Title: Análise da correlação entre a variabilidade da frequência cardíaca e indicadores antropométricos de risco cardiovascular numa população feminina fisicamente ativa
Authors: Garcia, Jéssica Fernanda 
Keywords: Frequência cardíaca;Doenças cardiovasculares;Mulheres
Issue Date: 2012
Abstract: INTRODUÇÃO: Sabe-se que o sistema nervoso autónomo desempenha um importante papel, sendo crucial para que o sistema cardiovascular tenha um bom funcionamento. A variabilidade da frequência cardíaca quando submetida a um determinado esforço ou em um programa de exercicio físico, tem vindo assumir um caráter promissor na detecção do risco associado a alterações do funcionamento cardiovascular. Na atualidade, é consensual que obesidade tem uma forte relação associada no desenvolvimento do risco cardiovascular em seres humanos, uma vez que gordura intra-abdominal pode estar relacionada também com risco cardiovascular. OBJETIVOS: Sendo a variabilidade da frequência cardíaca um parâmetro não invasivo que avalia o funcionamento do sistema nervoso autónomo, o presente estudo correlacionou as alterações no sistema nervoso simpático e parassimpático em dois grupos de mulheres divididos em obesas e não obesas, analisando a frequência cardíaca ao primeiro minuto de recuperação ativa e aos vinte minutos de recuperação passiva e recorrendo a variabilidade da frequência cardíaca em esforço, sendo utilizados os parâmetros SDNN, RMSSD, HF, LF e rácio LF/HF. MÉTODOS: Participaram do estudo 12 voluntárias do sexo feminino, (divididas em dois grupos obesas e não obesas) submetidas a um teste realizado em tapete rolante com velocidade progressiva até atingir 80% da FCmáx, e foi comparado a frequência cardíaca em vários momentos do protocolo como: frequência cardíaca de repouso, FCmáx., recuperação ativa ao primeiro minuto e recuperação passiva de vinte minutos e também analisados os parâmetros SDNN,RMSSD, LF, HF e rácio LF/HF. Para análise da variabilidade da frequência cardíaca foi utilizado um cardiofrequencímetro S810. RESULTADOS: Os resultados sugerem que quando divididos os grupos em obesas e não obesas, as medidas antropométricas como: perímetro da cintura, perímetro da anca, massa corporal, Índice de massa corporal e percentagem de massa gorda, o grupo das obesas obteve um valor maior. Já para a frequência cardíaca analisada ao primeiro minuto de recuperação ativa e aos vinte minutos de recuperação passiva, os resultados sugerem que não há diferenças entre os grupos, sendo alcançados ao final dos vinte minutos um valor de frequência cardíaca muito perto da frequência cardíaca de repouso para os dois grupos. Quando analisados os grupos nos parâmetros da variabilidade da frequência cardíaca SDNN1, RMSSD1, HF1, LF1, LF/HF1, não houve diferenças, obtendo maior variabilidade neste momento do protocolo o parâmetro LF1. Para os parâmetros da variabilidade da frequência cardíaca SDNN20, RMSSD20, HF20, LF20 e LF/HF20 também não houve diferenças, mas quando analisadas as médias foi notável que para o grupo das Não-Obesas ocorreu um melhor funcionamento do sistema nervoso parassimpático, fator este, determinante para predição do risco cardiovascular. CONCLUSÕES: Analisados os grupos obesas e não obesas com objetivo de relacionar às influências do sistema nervoso autónomo, como uma medida não invasiva e que 16 pode ser utilizada para identificar fenômenos relacionados ao sistema nervoso simpático e parassimpático, concluímos que para o grupo obesas, os valores nas medidas antropométricas e percentual de massa gorda foram maiores. Para a frequência cardíaca tanto analisada ao primeiro minuto de recuperação ativa e aos vinte minutos de recuperação passiva os grupos se comportaram de maneira muito parecida, concluindo que os parâmetros utilizados para determinar a caracterização da amostra em obesas e não-obesas não determinam possíveis diferenças na frequência cardíaca quando colocada em esforço realizado em tapete rolante até as voluntarias atingirem 80% da FCmáx. Para os parâmetros da variabilidade da frequência cardíaca SDNN, RMSSD, HF, LF, HF/LF analisados ao primeiro minuto de recuperação ativa os grupos se comportaram de maneira muito parecida, já para os mesmos parâmetros analisados aos vinte minutos de recuperação passiva, nota-se um melhor funcionamento do sistema nervoso parassimpático para o grupo não-obesas, que por sua vez determina um risco cardiovascular diminuído.
Description: Dissertação de mestrado em Biocinética, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/22090
Rights: openAccess
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