Title: Desenvolvimento e avaliação biofarmacêutica de pellets matriciais de libertação prolongada
Authors: Santos, Helton Max Massaranduba
Keywords: Biofarmácia;Libertação prolongada;Pellets;Tecnologia farmacêutica
Issue Date: 2005
Abstract: Foi investigada a influência da incorporação de diferentes polímeros hidrofílicos, nomeadamente hipromelose, quitosano e goma xantana, e de diferentes excipientes de preenchimento (lactose mono-hidratada, fosfato tricálcico e β-ciclodextrina) sobre a viabilidade de produção de pellets de formulações contendo um princípio activo modelo (diclofenac sódico ou ibuprofeno). Análises de variância foram aplicadas para a identificação e avaliação dos factores que determinam as características dos pellets produzidos. A preparação dos pellets foi realizada segundo um procedimento padrão de extrusão e esferonização. As análises estatísticas dos resultados indicaram que as variáveis de formulação dos tipos concentração do polímero hidrofílico, tipo de excipiente de preenchimento incorporado e a composição do líquido de granulação, influenciaram as diversas características físicas dos pellets, nomeadamente densidade, porosidade e estrutura porosa, tensão mecânica de esmagamento, área superficial específica, rugosidade e esfericidade. Não houve qualquer benefício na incorporação dos polímeros hidrofílicos em termos de libertação prolongada do princípio activo. Contudo, os pellets de goma xantana quando compactados sob diferentes pressões demonstraram eficiência na libertação prolongada do diclofenac sódico e do ibuprofeno. A deformação permanente e a densificação foram os mecanismos relevantes envolvidos no processo de compressão dos pellets. A libertação prolongada dos princípios activos só foi possível devido ao comportamento monolítico dos comprimidos. A libertação de diclofenac sódico a partir de comprimido de pellets de goma xantana foi anómala enquanto que a libertação de ibuprofeno foi do tipo super caso II. O mecanismo de difusão foi predominante na libertação de diclofenac sódico nas primeiras horas de dissolução sendo superado pela erosão até o fim da dissolução. Por outro lado, a erosão foi o mecanismo de libertação para o ibuprofeno que prevaleceu desde o início até ao fim da dissolução. O estudo de biodisponibilidade oral em modelo animal demonstrou uma coerente correlação com os estudos in vitro. A absorção de diclofenac sódico a partir de comprimidos de pellets de goma xantana foi prolongada e apresentou um discreto pico de concentração plasmática 6 h após a administração e um tempo de semi-vida plasmática de 8,28 h. A absorção de ibuprofeno ocorreu de forma distinta já que se verificou uma absorção lenta do princípio activo até aproximadamente 4 h após a administração, seguindo-se um pico agudo de concentração plasmática às 6 h enquanto o tempo de semi-vida plasmática foi prolongado até 8,77 h.
URI: http://hdl.handle.net/10316/14016
Rights: openAccess
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