar porquê, esta última foi a que mais atenção me despertou. Contactei algumas organizações não governamentais (ONG) que tinham projetos em bairros suburbanos dessa cidade e tive a sorte de encontrar uma que aceitou a minha proposta de trabalho. Foi assim que tive a possibilidade de participar no projeto de requalificação e construção parcial de uma escola no subúrbio de Maputo. E é esse o cerne deste trabalho: projeto e obra na Escola Comunitária do bairro Polana Caniço B. A viagem e a experiência na periferia de Maputo são, assim, o ponto de partida para esta reflexão. Para conseguir apresentá-la é, antes de mais, imprescindível falar da cidade onde a Escola se localiza, como se integra e interage com ela, em que medida as suas características espaciais estão ligadas à forma de pensar e aos hábitos das pessoas que aí residem, no subúrbio, mas que vivem as influências e a pressão da cidade, mesmo ali ao lado. Pretende também esclarecer-se a posição do arquiteto, num lugar para o qual quase nunca é chamado e onde a arquitetura se tem consumado, ao longo dos tempos, sem o auxílio das ferramentas habituais de projeto. Num percurso de escalas, em primeiro, é explicada a cidade de Maputo, que na verdade são duas – a cidade de cimento, herdada da concepção dos projetos coloniais, e a cidade de caniço, que se auto-gerou em redor da primeira –, mas é uma, pela relação de interdependência entre elas. Depois, é caracterizado o espaço de transição entre uma e outra, é descrito o bairro Polana Caniço B, situado num ponto de contacto com a cidade consolidada e, finalmente, todo o processo do projeto e obra da Escola Comunitária Polana Caniço B. Há uma tendência para categorizar o centro e a periferia da cidade como formal e informal ou planeada e não planeada, respetivamente. Estes termos não se encontram ao longo do texto, com base na ideia de que a periferia tem uma forma – tudo tem uma forma – e, portanto, não pode ser chamada de informal, e é planeada – pelos próprios moradores, ainda que seja sem acesso às ferramentas de trabalho a que, no mundo ocidentalizado, estamos habituados – e, por isso, não a devemos apelidar de não planeada. Apesar do conhecimento e revisão de algumas referências literárias e de outros trabalhos de campo realizados com a mesma metodologia, a ausência de alusões aos mesmos, durante o texto, é intencional: não se trata de ignorar as questões que levantam, mas antes de dar mais ênfase à experiência no terreno, através do contacto direto com esses problemas; é como se essas problemáticas tivessem presentes no subconsciente, mas quisessem ser detectadas e vividas in loco.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectBairro Polana Caniço Bpor
dc.subjectEscola comunitária Polana Caniço Bpor
dc.subjectMaputopor
dc.titleO espaço entre em Maputopor
dc.typemasterThesispor
dc.peerreviewedYespor
item.fulltextCom Texto completo-
item.grantfulltextopen-
crisitem.advisor.deptFaculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra-
crisitem.advisor.researchunitCentre for Social Studies-
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