Title: Espaço espanto : para um estudo sobre O Gebo e a Sombra (1966)
Authors: Meneses, Francisco Pessanha de 
Orientador: Monteiro, Francisco
Keywords: Brandão, Raúl, 1867-1930 -- obra;Sousa, Ernesto de, 1921-1988 -- obra;Peixinho, Jorge, 1940-1945 -- obra
Issue Date: 2011
Citation: MENESES, Francisco Pessanha de - Espaço espanto : para um estudo sobre O Gebo e a Sombra (1966). Coimbra : [s.n.], 2011. Dissertação de mestrado
Abstract: Em Fevereiro de 1966 é apresentada no Teatro Experimental do Porto uma encenação de O Gebo e a Sombra de Raul Brandão. O encenador foi Ernesto de Sousa. Foi a segunda de apenas duas encenações que fez, ambas no Teatro Experimental do Porto. A música foi composta por Jorge Peixinho. Foi a segunda de dez incursões que fez na música de cena. Os três nomes essenciais deste trabalho: Raul Brandão, Ernesto de Sousa e Jorge Peixinho. É a partir do jogo de gravitações em torno destes três nomes que surge este trabalho. Três mentalidades criativas, todas elas marcantes. Todos eles anunciadores de modernidade e de mudança, empenhados na ruptura com os cânones artísticos - no teatro, na literatura, na música, nas artes plásticas e no cinema - do seu tempo que, abertamente, rejeitavam propondo outros projectos dramatúrgicos, performativos ou musicais. O presente trabalho assume-se como um trabalho de cruzamento disciplinar. Não é uma tese musicológica, redigida sobre o trabalho de Jorge Peixinho. Também não é uma tese sobre o teatro de Raul Brandão. Não é, tampouco, um trabalho de genética do espectáculo desenhado por Ernesto de Sousa. Contudo, não sendo nenhuma das coisas referidas, não deixa também de ser cada uma dessas coisas. É um trabalho que se pretendeu, espelhando a nossa analogia do triângulo no que concerne O Gebo e a Sombra de 1966, um lugar comum a cada uma dessas disciplinas, não sendo, porém, nenhuma delas em absoluto e que pretende reflectir a convergência de circunstâncias que fazem desta obra naquele momento em particular um acto de substancial importância na história das artes performativas em Portugal.
O Gebo e a Sombra was staged at the Teatro Experimental do Porto (Oporto) in 1966. The director was Ernesto de Sousa. It was one of his mere two theatre productions, both of which at the Teatro Experimental do Porto. The score was composed by Jorge Peixinho, his second experience out of ten in composing for the stage. This project arises from the interaction among these three key names, Raul Brandão, Ernesto de Sousa and Jorge Peixinho, each of whom with their unique creative mentality. Each of them served as a harbinger of modernity and of change. Each one was dedicated to breaking with the artistic cannon in the theatre, literature, music, the visual arts and in cinema of their epoch. They openly rejected tradition in favour of other dramatic, performing or musical projects. This is an interdisciplinary work. It is not a musicology thesis about the compositions of Jorge Peixinho. Nor is it a thesis about the drama of Raul Brandão. Neither can it be seen as an investigation into the origins of this particular staging of O Gebo e a Sombra by Ernesto de Sousa. It is none of these things and yet it is each of them. It is a work that intends to mirror our vision of the triangle which encompasses O Gebo e a Sombra. It is a space shared by each of these disciplines, without, however, being any of them. It attempts to reflect the circumstantial convergence contributing to the summa importance of this work in the history of the performing arts in Portugal.
Description: Dissertação de mestrado em Estudos Artísticos (Música), apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/20489
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUC Secção de Artes - Teses de Mestrado

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